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PANDEMIA

Prefeito diz que suporta pressão e mantém isolamento horizontal

Marcos Trad afirma que preservar vidas ainda é o melhor caminho a seguir
28/03/2020 09:30 - Adriel Mattos, Thiago Gomes


 

O prefeito de Campo Grande, Marcos Trad, afirmou nesta sexta-feira (27) que tem recebido pressão de todos os lados pela flexibilização das regras de isolamento no combate à pandemia do novo coronavírus em Campo Grande, mas seguirá dentro daquilo que já estava proposto. “Estamos suportando pressões de todos os setores e temos que tomar uma decisão, e a decisão que temos tomado é o isolamento horizontal, ou seja, todos, de qualquer faixa etária, recolhidos em suas residências”, destacou.

Durante vídeo transmitido ao vivo no Facebook, na tarde desta sexta-feira, o prefeito afirmou que não vai ceder à pressão do empresariado e sinalizou que vai manter as restrições ao comércio. Ele analisou que há preocupação com o setor econômico, mas a vida deve prevalecer.

“Com vida, podemos recuperar a economia, mas morto não. Você deve ter consciência de que deve respeitar, estamos baixando mais um decreto hoje, sobre barreira sanitária no aeroporto de Campo Grande”. Segundo ele, com a barreira todos os voos que têm desembarque na cidade, todos os passageiros deverão passar por triagem onde vai ser aferida até a temperatura corporal. Na hipótese que autoridade sanitária identificar febre realizar-se-á encaminhamento para a triagem nas unidades de saúde do município. Quem for encaminhado deverá seguir todas as orientações da autoridade competente

Marcos Trad ainda comparou a situação atual da Capital com a cidade de Milão, na Itália, que também reabriu estabelecimentos e enfrentou um aumento súbito no número de mortes pelo novo coronavírus. “Há 30 dias Milão não tinha registrado nenhuma morte. Empresários começaram a fazer campanha de #milaonaopodeparar, foram às ruas e prefeito daquela cidade cedeu à pressão e acabou com a quarentena e todos voltaram às ruas. 15 dias depois, começaram aparecer alguns casos e hoje, 30 dias depois, 4.474 óbitos. O prefeito foi na televisão e disse o seguinte: ‘Peço desculpas ao meu povo, erramos, não havíamos entendido ainda a virulência do vírus’. Ou seja, quem vai devolver pra família a vida desses 4.474 óbitos? Quem?”, explicou.

O prefeito reforçou ainda que não tem alternativa a não ser restringir a circulação de pessoas. “Eu repito, se você souber alguma coisa, avisa para a Disneyland voltar, para a gente ter as Olimpíadas, para a Fórmula 1 voltar. Estão morrendo pessoas por falta de leitos em UTI nos Estados Unidos”, destacou.

Ao fim, ele afirmou que precisa de ajuda do governo federal e que as pessoas precisam se unir. “Todos estamos no mesmo barco, olha como a gente não vale não nada, olha como você não tem a força que imaginava,um vírus e todas as pessoas no planeta estão se fechando. Fiquem em casa, é o que eu peço para vocês”, finalizou.

 

Felpuda


Na troca de alfinetadas entre partidos que não se entenderam até agora sobre eventual aliança, uma outra peça está surgindo: trata-se do levantamento completo sobre investimentos feitos, recursos liberados, parcerias em todas as áreas, além do prazo de quando tudo isso começou. Caso os palanques venham a ficar distanciados, a divulgação será feita à exaustão durante a campanha eleitoral, para mostrar quem é quem na história. Os bombeiros continuam atuando.