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Preços melhores

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Redação

02/04/2010 - 21h13
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O setor produtivo prevê aumento de até 65% na produção de cana em Mato Grosso do Sul na safra que está começando agora, embora a área plantada tenha aumentado em apenas 2%, atingido 423 mil hectares. A expectativa é de que a produtividade, fortemente prejudicada pelo excesso de chuva no ano passado, volte ao patamar tradicional, e o Estado deverá chegar a 38 milhões de toneladas de cana. Ainda de acordo com a previsão, serão produzidos 1,9 bilhão de litros de etanol, 52% a mais que no último período.

Por outro lado, a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) prevê queda drástica nas exportações de etanol, que tendem a ficar no menor patamar dos últimos sete anos, em torno de 1,8 bilhão de litros, o que representará queda da ordem de 33% com relação às vendas externas do último ano. Trata-se de um verdadeiro fracasso para um país que pretendia abastecer o mundo com combustível renovável. Os usineiros atribuem a constante retração ao câmbio, que estaria dificultando os negócios. Quer dizer, o álcool brasileiro está muito caro.

Embora esta queda seja má notícia para a economia brasileira, ela não é de todo ruim para proprietários de carros flex. Junto com a informação de provável aumento na produtividade, os dados são praticamente uma garantia de que o preço nas bombas finalmente recuará, pois há oito meses não está compensando abastecer com álcool na quase totalidade dos postos de Campo Grande. Em alguns, porém, tanto faz encher o tanque com um ou com o outro combustível, pois o setor fixa os preços para impedir que o álcool seja muito vantajoso.

Agora, com provável aumento na produção e queda nas exportações, o valor nas bombas somente não cairá se algum poderoso cartel entrar em operação. Além disso, existe a previsão de que a produção de cana na Índia também se recupere neste ano, fazendo com que os usineiros de lá retomem parte do mercado de açúcar que havia sobrado aos brasileiros nos dois últimos anos.

E, com menos espaço para açúcar, mais cana terá de ser destinada à produção de combustível. Contudo, a velha gangorra de preços do etanol continua em vigor, pois a queda de preço, se realmente vier, será fruto de intempéries naturais. Há cerca de seis meses o Governo federal falou em investir pesado na criação de um estoque regulador. Porém, a nova safra acabou de começar e nenhuma palha neste sentido foi movida.

Ou seja, caso as chuvas voltem a prejudicar a produtividade ou a Índia enfrente outra grande estiagem, fatalmente o etanol continuará com preços proibitivos nas bombas de grande parte das cidades e rodovias brasileiras, o que automaticamente impedirá que algum dia seja cumprida a promessa de que o etanol se transforme numa commodity internacional.

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BNDES financia R$ 1,98 bi para Bram construir 6 navios de apoio fretados pela Petrobras

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bi

21/01/2026 19h00

Sede da Petrobrás

Sede da Petrobrás Imagem: Agência Petrobras

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 1,981 bilhão para a Bram Offshore Transportes Marítimos construir seis embarcações híbridas de apoio marítimo à produção offshore de petróleo e gás, que serão afretadas pela Petrobras, informou o banco nesta quarta-feira, 21.

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bilhões.

Já as embarcações de apoio financiadas pelo BNDES decorrem de contratos da Petrobras para afretamento por 12 anos, e serão utilizadas para o transporte de suprimentos entre as plataformas de perfuração ou produção em alto mar e as bases em terra. A construção será no Estaleiro Navship, em Navegantes, Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, em Santa Catarina.

A propulsão dos navios será híbrida, do tipo diesel-elétrica, com bancos de baterias que fornecerão energia suficiente para que, sem outra fonte, sejam capazes de manter a embarcação em posição por um tempo preestabelecido. Também serão dotadas de conector elétrico capaz de receber energia diretamente do porto, quando atracadas.

"O apoio do BNDES contribui para desenvolver e capacitar com emprego de tecnologias mais avançadas o parque nacional de estaleiros, a partir da produção de embarcações com banco de baterias e motores elétricos, que reduzem as emissões de gases de efeito estufa", afirmou em nota o presidente do banco, Aloizio Mercadante.

Segundo o BNDES, os recursos virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A Bram vai adquirir, até julho de 2028, 6 embarcações da classe PSV 5000. Com o projeto, a expectativa é de criação de 620 empregos diretos no estaleiro durante a construção das embarcações e de 190 empregos diretos na Bram na fase operacional delas.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 21, no Estaleiro Navship, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em cerimônia com a presença da diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa.

"Esse tipo de investimento só acontece em um País que voltou a ter estabilidade econômica e confiança para investir. O resultado não poderia ser melhor: estaleiros cheios, mais de 50 mil empregos gerados no setor em 2025 e o fortalecimento da nossa economia", disse na ocasião o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A Bram Offshore Transportes Marítimos Ltda é uma empresa do grupo americano Edison Chouest, de capital fechado, com presença no Brasil desde 1991. Atualmente, é a maior companhia de apoio offshore do país, operando uma frota de 77 embarcações.

Ponta Porã

Fronteira: PF deflagra operação contra uso irregular de substâncias químicas

Investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque

21/01/2026 18h20

Foto: Divulgação

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A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (21), uma operação contra empresas suspeitas de utilizar estruturas de fachada para o manuseio irregular de substâncias química, ação realizada em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

A investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque, que transportavam líquido transparente identificado como NAFTA, comumente empregada na adulteração de combustíveis. 

A ação contou com o apoio de fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e cumpriu mandados de busca e apreensão e a suspensão de atividades ilegais.

Operação visa prevenir práticas ilícitas, proteger o consumidor e fortalecer a coleta de provas para o aprofundamento das investigações. As apurações seguem em andamento, sob sigilo.

A substância apreendida estava em desacordo com as notas fiscais. Há indícios de que o líquido era carregado e armazenado clandestinamente em imóveis ligados às empresas investigadas.

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