Cidades

Ladário

Polícia prende 8 pessoas por arrombar caixa

Polícia prende 8 pessoas por arrombar caixa

Da Redação

03/09/2011 - 11h39
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Oito homens foram presos na madrugada de hoje acusados de tentar arrombar o caixa eletrônico do Banco do Brasil, instalado dentro da Prefeitura de Ladário. O crime aconteceu por volta das 3 horas e foi impedido pela equipe de Serviço de Inteligência da Polícia Militar e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado), com apoio da Força Nacional de Segurança e da Força Tática do 6º BPM. Segundo a PM, a quadrilha vinha sendo monitorada já há algum tempo na região. Pelo menos três dos presos seriam de Cuiabá, no Mato Grosso.

Um guarda municipal de Ladário e um ex-policial militar do estado de Goiás são suspeitos de participar da ação e também estão detidos. Todos foram encaminhados para a Polícia Civil de Corumbá. O bando não teve tempo de acessar o cofre do caixa. Eles utilizaram um maçarico para cortar parte da estrutura metálica, mas os policiais chegaram à Prefeitura antes deles abrirem o cofre. Não há a informação se havia dinheiro no caixa.

Ação

O guarda municipal que estava de plantão na Prefeitura de Ladário contou que, por volta das 3 horas da madrugada, dois homens chegaram até a porta e pediram ajuda. Eles disseram que o carro deles havia "fervido" e que precisavam de uma garrafa de água. Quando o guarda voltou com a água, foi rendido pela dupla. "Eles colocaram o revólver na minha cabeça e mandaram me deitar no chão", relatou o funcionário público.

Já deitado, ele ainda foi agredido pelos bandidos e teve as mãos amarradas. "Nem era meu plantão. Um companheiro pediu para trocar comigo e eu vim para cá", explicou. O guarda que solicitou a mudança é o que está preso. "Estou na GM (Guarda Municipal) há 4 anos. Na Prefeitura, tiro serviço há uns três meses. É a primeira vez que passo por uma situação dessa. É assustador", completou o funcionário, que pediu para não ter o nome informado.

Inteligência

Já com o assalto em andamento, policiais militares à paisana chegaram na sede da Prefeitura e encontraram um dos assaltantes na porta. Ele estava com um revólver calibre 357. Os policiais dispararam dois tiros de advertência. Os três homens que estavam no local se renderam. Um deles ainda tentou fugir correndo, mas foi impedido pelos policiais. O restante do bando, foi preso durante diligências da equipe reservada e do Gaeco. Todos foram detidos em flagrante.

Um veículo Montana, placas de Goiás; uma caminhonete S-10, placas de Cuiabá e uma motocicleta, placa de Corumbá, também foram apreendidos. Os nomes dos presos ainda não foram informados pela polícia.

(Com informações do Diário Online)

Cidades

Fábrica de brinquedos onde funcionário morreu é condenada pela justiça de MS

Justiça ordenou 15 obrigações e multa diária de R$10 mil a cada infração

24/06/2024 18h45

Fábrica de brinquedos onde funcionário morreu é condenada pela justiça de MS

Fábrica de brinquedos onde funcionário morreu é condenada pela justiça de MS Divulgação: MPT-MS

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A Justiça de Paranaíba determinou que a Gala - indústria de brinquedos e embalagens sediada no município de Aparecida do Taboado, cumpra 15 obrigações na contratação de empresas prestadoras de serviços, terceirizadas e profissionais autônomos. A ação tem como objetivo evitar condutas caracterizadoras de lesões ao meio ambiente de trabalho.

O juiz do Trabalho Marcio Kurihara Inada estabeleceu que a empresa deverá pagar a multa diária no valor de R$10 mil por dever infringido. 

Acidente Fatal

Em 2019, o MPT-MS instaurou inquérito com o propósito de apurar denúncia de acidente fatal ocorrido nas dependências da Gala - na ocasião, o trabalhador J.B.P, prestava serviço terceirizado de terraplanagem e cascalhamento para a indústria de brinquedos, quando, por ordem do empregador direto, ligou a bateria do rolo compactador à bateria de um caminhão de massa asfáltica que estava próximo da parte traseira do rolo.

Devido as inúmeras fraturas extensas, J. B. P. veio a óbito no caminho para a Santa Casa de Campo Grande.Segundo relatório da Superintendência Regional do Trabalho publicado em 2022, sete fatores contribuíram para o acidente fatal, incluindo a falta de qualificação do trabalhador, ausência de análise de riscos e de programas de prevenção adequados.

Após tentativas fracassadas de acordo extrajudicial, o Ministério Público do Trabalho (MPT-MS) ingressou com ação civil pública contra a Gala. A procuradora Juliana Beraldo Mafra destacou a conduta negligente da empresa em relação à segurança e saúde dos trabalhadores terceirizados.

"A Gala reiterou omissivamente em sua conduta contumaz de não acompanhar ou exigir que se cumpra as medidas de segurança e saúde no Trabalho pelas empresas contratadas. Neste sentido, lembra-se o acidente de trabalho fatal sofrido por outro trabalhador terceirizado, o qual faleceu por decorrência de queda ao efetuar a troca do telhado de um galpão da indústria".

Além disso, na ação, ela reforçou as falhas cometidas pela Gala ao contratar empresa que alugou equipamentos com falta de manutenção e por ter admitido funcionário sem treinamento, exames médicos, análise preliminar de serviços, assinatura da carteira de trabalho, dentre outras irregularidades.

Penalidades

Com aproximadamente 1 mil funcionários, segundo dados do Caged 2023, a Gala foi condenada a implementar medidas rigorosas, incluindo o uso correto de Equipamentos de Proteção Individual pelas empresas contratadas e a suspensão de pagamentos às prestadoras até regularização de eventuais irregularidades.

A sentença também obriga a empresa a informar previamente sobre os riscos ocupacionais aos contratados e a manter um inventário de riscos ocupacionais, com a ressalva de que não serão atingidos os salários dos empregados, nem as contribuições do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. 

Diante da possibilidade de recurso da empresa Gala, o MPT-MS planeja requerer a execução provisória das medidas para garantir o cumprimento imediato das obrigações estipuladas pela Justiça.

SAÚDE

Sobram vagas para exame de Papanicolau em Campo Grande

O exame preventivo é indicado para mulheres de 25 a 64 anos para fazer o diagnóstico do câncer do colo de útero

24/06/2024 18h00

O exame é de graça e está disponível em todas as 74 unidades de saúde da Capital

O exame é de graça e está disponível em todas as 74 unidades de saúde da Capital Foto: Divulgação

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A procura por exames de Papanicolau está baixa em Campo Grande e sobram vagas nas unidades de saúde, que oferecem o procedimento sem custos ao paciente. De acordo com a prefeitura, são disponibilizados 9 mil exames por mês, mas apenas 33% são realizados.

O Papanicolau é de graça e está disponível em todas as 74 unidades de saúde da Capital.

O exame preventivo é indicado para mulheres de 25 a 64 anos, e tem como objetivo detectar alterações nas células do colo do útero. É a principal estratégia para detectar lesões precocemente e fazer o diagnóstico do câncer do colo do útero antes que a mulher tenha sintomas.

De janeiro a maio deste ano, a meta era realizar 45 mil exames, mas foram feitos apenas 13.34. na maioria das vezes a procura foi inferior a 3 mil pacientes por mês, com exceção do mês de abril que registrou 3.006 procedimentos do tipo.

A gerente técnica da saúde da mulher da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Esthefani Uchôa explica que alguns cuidados devem ser tomados antes do procedimento.

“Não ter relação sexual dois dias antes do exame, não usar duchas ou medicamentos vaginais e não estar menstruada”, pontua.

Mulheres grávidas podem se submeter ao papanicolau sem prejuízo à saúde do bebê.

Onde fazer o exame

Para fazer o Papanicolau, é necessário fazer o agendamento on-line.

Basta acessar o site disponibilizado para o agendamento, preencher o CPF, concordar oncordar com os termos do agendamento, e em seguida escolher a unidade de saúde, a data e o horário.

O exame é feito da seguinte maneira:

  • Para a coleta do material é introduzido um espéculo (chamado de bico de pato);
  • O médico observa o colo do útero e o interior da vagina;
  • O profissional provoca uma pequena escamação no colo do útero;
  • As células colhidas são colocadas numa lâmina que vai para a análise do laboratório.

Câncer do colo do útero

O câncer do colo do útero é segundo tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil, atrás apenas do melanoma. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima 17 mil novos casos por ano da doença no país.

 

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