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Trio assalta joalheria em shopping de Campo Grande; veja o vídeo

Não houve feridos e não se sabe qual o valor do prejuízo em reais

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Três homens, ainda não identificados, assaltaram uma joalheira no Shopping Norte Sul, localizada na avenida Presidente Ernesto Geisel, número 2300, bairro Jockey Club, em Campo Grande.

O assalto ocorreu às 19h34min desta quinta-feira (30) e imagens de câmera de segurança mostram a dinâmica do crime. Veja o vídeo no fim da matéria.

O trio – um homem de camisa social preta e boné preto, outro homem com camisa social branca e boné preto e outro homem com camisa social verde, máscara preta e boné preto – entraram na loja e renderam três funcionários e uma cliente.

Eles anunciam o assalto e sacam uma arma de maneira calma, pacífica e tranquila. Funcionários e clientes se entregam sem gritaria, correria ou desespero.

O assaltante, de camisa verde, acessa a área do caixa, enquanto um comparsa de camisa branca fica no balcão, exigindo joias dos funcionários e o outro, de camisa preta, escolhe joias na vitrine.

Em certo momento, um funcionário entrega uma corrente de ouro e relógio para o ladrão, mas ele só aceita a corrente. Em seguida, levanta a camisa e põe as mãos para cima para mostrar que não tem mais nada para entregar.

O ladrão, que estava na vitrine, escolhe as joias e as leva para o balcão e o outro as põe dentro da mochila. Não houve feridos. Não se sabe qual o valor do prejuízo em reais.

De acordo com a Polícia Civil, os fatos foram registrados como roubo majorado se a violência ou ameaça é exercida com emprego de arma de fogo e roubo majorado pelo concurso de pessoas.

O Boletim de Ocorrência (BO) foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac-Centro).

A Delegacia Especializada em Roubos e Furtos (DERF) está investigando o crime e por enquanto não há novidades.

O Shopping Norte Sul está acompanhando o caso e prestando assistência ao lojista, além de contribuir com as investigações policiais.

Veja o vídeo:

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Sumiço de cocaína é pivô de execução em Dourados

Eliston Aparecido Pereira da Silva, de 51 anos, foi executado por 'desaparecer' com duas cargas de entorpecentes; dois envolvidos foram presos e três seguem foragidos

19/02/2024 12h00

Delegado da SIG em Dourados-MS, Erasmo Cubas, em coletiva de imprensa Divulgação/Instagram

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Traficante de entorpecentes e armamento, Eliston Aparecido Pereira da Silva, de 51 anos, foi executado com 13 tiros na noite desta sexta-feira (16), em Dourados, município localizado a 228 quilômetros de Campo Grande.

Ele seria o responsável por sumir com duas cargas de droga e estaria em dívidas com a quadrilha a qual fazia parte. Com isso, cinco pistoleiros foram contratados no Paraguai para ‘acertar as contas’, torturá-lo, colher informações e executá-lo em Dourados. Ao todo, 25 tiros foram trocados durante a execução.

Dos cinco pistoleiros, dois foram presos em São Paulo e três seguem foragidos. A dupla que foi presa havia fugido para São Paulo no fim de semana, mas, foram capturados em operação conjunta da Polícia Civil de MS, Polícia Militar de MS, Polícia Militar de SP e Polícia Rodoviária Federal (PRF). Eles retornaram para Mato Grosso do Sul e estão presos em Dourados.

Conforme apurado pela reportagem, Eliston saia de casa em uma Fiat Toro, de cor branca, quando foi surpreendido por homens em um Fox, de cor prata, atirando contra a picape.

Eliston foi atingido pelos disparos. Baleado, revidou os disparos, acertou um dos pistoleiros no braço e perfurou a lataria do Fox, mas, não resistiu aos ferimentos e faleceu.

Ele chegou a ser socorrido pela esposa e encaminhado para o hospital, mas veio à óbito. Segundo a esposa, seu marido vinha recebendo ameaças. O pistoleiro baleado fugiu e possivelmente buscou atendimento médico no lado paraguaio.

Fox, de cor prata, utilizado no crime pelos pistoleiros, foi encontrado abandonado pela Polícia Militar, com marcas de disparo e carregado com abraçadeira, alicate e escadas.

De acordo com o delegado do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil em Dourados, Erasmo Cubas, através do veículo abandonado foi possível descobrir por onde os cinco envolvidos teriam passado no município de Dourados. Eles permaneceram pelo menos uma semana na cidade.

"As nossas equipes avançaram nas investigações, passaram a analisar o veículo abandonado e através desse veículo nós chegamos a indicação de um local onde os suspeitos poderiam ter passado. Nesse local a gente conseguiu imagem de um desses suspeitos e passamos a diligenciar algumas hospedarias da cidade, pois era uma pessoa de fora, sem nenhum vínculo com a cidade de Dourados, e, a princípio, de origem estrangeira. Em determinado local nós encontramos onde esse cara se hospedou e daí a gente passou a dirigir-se a ir no sítio qualificado. Com isso, a gente conseguiu descobrir que, na verdade, eles estavam em cinco pessoas no planejamento e execução desse crime e teriam ficado em locais diferentes, ao menos uma semana na cidade, planejando a execução do crime", explicou o delegado da SIG, Erasmo Cubas. 

A polícia apreendeu duas armas de Eliston, 9 milímetros e pistola 380, utilizadas no crime. 

Presídio

Fugitivos de Mossoró usaram barra de ferro da própria estrutura da cela, diz cúpula da investigação

Com uma ponta em forma de alavanca, eles teriam conseguido retirar a luminária do local e abrir a curvatura do buraco, até ter tamanho suficiente para passar o corpo

18/02/2024 21h00

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Os dois fugitivos da penitenciária federal de segurança máxima de Mossoró (RN) usaram uma barra de ferro retirada da estrutura da própria cela para escavar o buraco da luminária pelo qual conseguiram escapar, afirmam integrantes da cúpula das investigações.

Os detentos teriam conseguido a barra de ferro, de cerca de 50 centímetros, descascando parte da cela que já estava comprometida, devido a infiltração e falta de manutenção.

Depois, afirmam investigadores, eles amarraram um tecido azul do uniforme na ponta da barra, para servir de empunhadura.

Com uma ponta em forma de alavanca, eles teriam conseguido retirar a luminária do local e, com a força da barra, abrir a curvatura do buraco, até ter tamanho suficiente para passar o corpo.

Segundo essas pessoas, esta não foi a primeira vez em que presos descascaram a parede ou alguma parte da estrutura da cela para retirar uma barra de ferro neste presídio.

Também havia sido levantada a hipótese de que pessoas externas teriam levado a barra aos fugitivos, mas isso foi praticamente descartado por pessoas ligadas ao caso.

Investigadores também dizem que como os dois detentos estavam submetidos ao sistema RDD (Regime Disciplinar Diferenciado) e não saiam para tomar banho de sol na área comum, não acontecia a revista dos agentes penitenciários após este momento nas celas, o que teria beneficiado a ação.

As fugas, fato inédito em presídios federais, ocorreram na passagem de terça (13) para quarta-feira (14), mas os agentes da penitenciária só detectaram a ausência dos homens na manhã de quarta, quando as buscas começaram a ser realizadas.

Os fugitivos foram identificados como Rogério da Silva Mendonça, 36, conhecido como Tatu, e Deibson Cabral Nascimento, 34, chamado de Deisinho. Segundo as investigações, eles são ligados ao Comando Vermelho.

A dupla chegou a invadir uma casa na noite de sexta-feira (16) e fez uma família de refém. Do local, levaram dois celulares e carregadores.

De acordo com relatos dos familiares aos investigadores, eles fizeram muitas ligações por WhatsApp, sendo algumas para a capital do Rio de Janeiro, devido ao DDD. Na casa dos reféns, eles se alimentaram e fugiram novamente cerca de quatro horas depois com mantimentos.

Não houve violência, mas os moradores da comunidade Riacho Grande, zona rural de Mossoró (RN), relatam temor com a possibilidade de terem as casas invadidas.

O ministro Ricardo Lewandowski (Justiça) chegou a Mossoró para acompanhar a buscas dos fugitivos neste domingo (18), quinto dia de tentativa de captura dos dois detentos.

Em rápido pronunciamento logo após o desembarque, o ministro disse que a fuga é uma "dificuldade momentânea" e que irá ser superada em breve.

"A minha presença aqui é, antes de mais nada, [para] mostrar que o governo federal está presente", disse Lewandowski. Segundo ele, o problema na penitenciária de Mossoró não afeta a segurança das cinco penitenciárias federais do país.

O ministro, que passa por sua primeira grande crise menos de um mês após ter assumido o ministério, foi ao Rio Grande do Norte acompanhado do diretor-geral em exercício da Polícia Federal, Gustavo Souza. Ele foi recebido no aeroporto pela governadora Fátima Bezerra (PT).

Em Mossoró, o ministro deve se reunir com os chefes das equipes de buscas na delegacia da Polícia Federal na cidade. Há previsão de uma entrevista à imprensa no final da tarde.

Segundo o Ministério da Justiça, há 300 agentes mobilizados na recaptura dos detentos, entre eles policiais federais, policiais rodoviários federais e policiais estaduais.

A fuga provocou uma crise no governo e causou medo na população local. O juiz federal Walter Nunes, corregedor do Penitenciária Federal de Mossoró, disse à Folha que, "sem dúvidas", esse foi o episódio mais grave da história dos presídios de segurança máxima do país.

Os dois presos estavam em RDD (Regime Disciplinar Diferenciado), onde as regras são mais rígidas que as do regime fechado. Nesse tipo de ala há um local para o banho de sol para que os detentos não tenham contato com outros presos.

O presidente Lula (PT), que está em Adis Abeba (Etiópia), disse que pode ter havido um "relaxamento" e a "conivência" de agentes que trabalham no sistema penitenciário federal em Mossoró (RN).

"Estamos à procura dos presos e esperamos encontrá-los. Queremos saber obviamente como esses cidadãos cavaram um buraco e ninguém viu. Só faltou contratarem uma escavadeira. Parece que teve conivência com alguém do sistema lá dentro, mas não posso acusar ninguém", afirmou o presidente.

Ele disse ainda que a primeira sindicância para apurar as circunstâncias da fuga já havia sido instaurada pelo ministro da Justiça.

COMO FOI A FUGA, SEGUNDO O GOVERNO

Sob reflexos do Carnaval

A fuga da penitenciária federal de Mossoró foi realizada na madrugada da Quarta-Feira de Cinzas (14), quando, segundo o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, as "pessoas estão mais relaxadas"

Lustre
A fuga ocorreu pela luminária, que não tinha estrutura protegida por uma laje de concreto, mas feita de alvenaria comum

Shaft
A seguir, os dois detentos chegaram ao local da manutenção do presídio, onde estão máquinas, tubulações e toda a fiação

Teto
De lá, a dupla conseguiu alcançar o teto do prédio. Também não havia havia nenhuma laje de concreto ou sistema de proteção

Ferramentas
Na sequência, os fugitivos encontraram ferramentas que estavam sendo usadas na reforma interna do presídio. Segundo o ministro, havia um tapume de metal que protegia o local da reforma, mas que foi facilmente ultrapassado

Alicate
Com um alicate para cortar arame, conseguiram passar pela grade que impedia o acesso ao lado externo do presídio

Apagão
De acordo com o ministro da Justiça, algumas câmeras não estavam funcionando adequadamente, assim como lâmpadas, que poderiam ter ajudado na detecção da fuga

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