Cidades

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Preço do frete pode aumentar 40% no Estado

Preço do frete pode aumentar 40% no Estado

ADRIANA MOLINA

11/02/2010 - 07h08
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O frete agrícola poderá ter reajuste de até 40% nas próximas semanas, por conta do pico da colheita de soja e também do leilão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que deve ser realizado hoje, para escoar cerca de 160 mil toneladas de milho da safra passada. A estimativa é da Associação do Comércio de Cereais de Mato Grosso do Sul (ACCEMS), que prevê um cenário de pouca oferta de caminhões para uma grande demanda de soja, já que a safra do grão este ano será recorde: o Estado deve produzir cerca de cinco milhões de toneladas. Nari Bocchi, presidente da ACCEMS, explica que em safras anteriores, em que a produção foi menor, as altas já se confirmavam com acréscimos em torno de 10% a 20% dos custos no período, mas, neste ano, com uma produção cerca de 18% maior, e um cenário mais competitivo, os valores podem ficar até 40% superiores aos praticados em novembro de 2009, quando foram fechados os contratos de comercialização futura. “Temos ainda o leilão da Conab para o frete de escoamento de milho da safrinha passada. São mais ou menos 160 mil toneladas – o que deve concorrer com a atual safra de soja e deixar os preços ainda mais altos”, avalia, lembrando a lei de oferta e demanda. O presidente calcula um acréscimo de, pelo menos, R$ 1,20 por saca já nos próximos dias – valor que deve ser diretamente repassado ao produtor. Mas as altas já começaram. Em novembro, quando vendas de soja foram fechadas no mercado futuro, fretes de Dourados até Paranaguá, por exemplo, custavam em torno de R$ 100 a tonelada. Nesta semana, os valores já estão na casa dos R$ 120 por tonelada. “Até o pico da colheita, com certeza, eles chegam aos R$ 140 por tonelada”, afirma Bocchi, evidenciando um aumento de 40% em relação à cotação praticada há três meses. Outro lado Embora os setores produtivo e de comercialização acreditem em altas mais expressivas que as praticadas em anos anteriores (em torno de 10% a 20%), por outro lado o setor de transporte defende que este deve ser um ano normal em relação ao translado da safra. Otto Schley, presidente do Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas do Estado de Mato Grosso do Sul (Setcems), afirma que, como em todos os anos, os valores não deverão ultrapassar a média, mesmo com o contexto de alta demanda de carga e baixa oferta fretistas. “Não vão faltar caminhões e nem os preços do frete devem subir mais que o comum”, afirma Schley. “Quanto à questão da Conab, o leilão é nacional – o que significa que podem concorrer e vencer empresas de outros estados, deixando mais remota a possibilidade de concorrência com a soja e alta acentuada aqui em Mato Grosso do Sul”, completa. As afirmações do presidente são confirmadas pelos empresários do setor. Gilberto Smozinske, proprietário de uma transportadora no Estado, diz que o aumento previsto para os próximos 60 dias está dentro da média, em torno de 15% a 20%. Em relação ao leilão da Conab, ele também não vê o certame como concorrente da safra de soja, pois os preços não são atrativos e poucas empresas devem se interessar. “O preço máximo lançado no edital já é baixo e as transportadoras ainda vão disputar de forma decrescente – o que significa que ficarão ainda menores. Eu mesmo acredito que não devo participar, não vale a pena”, explica. O montante que havia sido disponibilizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para a retirada do milho de Mato Grosso do Sul era de R$ 17,5 milhões. Porém, o edital para o leilão do frete prevê preços máximos que totalizam R$ 31,3 milhões, divididos em lotes entre R$ 2,9 e R$ 6,4 milhões. A diferença justifica-se pela inclusão de recursos para mais 40 mil toneladas (o previsto inicialmente eram 120 mil toneladas) e aumento de destinos, acrescentando o Rio Grande do Sul e estados do nordeste, além do de São Paulo, que já estava confirmado. Atualmente Mato Grosso do Sul possui cerca de 800 empresas e autônomos que realizam o transporte de cargas rodoviárias.

CLIMA

"Alerta Laranja" segue para todo MS com registro de 12% na umidade relativa do ar

Semana ensolarada promete temperaturas mais altas e baixa umidade em todo o território sul-matogrossense

21/07/2024 14h40

Hidratação é essencial para evitar problemas respiratórios e de pele

Hidratação é essencial para evitar problemas respiratórios e de pele Marcelo Victor | Correio do Estado

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Depois de duas semanas com temperaturas mais baixas o calor retorna em grande parte das cidades de Mato Grosso do sul. Conforme o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), os próximos dias devem registrar sol com poucas nuvens e tempo bastante seco, com previsão de umidade mínima em torno de 20%.

Ainda segundo o Inmet, o domingo (21) registrou mínima de 12% na umidade relativa do ar, o que coloca o Estado em situação de "Alerta Laranja". O alerta é uma classificação utilizada por instituições meteorológicas para indicar um nível de alarme significativo de condições meteorológicas adversas ou de risco para a população.

Geralmente, é o segundo nível mais alto em uma escala e pode representar um perigo moderado a alto para as pessoas e propriedades na área afetada. Por conta do tempo seco, há risco de incêndios florestais, além de problemas respiratórios e ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz.

Hidratação é essencial para evitar problemas respiratórios e de peleMapa mostra várias cidades de MS em alerta laranja - Foto: Divulgação Inmet

Recomendações

A OMS (Organização Mundial da Saúde) preconiza que o ideal é que a umidade do ar oscile entre 60% e 80%.

Com os dias mais secos, algumas doenças, principalmente respiratórias, podem se tornar mais frequentes. Recomenda-se:

  • ingerir bastante líquido ao longo do dia, ou seja, de 2,5 a 3 litros;
  • evitar atividades físicas, principalmente aquelas com exposição ao sol e nas horas mais quentes do dia;
  • hidratar a pele constantemente para evitar ressacamento de pele e/ou dermatites;
  • umidificar o ambiente com equipamentos eletrônicos ou, na ausência do mesmo, utilizar baldes, bacias e outros utensílios domésticos;

Para reduzir os impactos da baixa umidade do ar na saúde, a biomédica Patrícia Pacheco afirma que se manter bem hidratado é fundamental. Manter a higiene nasal também é fundamental para driblar a baixa umidade do ar.

“Além da lavagem nasal, é possível usar soluções salinas em formato de spray nasal para manter as vias nasais limpas e úmidas. Evitar o uso excessivo de descongestionantes nasais é importante, pois eles podem levar ao efeito rebote e piorar a congestão a longo prazo”, alerta a biomédica.

Patrícia Pacheco lembra que, se possível, deve-se evitar a exposição a ambientes com poluição excessiva, como fumaça de cigarro, produtos químicos irritantes e poluentes atmosféricos.

Esses fatores podem agravar problemas respiratórios e causar irritação nas vias aéreas. Para obter mais informações, basta entrar em contato com a Defesa Civil  pelo telefone 199 ou através do 193 - Corpo de Bombeiros. 

Hidratação é essencial para evitar problemas respiratórios e de peleTempo seco se reflete também no solo e nas culturas de produção de alimentos - Foto: Marcelo Victor | Correio do Estado 

Campo Grande 

A temperatura mínima prevista para Campo Grande nesta segunda-feira é de 17°C no início da manhã e a máxima pode atingir os 32°C ao longo do dia. 

De acordo com o Inmet, a umidade deve subir um pouco, algo em torno de 30%, porém, na quinta-feira, o tempo volta a ficar mais seco, com umidade mínima de 20% e termômetros marcando os 33ºC. 

Dourados e Sul do Estado 

Em Dourados, a semana inicia com valores que variam entre 14°C pela manhã e 28°C durante o dia. A umidade relativa continua abaixo dos 30% mas deve cair a partir de quarta e quinta-feira, com previsão de 20%.

Em Ponta Porã, na região sul fronteira, a mínima será de 13°C e a máxima de 27°C. Não há previsão de chuvas e o tempo permanece firme.

Bolsão 

O município de Paranaíba pode apresentar mínima de 19°C e máxima de 33°C nesta segunda-feira. Já Três Lagoas registra variação entre 16°C e 31°C e névoa seca nas primeiras horas do dia. Em ambas as cidades, o tempo seco ainda prevalece com mínima de 20% nos próximos dias. 

Norte

Em Coxim, o cenário é bem parecido com o de outros municípios. A segunda-feira terá mínima de 17°C e a máxima pode chegar aos 34°C, enquanto Camapuã varia entre 18°C e 34°C. A região deve continuar com a umidade bem abaixo do ideal, podendo registrar também mínima de 20%. 

Corumbá e Pantanal 

Na região pantaneira, Aquidauana e Corumbá registram máximas de 33°C nos horários mais quentes do dia, com mínimas respectivas de 13°C e 22°C. Apesar da baixa umidade, a mínima na região será de 40%, podendo reduzir para 20% até quinta-feira (25). 

Em Porto Murtinho, na região sudoeste, a mínima é de 19°C e a máxima de 33°C. De acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), a atuação de um sistema de alta pressão atmosférica favorece o tempo quente e seco no Estado.

Além disso, as temperaturas mínimas permanecem mais amenas durante a noite e ao amanhecer, subindo ao longo do dia devido a presença de ar seco.

*Com informações da assessoria

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CAMPO GRANDE

Em dois dias, Energisa e Polícia Civil removem 10 mil fiações clandestinas

Empresas de telefonia e internet, que não são cadastradas na Energisa, instalam fios de maneira ilegal em postes espalhados por diversos bairros da Capital, o que é proibido

21/07/2024 11h40

Fiação ilegal retirada pela Energisa e Polícia Civil

Fiação ilegal retirada pela Energisa e Polícia Civil DIVULGAÇÃO/Energisa

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Energisa e Polícia Civil de Mato Grosso do Sul removeram 10,5 mil metros de cabos clandestinos, de sete empresas, em dois dias, em Campo Grande. No mês passado, 4 mil fiações ilegais foram retiradas.

Algumas empresas de telefonia e internet, que não são cadastradas na Energisa, instalam fios de maneira ilegal em postes espalhados por diversos bairros da Capital, fora das regras impostas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o que é proibido.

A ação faz parte de uma operação, em conjunto com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS), que atua em combate às instalações irregulares e clandestinas de fios em postes. A operação ocorreu na quarta (17) e quinta-feira (18). Vale ressaltar que este tipo de fiação irregular não se trata de “gato de energia”.

Atualmente, a Energisa possui 164 empresas cadastradas em Mato Grosso do Sul, que são detentoras dos fios e responsáveis pela fiação solta.

Para haver a regularização, é necessário compartilhar postes entre a empresa de telefonia/internet e a concessionária. Ou seja, para utilizar a infraestrutura, é necessário firmar contrato com a distribuidora para operar o serviço.

“O foco da ação é a remoção de cabos de empresas que atuam de maneira clandestina e irregular na Capital, ou seja, empresas que não possuem nenhum tipo de projeto aprovado junto a concessionária e não possuem nenhum projeto contratual de compartilhamento de infraestrutura com a Energisa. Após a remoção desses ativos, é de suma importância que as empresas procurem a concessionária para estarem realizando a regularização e poderem fazer o compartilhamento de infraestrutura de maneira correta e com segurança. A região central de Campo Grande é bastante sensível e sofre com esse problema sistêmico de fios soltos”, disse o coordenador Construção e Manutenção da Energisa MS, João Ricardo Nascimento.

“Com essa ação, já tivemos empresas que nos procuraram para regularizar a situação. A Energisa está pronta para atender quem mais tiver interesse em formalizar o contrato com a concessionária", complementou o coordenador.

Para denunciar possíveis fios irregulares, basta entrar em contato com a Energisa pelo número 0800 722 7272.

PROJETO DE LEI

Em março de 2023, foi apresentado o Projeto de Lei 288/23, que determina que as concessionárias prestadoras de serviços de energia elétrica, telefonia, televisão à cabo, internet ou qualquer outro relacionado à rede aérea removam os cabos e a fiação em excesso e sem uso. 

Até então, o texto estava em análise na Câmara dos Deputados. Pela proposta, as prefeituras deverão notificar os responsáveis pela rede aérea existente para removerem o excedente de cabos e fiação sem uso.

As empresas deverão apresentar plano de trabalho em até 30 dias, sob risco de multa de R$ 5 mil. Em caso de novos descumprimentos, a multa será de R$ 20 mil a cada 30 dias.

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