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COVID-19

Prefeito diz que possíveis mudanças em ministério podem refletir em todo Brasil

Marcos Trad afirma que mudanças são arriscadas durante pandemia
15/04/2020 15:57 - Yarima Mecchi


 

O prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), primo do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), afirmou que o pedido de demissão do secretário nacional de Vigilância em Saúde e epidemiologista Wanderson de Oliveira poderia ter impactos em todo o Brasil. Sem detalhar o que poderia acontecer, o administrador da Capital afirmou que trocar o ministério nesse momento é arriscado. A demissão de Wanderson não foi aceita por Mandetta.

Segundo Trad, as alterações no Ministério da Saúde durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) seria o mesmo que trocar de piloto durante o voo. “Nesse momento de tempo, trocar o ministro e sua equipe seria o mesmo que trocar o piloto em pleno voo. E escolher um passageiro para continuar a frente da aeronave. Acho que extremamente temerário, mas orando para que der certo com ou sem o Mandetta”.  

Sobre a possível saída de Mandetta, o prefeito citou a frase do primo e também do presidente Jair Bolsonaro (sem partido)

Nacional

O epidemiologista Wanderson pediu demissão na manhã desta quarta-feira (15) do cargo. Ele é apontado como um dos principais formuladores da estratégia do Ministério da Saúde para enfrentar a Covid-19 e vinha se queixando a colegas sobre o discurso do presidente Jair Bolsonaro contrário ao isolamento social mais amplo.

Wanderson Oliveira chegou a se despedir dos colegas através de uma carta e distribuiu relatório de sua gestão ainda na terça-feira. Na carta, ele afirma que teve reunião com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e "sua saída estava programada para as próximas horas ou dias". Oliveira diz que até uma demissão de Mandetta pelo Twitter poderá ocorrer. "Só Deus para entender o que o querem fazer", completou.

O secretário já havia dado sinais de retirada ao distribuir na terça a colegas um relatório sobre a sua gestão. Em coletiva nesta tarde, Mandetta afirmou que a demissão não foi aceita e o secretário continua no cargo,

Na semana passada, em entrevista na qual revelou que auxiliares chegaram a limpar suas gavetas no gabinete achando que ele seria demitido naquele dia, Mandetta afirmou que, caso fosse embora, seu time sairia junto. "Aqui nós entramos juntos, estamos juntos e quando eu deixar o ministério a gente vai colaborar de outra forma a equipe que virá. Entramos juntos e vamos sair juntos", afirmou o ministro na ocasião.

*Com Estadão Conteúdo

 

Felpuda


É quase certo que a aposentadoria deverá ocorrer de maneira mais rápida do que se pensava em determinado órgão. O que deveria ser a tal ordem natural dos fatos acabou sendo atropelada por acontecimentos considerados danosos para a imagem da instituição. Os dias estão passando, o cerco apertando e já é praticamente unanimidade de que a cadeira terá de ter substituto. Mas, pelo que se ouve, a escolha não deverá ser com flores e bombons de grife.