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COMPULSORIAMENTE

Escrivão da Polícia Civil preso na Operação Omertà é afastado do cargo

Ele já havia sido afastado provisoriamente, voltou ao cargo e foi novamente preso por contrabando
08/10/2020 09:43 - Glaucea Vaccari


Escrivão da Polícia Civil, Rafael Grandini Salles, 36 anos, preso durante uma das fases da Operação Omertà, foi afastado compulsoriamente de suas funções.

Portaria, assinada pelo corregedor-geral de Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Márcio Rogério Faria Custódio, foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (8).

De acordo com a portaria, Salles foi preso e autuado em flagrante no dia 22 de setembro deste ano, com produtos contrabandeados. 

A prisão em flagrante foi convertida em preventiva pelo juízo da 1ª Vara Federal de Ponta Porã.

O policial já havia sido preso em novembro do ano passado, por tráfico de drogas, depois que policiais encontraram aproximadamente meio quilo de cocaína na residência dele, durante cumprimento de busca e apreensão expedido no âmbito da Operação Omertà.  

No dia 26 de setembro, foi cumprido mandado de prisão preventiva contra ele, expedido pela 2ª Vara Criminal de Ponta Porã, que também aplicou a medida cautelar de suspensão do exercício da função pública.

Desta forma, ele foi afastado da função de escrivão pelo prazo em que perdurarem as medidas impostas pela Justiça.

Corregedor-geral determinou o recolhimento das armas, carteira funcional, suspensão de senhas e logins de acesso aos bancos de dados da polícia, suspensão de férias e avaliação para fins de promoção.

Prisão na Omertà e contrabando

No dia 22 de novembro de 2019, policiais da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco),cumpriram mandados de busca e apreensão no endereço dos policiais civis Elvis Elir Camargo Lima e Frederico Maldonado, em Ponta Porã.  

Na casa, foi encontrada a cocaína, que foi atribuída ao escrivão, que era lotado na 1ª Delegacia do município.

Conforme informações, a residência era uma espécie de república, onde moravam policiais de outras cidades, mas que trabalhavam em Ponta Porã.

Rafael Grandini Salles foi preso em Terenos.

A ação foi durante uma das fases da Operação Omertà, com investigados e presos ligados à segurança pública que tinham participação na milícia armada comandada por Jamil Name e Jamil Name Filho.

No dia 28 de novembro, Salles foi afastado provisoriamente da função “diante da gravidade dos fatos” e foi alvo de uma ação disciplinar.

No entanto, ele voltou a ocupar o cargo e, em setembro deste ano foi preso novamente, desta vez por contrabando e sem ligação com a operação.

Segundo a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), ele estava de passageiro em uma picape que estava carregada com produtos contrabandeados, como cigarros e essências para narguilé, na MS-164, em Ponta Porã.

 
 

Felpuda


Comentários maldosos nos meios políticos dão conta que duas figurinhas que se rebelaram contra os próprios colegas poderão ficar no sereno político e, de forma indireta, serem personagens das próprias manifestações.

Um deles defendeu a redução do número de vereadores, e o outro disse ter vergonha de exercer o cargo. Agora enfrentam altos e baixos na campanha eleitoral.