Cidades

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Por marketing, Fetagri fecha 6 rodovias

Por marketing, Fetagri fecha 6 rodovias

Redação

20/04/2010 - 22h09
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Nathalia Barbosa e Flávio Paes

 

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Mato Grosso do Sul (Fetagri) mobilizou centenas de famílias de sem-terra que bloquearam ontem por até quatro horas trechos de seis rodovias em Mato Grosso do Sul. Munidos com faixas e bandeiras, os sem-terra diziam estar no local para protestar por seus direitos, no entanto, a principal reinvidicação era a presença da mídia, principalmente a televisiva. "A gente quer um dia de fama", brincavam alguns deles.

As manifestações só terminaram com a chegada de equipes de televisão que gravaram imagens da manifestação com "trilha sonora" de palavras de ordem e o cântico do Hino Nacional . Bastaram 20 minutos de gravação (das 9h30min às 9h50min) para que o protesto terminasse.

Os bloqueios se estenderam das 6h às 10h, em trechos de cinco rodovias estaduais e numa federal (a BR-262). O resultado foram congestionamentos de até 5 quilômetros na MS -060, entre Campo Grande e Sidrolândia; MS-295, trecho Eldorado/ Iguatemi; MS-276, perto de Nova Andradina; MS -164, proximidades de Ponta Porã; MS-346, de Miranda a Bodoquena e BR-262, entre Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas.

Os bloqueios, que inauguraram a participação da Fetagri no chamado "abril vermelho",calendário nacional de protestos dos movimentos sociais que atuam na defesa da reforma agrária, irritaram motoristas, geraram muito bate-boca entre sem-terra, motoristas e policiais rodoviários estaduais, que a todo momento ameaçavam convocar a tropa de choque da Polícia Militar para desobstruir a pista. O pretexto oficial para justificar as manifestações foi a cobrança para o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) acelerar a desapropriação de 16 propriedades para o processo de reforma agrária.

Na MS-060, a manifestação ficou concentrada na divisa entre Campo Grande e Sidrolândia, em frente à Fazenda Aracoara, pertencente ao grupo Cutrale Quintella. Na propriedade, de 6.800 hectares, há criação de gado em sistema de confinamento. A Fetagri recrutou famílias acampadas em Sidrolândia, Terenos, na zona rural de Campo Grande e entre desempregados da periferia da Capital. No grupo inclusive havia funcionários públicos, um deles se identificou como assessor de um vereador.

Os manifestantes chegaram por volta das 6h em motocicletas e carros de passeio. Os "caroneiros" dividiram o custo da gasolina.

 

Cenário

O "cenário" da manifestação na MS-060 começou a ser montado há 10 dias, com a construção de barracos às margens da rodovia, em frente da Fazenda Aracoara.

Enquanto as equipes de televisão não chegavam os policiais tiveram que se armar de muita paciência para convencer os manifestantes a liberarem a passagem de veículos que levavam pessoas com problemas de saúde, outros que tinham consultas ou exames agendados na Capital.

Uma das pessoas que enfrentou problemas foi dona Iolanda Moraes, 84 anos, residente em Maracaju, que há um mês agendou uma consulta no oftalmologista em Campo Grande, programada para as 8h de ontem. Eram 8h30 min e ela ainda permanecia retida na estrada, junto com a nora. Foram necessários 40 minutos de negociação, para que os manifestantes permitissem que ela seguisse viagem.

"É um absurdo, eu preciso ir trabalhar e estou aqui parada há mais de duas horas", disse a dentista Luana Gonçalves, 24 anos, que mora em Campo Grande e trabalha em Sidrolândia. Na ocasião, uma gestante também foi até um líder do movimento pedir que a deixasse passar. "Moço, pelo amor de Deus, eu estou com dor e tenho que ir ao hospital". Ambas precisaram da intervenção da polícia para atravessar o bloqueio.

Avenida Julio de Castilhos

Antes de matar o patrão, gerente dispensou funcionários em crime premeditado na Luigi Salgados

Eduardo Araújo matou patrão com ao menos 10 facadas dentro da salgaderia

21/01/2026 17h10

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Gerente da parte alimentícia na salgaderia Luigi Salgados, Eduardo Araújo, de 32 anos, dispensou os funcionários do setor pouco antes de matar o patrão, André Luis Mitidiero (46), e tirar a própria vida, no início da tarde desta quarta-feira (21), em Campo Grande, crime premeditado, conforme informou o delegado da Polícia Civil Camilo Kettenhuber Cavalheiro.

De acordo com o delegado , Eduardo desferiu ao menos dez golpes de faca contra André, que atingiram regiões como tórax, pescoço e antebraço. Em seguida, o gerente usou a mesma arma para provocar a própria morte dentro da empresa, apoiando a arma branca contra uma pilastra e forçando o próprio corpo contra a faca, comprada especificamente para isso, disse Camilo.

"Conforme apuramos junto aos funcionários, eles todos foram liberados por Eduardo por volta do horário de almoço, coisa que por sí só ja é estranho. Após o crime nós verificamos que a faca utilizada por ele estava com o preço ainda na baínha", disse o delegado. 

O crime ocorreu por volta das 13h10, em uma das filiais da Luigi Salgados, localizada na Avenida Júlio de Castilhos, no bairro Jardim Imá. Após desferir vários golpes contra o patrão, Eduardo agonizou por cerca de 40 minutos, foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros mas morreu ainda no local. 

Segundo o tenente Dermival Caldeira, André, que foi até o local junto do filho de apenas três anos para retirar uma entrega, já estava sem vida quando o socorro chegou. Houve tentativa de reanimação de Eduardo, mas ele não resistiu aos ferimentos. A cena foi descrita como impactante pelos socorristas que atenderam a ocorrência e populares que rapidamente cercaram a loja. 

A motivação do crime, conforme relatos colhidos pela polícia, estaria ligada a questões pessoais. Eduardo não aceitava o fim do relacionamento com a ex-mulher, Juliana Carolina Albuquerque, com quem teve três filhos, também funcionária da salgaderia, onde trabalhava como controladora de caixa.

Funcionários relataram à polícia a suspeita de um suposto envolvimento entre Juliana e o empresário André Mitidiero, o que teria intensificado o conflito entre ela e o ex-marido. Ainda segundo a apuração, Eduardo teria monitorado a ex-companheira após a separação, ocorrida entre outubro e dezembro de 2025, embora o relacionamento estivesse em crise desde o início do ano passado.

Ao se deparar com a situação dentro da empresa, Juliana passou mal, desmaiou e precisou ser encaminhada a uma unidade de saúde pelo Corpo de Bombeiros.

A investigação também considera postagens recentes feitas por Eduardo em redes sociais e outros indícios que reforçam a tese de planejamento do ataque. Ele trabalhava na Luigi Salgados havia cerca de quatro anos e exercia a função de gerente no setor de cozinha da empresa do ramo de produção de salgados e pizzaria e possui filiais em diferentes regiões de Campo Grande.

Os corpos foram encaminhados para exames periciais e o caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura as circunstâncias do crime e reúne depoimentos de testemunhas. O crime será apurado como homicídio seguido de suicídio. 

 

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PRISÃO

Polícia prende filho que matou o pai em Campo Grande

O crime ocorreu no domingo (18), após o o filho do criminoso chutar uma bola na casa do avô e o mesmo não devolvê-la

21/01/2026 17h00

Crime foi cometido na frente de crianças

Crime foi cometido na frente de crianças Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Polícia Civil prendeu, na tarde desta quarta-feira (21), Adriano do Couto Marques, de 40 anos, acusado de matar o próprio pai, Romário Paes Cardoso, com cinco tiros na cabeça, no bairro Jardim Colúmbia, no último domingo (18), após uma discussão familiar.

Embora pai e filho morassem em imóveis vizinhos, a relação entre eles era conturbada. No domingo, a discussão começou após uma bola, chutada pelo filho do criminoso, cair no terreno do avô, o que desencadeou o desentendimento que culminou no homicídio.

Após o crime, o Adriano fugiu levando a arma de fogo utilizada. Na tarde de ontem (20), ele compareceu à delegacia, porém não foi preso naquele momento, pois a Polícia Civil aguardava a decisão judicial do pedido de prisão preventiva, formulado por Bárbara Alves, delegada responsável pela investigação.

No decorrer das apurações, familiares da vítima passaram a rondar a residência de parentes da esposa do investigado, o que gerou preocupação das autoridades quanto à possibilidade de novos episódios de violência.

O homem foi indiciado por homicídio qualificado pelo motivo fútil e por posse ilegal de arma de fogo de uso permitido.

Crime

Um homem, identificado como Romário Paes Cardoso, foi morto a tiros na cabeça, disparados pelo próprio filho, na tarde deste domingo (18), na Rua Guia Miçu, no Jardim Columbia, em Campo Grande.

De acordo com o delegado de Polícia Civil, Felipe Rossato, informações preliminares, apuradas no local com testemunhas, apontam que a discussão que culminou no assassinato começou por conta de uma bola.

Pai e filho eram vizinhos, e moravam em terrenos e casas separadas, mas uma ao lado da outra.

No fim da manhã, o filho do suspeito, que é neto da vítima, estava brincando de bola no quintal, quando em determinado momento a bola acabou indo parar na casa do avô, que se recusou a devolver.

O pai da criança, filho da vítima, foi então até a casa do pai tirar satisfações, quando se iniciou a discussão.

"Parece que o avô já tinha uma rixa com o filho e parece que eles se negaram a devolver essa bola. Se iniciou uma discussão e, a partir dessa discussão, o autor foi em casa, pegou a arma de fogo e efetuou alguns disparos contra a vítima", disse o delegado.

Ainda conforme o delegado, a perícia irá dizer quantos disparos foram efetuados, mas que teriam sido "vários".

"A informação que eu tenho é que ele deu o primeiro disparo, quando percebeu que não estava morto, estava agonizando, ele deu mais disparos", acrescentou Rossato.

O crime aconteceu na frente de várias crianças e os tiros foram disparados na cabeça da vítima. 

O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, mas quando chegou ao local o homem já estava morto.

Após o homicídio, o filho fugiu em uma moto e, até a publicação desta reportagem, não foi localizado. Equipes do Grupo de Operações e Investigações (GOI) da Polícia Civil fazem buscas pelo suspeito.

De acordo com o delegado Felipe Rossato, informações preliminares de testemunhas, que ainda serão apuradas, é de que o pai era um homem violento e já teria passagem por homicídio, enquanto o filho também foi apontado como uma pessoa violenta, mas sem registro policial. 

"São informações preliminares, a gente não fez checagem, eu não fiz nenhuma consulta ao sistema e não posso confirmar nenhuma passagem que ele tem", ressaltou Rossato.

O caso será registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), mas deverá ser redistribuído posteriormente para investigação da delegacia da área.

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