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COVID/19

Por coronavírus, pneumologista recomenda que idosos devem ficar em casa nos próximos 60 dias

Médica diz que estudos apontam pico da pandemia em um mês no Brasil
14/03/2020 11:42 - Bruna Aquino


 

A médica pneumologista Margareth Pretti Dalcolmo da Fundação Oswaldo Cruz alertou a população brasileira por vídeo nas redes sociais para diversas recomendações extraídas da reunião com Ministério Saúde, Organização Panamericana de Saúde e Organização Mundial de Saúde para a pandemia Covid/19 no Brasil. 

Uma das recomendações mais destacadas pela profissional que também foi bastante debatida na reunião além da higiene bastante rígida é a permanência de idosos em casa nos próximos 60 dias. “A transmissão é muito fácil, a mortalidade é menor depende da faixa etária, é uma doença que mata gente idosa, os pacientes que já morreram jovem eram pacientes que já tinham alguma doença. A recomendação é que idosos fiquem em casa pelos próximos 60 dias”, destacou.  

Para o médico pneumologista Ronaldo Perches Queiroz, a regra destinada aos idosos tem que ser seguida a risca mesmo ainda não havendo nenhum caso confirmado em Mato Grosso do Sul. “Todas as pessoas com sintomas de gripe ou resfriados deve ficar em casa, pois são potenciais transmissores do vírus. Os idosos mais vulneráveis devem sim evitar sair de casa e devem evitar receber visitas também. Mesmo em Campo Grande, para nosso Estado, as orientações são as mesmas. Estamos vivendo uma Pandemia decretada pela OMS e as regras são gerais”, disse. 

Outras recomendações de natureza prática destacadas pela médica e que já está circulando em todo o país é o fechamento de eventos, congressos, cinemas e teatros, festas de família, aniversários, principalmente de crianças que contém piscina de bolinha. “Existe um grande risco de infecção nesse brinquedo”, alertou Margareth.

Sobre higiene pessoal, a médica reforça também cuidados pessoais como uso de máscaras e limpeza das mãos com água e são e uso de álcool gel. “Importante, não saiam desesperadamente comprando máscaras no mercado, pessoas devem usar máscaras em certas ocasiões”, disse.

 
 

Nas escolas e universidades a pneumologista comentou que a decisão é de cada Estado, mas na opinião médica a melhor forma é evitar sair em locais de aglomeração. “Nesse momento a melhor forma de interceptar essa doença é deixar todos em casa. Eu não vejo outra maneira se não tomarmos essas medidas”, explicou.  

Em superlotação em hospitais a orientação é para evitar alas de emergências a não ser que seja extremamente importante e ficar alerta aos sintomas, se a pessoa apresentar insuficiência respiratória e febre é preciso procurar um médico. 

VIAGENS 
O que ainda preocupa a sociedade médica em relação ao vírus são viagens de avião principalmente internacionais onde ocorre um número razoável de aglomeração por bastante tempo. 

Sobre essa questão a pneumologista alerta que nesse ponto de pandemia é extremamente necessário adiar viagens para qualquer lugar, principalmente para outros países nos próximos 90 dias. Se por urgência, viajar nacionalmente pode até ser considerado por ser uma viagem mais curta, mas ainda sim com luvas e máscaras. “Recomendamos coisas práticas também do tipo quem chega de outro país ao Brasil, deve ficar sete dias em casa independente dos sintomas e quem é contato de caso confirmado, ou seja, o familiar está confirmado não deve ter contato”, comentou. 

A médica alerta que com o pico da epidemia em um mês e meio os médicos já estão considerando que 80% dos casos no Brasil serão leves, 20%evoluirão com gravidade necessitando internação hospitalar e 5% necessitando ventilação mecânica.

 
 

REUNIÃO

Participaram da reunião de estratégias para o Brasil, convocada pelo Ministério da Saúde sociedade brasileira de pneumologia e tisiologia, sociedade de infectologia, terapia intensiva, gineco obstetrícia e de pediatria. 

Segundo Margareth, a reunião foi realizada no sentido de elaborar recomendações para precaução e recomendações formais e eventualmente aquilo que pudesse ser recomendado para tratamento dos casos de coronavírus quando agravados. “O Brasil precisa se antecipar para que nós não sejamos o que é uma Itália hoje. Nós somos hoje o que a Itália era a um mês atrás, reconhecemos que a epidemia se instala no Brasil e é crescente. Nós temos que achatar a curva epidêmica no Brasil, que nós não sejamos como a Espanha, a Itália com quase mil mortos, apesar das dificuldades que sabemos de desorganização, esperamos que o SUS seja capaz dar uma resposta robusta a epidemia e o mais importante, não podemos aceitar a epidemia do pânico”, finalizou.
 

Confira o vídeo completo abaixo: 

 
Drª Margareth Dalcolmo e Dr. Mauro Gomes sobre as recomendações sobre a pandemia COVID19 no Brasil. - Reprodução Facebook
 

Felpuda


Lideranças de alguns partidos estão fazendo esforço da-que-les para fechar chapa com o número exigido por lei de 30% do total de vagas para as mulheres. Uma dessas legendas, por exemplo, tenta mostrar a “felicidade” das suas pré-candidatas, mas teme o fracasso, tendo em vista que o “chefe maior” é aquele que já mandou mulheres calarem a boca e disse também que a importância da sua então esposa na campanha eleitoral era porque apenas “dormia com ele”. Ô louco!