Cidades

Latrocínio

Polícia prende dupla e 5 de quadrilha que aterrorizou cidades estão detidos

Novas prisões aconteceram na manhã desta quinta-feira

ALINY MARY DIAS

15/10/2015 - 13h16
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Foram presos na manhã desta quinta-feira (15) mais dois integrantes de quadrilha envolvida em assaltos na região rural de Dourados e também no interior do Paraná. Os detalhes das prisões ainda não foram revelados pela Polícia Militar de Dourados.

Com as novas prisões, ao todo cinco pessoas estão detidas suspeitas de participar de dois assaltos ocorridos ontem, em um deles o homem foi baleado e em outro a vítima foi morta.

PRISÕES

O terceiro integrante preso foi Evandro Medeiros dos Santos, na cidade de Nova Esperança, no Paraná. Conforme as investigações da força-tarefa que desde a manhã de ontem faz uma caçada pelos suspeitos, dois integrantes da quadrilha continuam foragidos.

O terceiro integrante da quadrilha foi preso por homens da Polícia Civil e Polícia Militar do Paraná. Os crimes realizados ontem mobilizaram mais de 100 policiais das polícias Federal, Rodoviária Federal, Civil e Militar das cidades da região de Dourados e até do Paraná.

Conforme apurou o Dourados Agora, Evandro teria escapado do cerco feito ontem à tarde, que terminou na prisão de dois suspeitos depois de troca de tiros com policial rodoviário federal, a identificação dos detidos não foi divulgada.

Para fugir, Evandro teria contratado uma mulher, de 30 anos, que trabalha como mototaxista em Dourados para fazer uma corrida até o Paraná. O rapaz chegou na cidade de Nova Esperança, onde foi preso. A condutora da moto, no entanto, ainda não foi encontrada e não se sabe se ela foi vítima do integrante da quadrilha.

CRIMES

O primeiro crime supostamente praticado pela quadrilha aconteceu na madrugada de ontem. José Ricardo da Silva vivia em uma residência localizada dentro do rancho, na BR-463, em Dourados. Por volta das 4 horas de ontem, um homem bateu na porta de José, que vive na casa com a esposa.

O homem se identificou como policial e chamou José pelo nome. A mulher impediu a entrada do rapaz, que arrombou a porta e invadiu a residência.

O homem foi em direção ao quarto onde a vítima estava e atirou uma vez no peito de José. A vítima foi socorrida até o Hospital da Vida.

Horas depois, o caseiro Josias Leiva, 34 anos, foi assassinado a tiros e teve o corpo encontrado pela manhã, na estância onde morava, à margem da BR-463, na cidade de Dourados. Suspeita-se de crime de latrocínio (roubo seguido de morte), visto que uma caminhonete F-400 foi levada.

Durante toda a tarde de quarta, integrantes das polícias federal, rodoviária federal, militar e o DOF (Departamento de Operações de Fronteira) participaram das ações.

Um helicóptero foi utilizado para auxiliar os trabalhos. Os dois primeiros presos foram detidos depois de serem abordados por um policial rodoviário federal. Na ocasião, houve troca de tiros.

Dois veículos, um GM Astra e uma caminhonete GM S-10 acabaram apreendidos com os integrantes da quadrilha, além da Ford F-1000 roubada na manhã de ontem.

Cidades

Lei que reajusta incentivo estadual deve beneficiar mais de 7 mil agentes de saúde em MS

Texto foi aprovado pela Assembleia Legislativa e aguarda sanção de Eduardo Riedel

17/07/2024 10h45

Wagner Guimarães/Alems

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Foi aprovado, durante a última sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) antes do recesso parlamentar, o Projeto de Lei que tem como objetivo reajustar o valor do incentivo estadual pago a agentes públicos da saúde. O texto agora aguarda sanção do governador do Estado, Eduardo Riedel.

O incentivo deve ir de 50 para 100% do salário mínimo vigente, e será composto de um valor fixo equivalente a 15% do salário mínimo vigente, acrescido de um valor variável de forma escalonada até o ano de 2026, da seguinte forma:

  • até 55% do salário mínimo vigente de julho de 2024 a dezembro de 2024, de acordo com o cumprimento dos indicadores de produção; 
  • até 70% do salário mínimo vigente de janeiro de 2025 a dezembro de 2025, de acordo com o cumprimento dos indicadores de produção;
  • até 85% do salário mínimo vigente de janeiro de 2026 a dezembro de 2026, de acordo com o cumprimento dos indicadores de produção.

 Estão inclusos na proposta os servidores que exercem a função de Agente Comunitário de Saúde, Agente de Controle de Endemias, Agente de Saúde Indígena, Agente de Saúde Pública, Agente de Vigilância Epidemiológica e de Guarda de Endemias.

O acréscimo para os Agentes de Saúde Indígenas será repassado do Fundo Estadual de Saúde diretamente para a instituição responsável pela contratação desses profissionais, observadas as disposições legais aplicáveis para efetivação desse repasse, e para os servidores com vínculo estadual (Guardas de Endemias e ou Agentes de Saúde Pública), lotados na Coordenação Estadual de Controle de Vetores, será implementado diretamente pelo Poder Executivo Estadual.

Confira a proposta completa aqui.

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BONITO

Som alto e festas eletrônicas duradouras devem acabar, recomenda MP

No Diário Oficial do órgão desta quarta-feira (17), justificativas como poluição sonora, cancelamento de reservas e diárias em hotéis e "tática de guerra" foram usadas para embasar tal recomendação

17/07/2024 10h30

MPMS recomendou o fim de festas duradouras e com som alto acima dos limites estabelecidos em Bonito

MPMS recomendou o fim de festas duradouras e com som alto acima dos limites estabelecidos em Bonito Foto: Reprodução

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O Ministério Público do Mato Grosso do Sul (MPMS), através do Diário Oficial da entidade desta quarta-feira (17), recomendou à Prefeitura Municipal de Bonito não autorizar a realização de festas duradouras e com som alto fora do horário e acima dos decibéis estabelecidos por lei.

Para justificar tal recomendação, o órgão estadual argumenta que as atividades barulhentas podem ser prejudiciais à saúde humana e de animais, que sofrem com sons acima dos 60 dB, além de sofrer consequências mais graves, como a possibilidade de ataque cardíaco com sons acima dos 70 dB.

Outro motivo seria o desconforto causado pelas “Tendas Eletrônicas”, que seriam armadas no gramado da Praça do Rádio, uma zona predominantemente urbana e “fora do perímetro geográfico oficial do Festival de Inverno de Bonito e do calendário oficial do evento”. Ainda sim, a de se considerar que a Praça do Rádio de Bonito é um espaço público localizado em área urbana residencial a 6 metros de distância de casas e sem qualquer barreira acústica, tendo a constante presença de idosos e crianças na região.

Ademais, ainda segundo a determinação, a tenda abrigou, por dois anos consecutivos (2022 e 2023), eventos do tipo “festa rave”, com duração de 14 horas ininterruptas, ou seja, sem intervalo de silêncio, começando meio-dia e terminando após a meia-noite. Consequentemente, isso acarretou no incômodo de moradores próximo ao local, já que os sons eram de caráter repetitivos, hipnóticos e torturante.

Além disso, o Ministério Público também reforça que os sons altos duradouros acarretaram no cancelamento de reservas e diárias em hotéis e pousadas próximas à região, trazendo malefícios à economia e turismo da cidade sul-mato-grossense. 

O MPMS ainda disponibilizou, como forma de exemplificar os “sons torturantes”, uma reportagem do jornal inglês BBC, do qual conta como os estado-unidenses usaram a música alta para torturar o líder panamenho Manuel Noriega, como uma “tática de guerra”.

Após essas considerações, o Ministério Público recomendou à Prefeitura Municipal de Bonito e suas respectivas secretarias a não concessão de alvará, licença ou qualquer tipo de autorização para a prática dessas atividades, com sons descritos como hipnóticos e psicodélicos, fora do horário e limites permitidos por lei (até 55 decibéis entre 7h e 20h e de 50 decibéis ou mais nos demais horários), além de não poderem ser de maneira ininterrupta (sem intervalos de silêncio em dias consecutivos) e em espaços públicos próximos à áreas residenciais.

Além disso, sugere-se a equipagem dos órgãos fiscalizadores responsáveis com aparelhos medidores de som, os chamados sonômetros, a fim de garantir a obediência aos limites impostos por lei, para que então os devidos “criminosos” sejam punidos. Por fim, o MPMS deu o prazo de 15 dias para a resposta do executivo municipal e das secretarias envolvidas, reforçando que, caso as autorizações sejam concedidas para a prática dessas atividades ilegais, os responsáveis serão notificados pelos “eventuais danos e prejuízos causados à população impactada”.

Em resposta, a Prefeitura de Bonito afirmou que irá analisar junto ao prefeito, Silvio Mauro Rodrigues Mota, e as devidas secretarias.

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