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TOQUE DE RECOLHER

Prefeito diz que tolerância “chega ao limite” sobre desobediência e festas clandestinas

Campo Grande tem 434 pessoas infectadas pelo novo coronavírus
10/06/2020 10:22 - Bruna Aquino


Enquanto a saúde e a economia tenta se reerguer mesmo em meio a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, a desobediência é constante no toque de recolher, decretado pela prefeitura de Campo Grande há meses. Diariamente, muitos jovens e adolescentes que ficam na rua durante a madrugada também estão participando de festas clandestinas gerando muitas aglomerações principalmente aos fins de semana. 

“As pessoas estão desobedecendo e a partir do momento que a tolerância chega ao limite, é aquilo que você conta para os seus filhos e netos, a gota d'água uma hora derrama o copo, aí a gente vai ter que tomar medidas radicais, assim como fizemos com o terminal rodoviário”, disse o prefeito Marcos Trad (PSD) durante live, transmitida pelo Facebook ontem (9). 

Com isso, a disseminação do vírus corre e os casos em Mato Grosso do Sul não param de crescer. Dados do boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (10) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) apontam que no Estado já são 2.597 casos confirmados e 24 óbitos. Campo Grande tem 434 pessoas infectadas e é considerada a segunda cidade com maior número de casos.  

Para o prefeito que já está sem paciência de tanto pedir conscientização aos jovens, a situação de pandemia é passageira e que a diversão pode ser deixada para depois com saúde, e que a prefeitura tem feito de tudo para ajudar os cidadãos nessa situação preocupante. 

“Eu vou pedir mais uma vez, o toque de recolher teve mais de 800 pessoas, até festa rave, poxa vida, vocês pediram para nós, alternativas para não matar a empresa, o comércio e atividade remuneratória de todos vocês, agora não abusem por favor, não mintam para sua cidade, vocês estão enganando a sua saúde e só vai ter a realidade quando alguma coisa acontecer, tomara a Deus que não aconteça, mas que estamos brincando, estamos brincando”, destacou em outra live. 

De acordo com o  secretário Municipal de Segurança de Campo Grande Valério Azambuja, a Guarda já vem fazendo todo um trabalho de prevenção para coibir a circulação de pessoas no horário proibido sem justificativa, e nas últimas semanas tem encontrado festas com menores e pessoas armadas, mas que todas as providências já foram tomadas. 

“A Secretaria de Segurança solicita a população que colabore nesse exato momento em que o país está com quase 38 mil mortes a nível nacional, Campo Grande temos número de óbitos baixos, no entanto essa tendência de aglomerações, festas nesse porte, e outras ações que contribuem para a disseminação do coronavírus, fatalmente daqui a 20 dias teremos problemas sérios na capacidade dos hospitais”, explicou Azambuja. 

FESTAS CLANDESTINAS 

Há duas semanas a Guarda Municipal tem encontrado diversas festas clandestinas com muitas pessoas aglomeradas, principalmente nos fins de semana. Na madrugada desta quarta-feira (10), a festa frustrada com mais de 60 pessoas [ entre elas adolescentes] ocorreu no bairro Caiobá. 

Segundo a Guarda, os responsáveis pelo evento e os menores foram levados para o Centro Integrado de Polícia Especializada (CEPOL) e no local, foi encontrada uma arma de fogo, mas o proprietário não foi localizado. Também foram encontradas três motos em situação irregular. 

Mas não é de hoje que as festas marcadas por grupos fechados em rede social acontecem. No último sábado (6) duas festas em bairros diferentes reuniu 160 pessoas com som automotivo e fardos de bebidas alcoólicas. Os seis organizadores também foram presos e encaminhados até a delegacia de polícia.

 

Felpuda


A lista do Tribunal  de Contas de MS,  com nomes de gestores que tiveram reprovados os balanços financeiros  de quando exerceram cargos públicos,  está deixando  muitos candidatos de cabeça quente.  Conforme previsto  pelo Diálogo, adversários estão se utilizando de tais dados para cobrar, principalmente nas redes sociais, deixando alguns gestores na maior saia justa e tendo que se explicar. O eleitor, por enquanto, só observa. E dê-lhe!