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QUARENTENA

Prefeito ameaça toque de recolher caso bares não sejam esvaziados

Em vistorias in loco, aglomerações ainda são flagradas
21/03/2020 11:43 - Daiany Albuquerque, Izabela Jornada


 

Prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), declarou que visitou alguns bairros da Capital e percebeu aglomerações em bares. “Não está descartado o toque de recolher, a gente vai esperar três dias, se continuar essa situação de pessoas enchendo o bar, vai ser a única opção”, alertou o prefeito.

De acordo com Marcos Trad, caso a população não respeite o decreto que proíbe aglomerações, ele vai aplicar a mesma ação dos países europeus, em que a saída de casa só será permitida para ir aos mercados e farmácias. “Os bares e restaurantes só estão abertos porque é essencial, vendem comida”, justificou o prefeito.

ROTINA

A partir deste sábado (21), a rotina do morador de Campo Grande será de uma maneira nunca antes imaginada. Para fazer com que todas as pessoas fiquem em casa para evitar o contágio e a disseminação do novo coronavírus, o comércio não poderá mais abrir, o transporte coletivo não funcionará mais e casas noturnas e locais de lazer também não funcionarão.

Com a suspensão das linhas de ônibus, a expectativa é que os idosos, que costumavam lotar a Praça Ary Coelho, no Centro da Capital, não tenham como se deslocar até o local e fiquem em casa.

Desde sexta-feira, os parques da cidade estão fechados, a circulação em praças públicas não é recomendada e as academias também estão com as portas com suas atividades paralisadas.

Os bancos e as escolas estaduais abriram pela última vez antes da paralisação nesta sexta-feira. A partir de hoje, estarão abertos na cidade somente supermercados (palco de uma corrida frenética nos últimos dias), farmácias, lojas de conveniência, postos de combustíveis, revendedoras de gás e de água mineral.  O avanço da contaminação em estados vizinhos, como São Paulo, onde o número de mortes aumenta a cada dia, e as centenas de mortes diárias causadas pela doença nos países europeus, é a justificativa para as medidas tomadas pelo prefeito e pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB).  

Até a noite desta sexta-feira, Mato Grosso do Sul tinha 12 casos da doença confirmados, 11 deles em Campo Grande.