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MEIO AMBIENTE

Universitários, adolescentes e até cachorros manifestaram contra desmatamento do Parque dos Poderes

Movimento pede apoio de técnicos do Imasul e para que judiciário despache petição que protege reserva nativa
03/11/2020 13:32 - Gabrielle Tavares


Ao som de “fora motosserra” e “desmatamento não” manifestantes protestaram na manhã desta terça-feira (3), enfrente a Secretaria estadual do meio ambiente em Campo Grande (Imasul), contra o a depredação do Parque dos Poderes.

Representantes de universidades, entidades e organizações não governamentais (ONGs) organizaram a ação depois de haver desmate em uma área próxima à Receita Federal. 

De acordo com os manifestantes, as árvores foram retiradas para que um estacionamento seja construído.

“Acho um absurdo estarem desmatando essa área, que é uma preservação do município e até da humanidade. Não pode estar desmatando por pouca coisa, estacionamento ou qualquer outra coisa não é justificativa para desmatar uma área que é nossa. Por isso que estou aqui, para brigar por ela, a gente tem o dever, porque pode começar aqui e depois ir se espalhando aos poucos”, defendeu o estudante da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), João Gabriel, de 19 anos.

De acordo com a coordenadora do Movimento Juristas pela Democracia e uma das organizadoras da ação, Giselli Marques, o pedido é que os técnicos do Imasul neguem as autorizações de desmatamento e revisem as que foram concedidas.

 “Por isso estamos aqui em frente ao Imasul, que é o órgão responsável pela proteção ambiental no Estado”.

O desejo de defender o bioma cresceu cedo na estudante Heloísa Marques, que aos 13 anos segurava o adesivo do movimento e ecoava os gritos contra o desmatamento. 

“Acho importante se manifestar contra isso em qualquer idade, porque se você está vivo já faz parte do meio ambiente. Bio significa vida, então a gente está conectado com a natureza e a natureza está conectada com a gente”, enfatizou.

Teve também quem levou até o cachorro para a ação, como foi o caso da pós-graduanda da Universidade Anhanguera Uniderp, Tais Felix, de 28 anos. 

“Viemos pela importância de não desmatar uma área que é de preservação ambiental e pela vida das espécies que ali vivem, para eles não perderem seu habitat natural como já vem perdendo. Nossa cidade é a mais arborizada do Estado e temos que manter isso”, defendeu.

O decreto municipal que regulariza reuniões físicas diante da pandemia do coronavírus permite aglomerações de no máximo 30 pessoas, que foi o volume aproximado de manifestantes no local.  

“Nossa ideia não é fazer um movimento com multidão por causa da pandemia. Convocamos todo mundo de máscara, disponibilizando álcool em gel e estamos orientando para haver o distanciamento social. Não queremos estar fora da lei, mas não queremos também ficar omissos diante do desmatamento”, ressaltou Giselle.