Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

SEXTA-FEIRA SANTA

População não respeita medidas e peixarias estão lotadas

Comerciantes ficaram surpresos com a quantidade de idosos
10/04/2020 10:53 - Izabela Jornada, Ricardo Campos Jr


A tradicional comemoração do feriado da sexta-feira Santa não impediu que a população lotasse as peixarias de Campo Grande. O problema, de acordo com os donos dos estabelecimentos, é que os clientes não estão respeitando as normas de prevenção no combate a disseminação do Covid-19. “Tiveram que contratar duas pessoas, uma para fiscalizar a obrigatoriedade da distância de 1,5 metro e outro para organizar a entrada das pessoas na peixaria e disponibilizar o álcool em gel, na porta da peixaria”, alegou o assessor administrativo do Mercadão Municipal de Campo Grande, Daniel Amaral.

O Mercadão Municipal está fechado e apenas a peixaria que permanece aberta. Feira ao ar livre foi montada no estacionamento do mercadão. Os comerciantes do estabelecimento podem comercializar frutas, verduras e legumes.

O assessor do mercadão disse que não esperavam tanto movimento e que a fiscalização está tendo muito dificuldade em manter as pessoas distantes umas das outras. “Estamos tentando fazer todas as normas para proteger as pessoas, mas elas estão se aglomerando”, afirmou Amaral.

O balconista Fábio Lima que está vendendo queijo na barraca que foi montada ao ar livre, disse que o movimento está muito fraco, em comparação com o ano passado. O queijo é um dos produtos mais vendidos na sexta-feira santa, devido a tradicional sopa paraguaia, prato que não requer carne e que pode ser consumido, conforme a tradição da Igreja Católica. 

Apesar do movimento, o dono de uma das peixarias localizadas na Avenida Trindade, Matias, declarou que o movimento é grande, mas não como foi no ano passado. Ele acredita que as vendas deste ano devem cair, aproximadamente, 30% a 40%. “Sinto que as pessoas estão com medo do corona”, afirmou.

O empresário Elias Marçal, 59 anos, dono de peixaria que fica na Avenida Rui Barbosa, declarou que ainda é cedo para saber se terá impacto financeiro devido ao novo coronavírus. O problema de Marçal é outro, ele relatou que não conseguiu repor seus estoques porque fornecedores, com medo da pandemia, diminuíram o envio de produtos em até 40%, em relação ao ano passado.

A consumidora Aparecida de Lourdes Fernandes da Silva, de 59 anos, relatou que foi atrás de peixe em mercados da Capital, mas não encontrou. “Vim no mercadão porque tinha certeza e aí eu chego aqui e encontro essa fila imensa”, declarou.

A maior preocupação relatada pelos comerciantes tem sido o alto número de idosos nas ruas. A reportagem do Correio do Estado flagrou grandes filas nas peixarias e quase todos eram idosos; muitos estavam sem máscaras.

 
 

Felpuda


Devidamente identificadas as figurinhas que agiram “na sombra” em clara tentativa de prejudicar cabeça coroada. Neste segundo semestre, os primeiros sinais começarão a ser notados como reação e “troco” de quem foi atingido. Nos bastidores, o que se ouve é que haverá choro e ranger de dentes e que quem pretendia avançar encontrará tantos, mas tantos empecilhos, que recuar será sua única opção na jornada política. Como diz o dito popular: “Quem muito quer...”.