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NOVO DECRETO

Prefeito volta atrás e retira obrigatoriedade do uso da máscara

Médica alerta que medidas de higiene devem ser mantidas
17/04/2020 17:45 - Natalia Yahn


 

Apenas poucas horas após publicar decreto que obrigava o uso de máscara pela população de Campo Grande a partir de segunda-feira (20), inclusive com punição para possíveis descumprimentos e também fiscalização prevista pela Guarda Civil Metropolitana (GCM), o prefeito Marcos Trad voltou atrás. Em novo decreto publicado hoje o chefe do Executivo decidiu apenas recomendar o uso da máscara como forma de preveção contra o novo coronavírus.

Com isso, novamente, usar as máscaras é opcional. E a prefeitura deixou para cada cidadão escolher se usa ou não o item que ajuda a impedir a disseminação da Covid-19, quando usado corretamente.

Reportagem publicada hoje pelo Correio do Estado mostrou que para colocar e retirar a máscara, é necessário diversos cuidados e precauções. “Antes e após colocar a máscara a pessoa deve manter os hábitos de higiene. As alças da máscara devem ser usadas, para colocar e tirar. E devem ser trocadas a cada duas horas ou quando estiverem úmidas. Devem ser colocadas em um saquinho após o uso, e lavadas se forem reutilizavéis com sabão e água e de preferência secar ao sol”, explicou a infectologista Priscila Alexandrino.

A médica alerta que apenas o uso da máscara pode dar a falsa impressão de proteção e explicou que mesmo com o item, as pessoas devem prestar atenção e manter as outras medidas, que são importantes para evitar a disseminação do novo coronavírus. “É positivo, desde que as pessoas usem adequadamente a máscara. Ela não deve ser colocada no queixo. E também deve ser mantida a higienização das mãos. As outras medidas devem ser seguidas e são até mais úteis do que somente usar a máscara”, explicou.

O novo decreto retira a ordem de fiscalização e até a punição para que estiver sem a máscara. O texto “recomenda a utilização de máscaras de barreira para os cidadãos que estiverem fora de seus domicílios durante o período de emergência da Covid-19”.