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CORONAVÍRUS

Por R$ 72,4 mil, empresa vai fornecer itens de higienização para terminais

Gasto tinha sido fixado ao valor máximo de R$ 120,4 mil, o que representa economia de 40%
24/06/2020 12:41 - Adriel Mattos


A empresa Clarear Comércio de Materiais de Limpeza venceu licitação da prefeitura de Campo Grande para fornecer itens de higienização para os usuários que passam pelos terminais de transporte coletivo. O aviso de resultado foi publicado na edição desta quarta-feira (24).

Isso representa 40% menos que a prefeitura estimava, que era R$ 120,7 mil. O Correio do Estado procurou o diretor-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Janine de Lima Bruno, para saber quando os equipamentos seriam instalados, mas não obteve resposta.

O objetivo é adquirir e disponibilizar ao público saboneteira, dispenser para papel-toalha e papel-toalha. Luvas de proteção estão na lista, mas serão destinadas ao funcionários do serviço de limpeza.

O lançamento do certame, na modalidade pregão eletrônico, ocorreu no início do mês, após o Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS) apresentar ação civil pública à Justiça contra a prefeitura e o Consórcio Guaicurus, concessionária que opera o serviço.

Convém ressaltar que a empresa venceu a licitação por apresentar o menor preço exigido. A prefeitura não informou quantas participaram do processo.

No primeiro lote, o município pediu 18 unidades de saboneteiras no valor máximo de R$ 761,76. A Clarear ofereceu 381,60. Já no segundo lote, o pedido era para 18 dispensers de papel-toalha ao custo máximo de R$ 628,20, pelo qual a vencedora ofereceu R$ 450.

No terceiro lote e no respectivo sublote, foi pedido 2 mil folhas de papel-toalha por R$ 110,3 mil, pelo quais a Clarear ofereceu R$ 67,4 mil. E no quarto lote, foram solicitados 1,7 mil pares de luvas pelo valor máximo de R$ 9 mil, e a empresa ofereceu o produto por R$ 4,1 mil.

 
 

HISTÓRICO  

Na ação apresentada em maio, o MPMS pede que os decretos municipais e as recomendações da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur) para evitar a disseminação do coronavírus na cidade, sejam devidamente cumpridos e fiscalizados. Em vistorias técnicas realizadas no mês passado e no início deste mês, os técnicos do Ministério Público Estadual flagraram várias irregularidades, como por exemplo, 20 pessoas em pé em um ônibus da linha 075 no Terminal Guaicurus.  

Decreto autoriza, no máximo, 7 pessoas em pé transportadas nos veículos de maior porte, como o que o opera esta linha. Todos os passageiros devem usar máscara, descumprimento que também foi constatado.  

Nos terminais, a situação verificada beira a insalubridade, segundo os promotores de Justiça. No Terminal Guaicurus, por exemplo, os banheiros estão trancados, e as chaves estão com os responsáveis pelas obras. Além disso, não foram encontrados qualquer lavatório com fornecimento de água e sabão para os usuários do transporte nas unidades. 

 

Felpuda


Conversas muito, mas muito reservadas mesmo tratam de possível mudança, e não pelo desejo do “inquilino”.

Por enquanto, e em razão de ser um assunto melindroso, os colóquios estão sendo com base em metáforas.

Até quando, não se sabe, pois o que hoje é considerado tabu poderá se tornar assunto em rodinhas de conversas.

Como dizia o célebre Barão de Itararé: “Há mais coisas no ar, além dos aviões de carreira”. Só!