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PARCIAL

População aprova lockdown, mas comerciantes ainda criticam

Somente serviços funcionarão em Campo Grande nos próximos fins de semana
15/07/2020 17:46 - Fábio Oruê


O “semi-lockdown” publicado em decreto na edição de hoje (15) no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), pegou algumas pessoas de surpresa. De 17h da próxima sexta-feira (17) até às 5h da segunda-feira (20) somente os serviços considerados essenciais funcionarão na Capital. 

Entre eles estão os referentes à saúde, farmácias e drogarias, postos de combustíveis e serviços de apoio em rodovias, além de hipermercados, supermercados e mercados. Confira aqui o que muda com o decreto

A atitude mais restritiva do prefeito Marcos Trad (PSD) foi bem aceita pelo campo-grandense, sendo, inclusive, uma medida que deveria ter acontecido antes, segundo as opiniões. “Nossa saúde é precária, foi uma excelente conduta. No começo todo mundo tava achando graça ficar em casa, de ‘férias’, mas agora que as coisas estão ruim ninguém tá levando a sério”, disse Maria Vanda, de 37 anos, que atualmente está desempregada. 

Pego de surpresa pela equipe de reportagem do Correio do Estado, o aposentado Ricardo dos Santos, de 70, disse que ainda não sabia do decreto, mas que ficou satisfeito com a atitude. “Agora que as coisas estão ficando ruins demais tinha que fazer mesmo. Antes ninguém sabia de nada que ia acontecer, mas agora tinha que fazer”, disse ele.

 
 

“O povo faz muita festa. É um desrespeito com a vida dos outros”, opinou a aposentada Gedalva Martins, de 75, que também achou positivo o novo decreto, que tem vigência até o dia 31 de julho. É justamente essas aglomerações que são alvo de críticas dos comerciantes, que, segundo eles, faz o lockdown não ter eficácia. 

“Aqui para nós [comerciantes do centro] não vai prejudicar tanto. A gente já fecha às 17h normalmente e ficar fechado um dia não vai impactar tanto para a gente”, disse o vendedor Paulo Henrique, de 27 anos. “O problema é os donos de bares e outros. Não tem como fechar um barzinho às 17h. E com tudo fechado, a galera vai se aglomerar nas casas”, opinou ele. 

Já para o empresário Flávio Carvalho, o decreto não foi um acerto, já que, para ele, quando se restringe mais os horários, mais as pessoas vão aglomerar. “[O decreto] é infundado, vai aumentar a concentração de pessoas e como consequência as infecções”, disse ele ao Correio do Estado. “Uma pessoa que trabalha durante a semana e precisava fazer algo nos fins de semana, vai ter que fazer durante a semana, na hora do almoço, por exemplo”, avaliou ele, que é dono de uma conveniência. 

Carvalho contou que foi à academia e percebeu uma lotação acima do normal, de pessoas que iam a noite e estavam indo mais cedo por conta do toque de recolher às 20h, em Campo Grande. O “semi-lockdown” vai durar pelos próximos dois fins de semana. 

 
 

Felpuda


Candidato a prefeito de cidade do interior foi buscar “inspiração” para elaborar seu programa de governo.

Assim, não se fez de rogado em beber da fonte de prefeito que tenta a reeleição em município da Bahia.

O dito-cujo cá dessas bandas copiou as propostas e vinha as apresentando como sendo de sua autoria.

A população já descobriu o plágio e ainda aguarda uma explicação.

Se não houver, as urnas certamente a darão.