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IMPASSE

Prefeito da Capital rejeita novo lixão perto de área de preservação: "não vai ser lá"

Solurb tenta implantar aterro sanitário perto de mananciais de água que abastecem Campo Grande
06/07/2020 15:01 - Gabrielle Tavares, Glaucea Vaccari


 

Implantação do novo aterro sanitário da Capital em área protegida e de nascentes não deve sair do papel, segundo disse hoje o prefeito de Campo Grande, Marcos Trad, que reafirmou que o plano da CG Solurb será indeferido.  "Não vai ser lá", disse o mandatário quando perguntado pela equipe do Correio do Estado. 

“O primeiro parecer nosso dessa área é o indeferimento da Planurb [Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano]”, disse o prefeito, reafirmando a manifestação contrária ao Relatório de Impacto Ambiental (Rima) que indica a Fazenda Santa Paz, localizada entre as captações de água do Guariroba e do Lajeado, como a área supostamente ideal para a construção do novo aterro sanitário de Campo Grande, conforme noticiou o Correio do Estado.

Conforme o prefeito, a escolha de três possíveis áreas pela concessionária está dentro que prevê o contrato, que determina que quando a Unidade de Tratamento de Resíduos (UTR) chega a uma capacidade limite, é necessário procurar outro local para construir um novo lixão.  

É o caso da situação atual: a UTR localizada no Dom Antônio Barbosa está chegando a capacidade que o contrato determina, e a Solurb precisa contratar uma empresa para implantar novo aterro sanitário em 2022, para atender Campo Grande e cidades da região.  

“Eles escolherem três locais, porque o contrato manda três. Até aí tudo certo. Ao escolher tem que apresentar para a prefeitura, eles apresentaram, mas entre apresentar e falar que vai ser nessa, naquela ou na outra área, pode não ser nenhuma das três”, explicou o prefeito.

As três áreas que constam no relatório da Solurb são a Fazenda Santa Paz, distantes 30 quilômetros do Centro da cidade, e localizada a 6,3 quilômetros do núcleo habitacional mais próximo, o condomínio Terras do Golfe, que é a área escolhida pela concessionária, além de duas outras opções descartadas, uma fazenda às margens do Córrego Ceroula, na saída para Rochedo, e uma fazenda na Região das Três Barras, com acesso pela MS-040, 35 quilômetros a Sudoeste do Centro de Campo Grande.  

Mesmo afirmando que os locais indicados terão parecer contrário, prefeito disse que as indicações estão dentro que determina o contrato. “Tem que passar por essas fases, não adianta, vai ter que passar, porque assim diz a formalidade. Já tem três meses que está nisso aí”, concluiu.

 A empresa nega que o empreendimento causará problemas ao meio-ambiente da região.

 

Felpuda


Ex-cabecinha coroada anda dizendo por aí ser o responsável por vários projetos para Campo Grande, executados posteriormente por sucessor. 

Ao fim de seus comentários, faz alerta para que o eleitor analise atentamente de como surgiram tais obras e arremata afirmando que não foi “como pó mágico de alguma boa fada madrinha. 

Houve muito suor nos corredores de Brasília”. Então, tá!...