Cidades

Obras nos Terminais

Prefeitura assina termo de reforma do Terminal Guaicurus com custo de R$ 370 mil

A empresa que deve cuidar das obras é a Rafael Tognini Pereira LTDA

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A prefeita Adriane Lopes (PP), por meio da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) e da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), assinou na manhã de hoje (16) a ordem de serviço para a reforma do Terminal Guaicurus, localizado na região sul de Campo Grande. 

De acordo com o Portal da Transparência divulgado pelo Diogrande (Diário de Campo Grande) em 26 de abril, a prefeitura firmou contrato com empresas para reformar cinco terminais de ônibus. As obras podem custar R$ 3.447.052,09. 

Segundo o Diário Oficial, as obras no Terminal Guaicurus estão orçadas em R$ 443.703,94. De acordo com o documento, a empresa responsável pela reforma do Terminal Guaicurus é a Rafael Tognini Pereira LTDA, que deverá cobrar o valor de R$ 370.412,92. 

De acordo com a prefeitura, o Terminal Guaicurus recebe diariamente 33 mil passageiros e é um dos locais de grande movimento de usuários que residem nos bairros da região sul de Campo Grande.

Essa ordem de Serviço, para o início das reformas dos terminais de transbordo do General Osório e Nova Bahia, vem à tona duas semanas após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) decidir que a Prefeitura de Campo Grande deverá realizar os reajustes do transporte coletivo sempre em outubro. 

O cronograma relata que será realizada uma pintura geral e a reforma de toda a rede hidráulica e elétrica, assim como a implantação do sistema de proteção contra descargas atmosféricas.

A empresa vencedora também realizará a requalificação da cobertura (incluindo substituição de telhas e calhas), recuperação da estrutura dos banheiros e demais mobiliários vandalizados, implantação de piso tátil e acessibilidade, instalação de mapas táteis para orientar os usuários com deficiência visual, construção de bicicletário, guaritas e posto da guarda civil metropolitana, além da instalação de gradil para fechamento dos terminais e outras melhorias necessárias para a circulação dos passageiros e trabalhadores do transporte coletivo.

 

Após 'guerra' judicial, Prefeitura e Consórcio Guaicurus selam as pazes

Evento na manhã desta quarta-feira (15), no terminal de ônibus General Osório em Campo Grande, a assinatura de uma ordem de serviço de reforma com a presença da prefeita Adriane Lopes, ao lado do diretor-presidente do Consórcio Guaicurus, João Rezende, mostra que as duas partes selaram as pazes após a "guerra" que travaram judicialmente.

Essa ordem de Serviço, para o início das reformas dos terminais de transbordo do General Osório e Nova Bahia, vem à tona duas semanas após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) decidir que a Prefeitura de Campo Grande deverá realizar os reajustes do transporte coletivo sempre em outubro. 

Também, essa "paz" entre as partes acontece cerca de um mês após troca de comando da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), quando o engenheiro civil, Janine de Lima Bruno, deixou a pasta após sete anos, para entrada do ex-dono de autoescola, Paulo Silva. 

Desde essa troca de cadeiras, mudanças passaram a pipocar na relação entre as partes, como o aumento de R$ 3,3 milhões na chamada "subvenção econômica", e a suspensão do contrato com o Consórcio CAM, que há mais de seis anos comandava a prestação de "serviços técnicos de manutenção da sinalização semafórica, horizontal, vertical e dispositivos auxiliares".

"Guerra Judicial"
Em abril de 2023 houve aumento de 12 para R$ 15,6 milhões ao ano no dinheiro repassado pela Prefeitura ao Consórcio Guaicurus, pela gratuidade dos alunos da Rede Municipal de Ensino (REME), projeto do próprio Executivo aprovado pela Câmara Municipal. 

Cerca de um mês depois, os próprios parlamentares acionaram à Justiça por ação popular, com uma série de alvos que deveriam provar - por relatórios e documentos - se o contrato de concessão do transporte público coletivo estava sendo devidamente cumprido. 

Na ação, ingressada pelos vereadores Marcos Tabosa (PDT) e Professor André Luís (Rede), as demandas miraram: 

  • Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, 
  • Diretor-presidente da Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos (Agereg), Odilon de Oliveira Junior.
  • Diretor-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), à época na pessoa de Janine de Lima Bruno 
  • E o diretor-presidente do Consórcio Guaicurus, João Resende Filho,
  • O Ministério Público de Mato Grosso do Sul alegou na Justiça que a licitação que concedeu o transporte teria sido fraudada "para beneficiar quatro das cinco empresas que à época exploravam o serviço e que acabaram vencendo a disputa", como abordou o Correio do Estado na data. 

Em resposta, o juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, da 1ª Vara de Direitos Difusos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, indeferiu o pedido do MPMS, mantendo a licitação como válida e, consequentemente, o contrato derivado dela também. 

Desde que uma operação batizada como "Riquixá" apontou, em 2017 pelos Ministério Públicos de MS e do Paraná, a suposta atuação de organização criminosa que ilegalmente direcionava concorrências públicas entre empresários e prefeituras. 

A partir daí houve decisões e suspensões ligadas à data-base para o reajuste, com o Executivo Municipal sinalizando o mês de março como ideal, enquanto o consórcio apontava para outubro, conforme contratado inicialmente entre as partes. 

Os empresários solicitaram então perícia judicial, que a conclusão mostrou o contrário do que eles previam, que entre 2012 e 2019 o Consórcio acumulou lucro de 78,5% acima do previsto. 

Nesse meio tempo o Consórcio somou uma desoneração da folha de pagamentos em agosto de 2023, para cobrar logo no início de 2024 a diferença de R$ 1,20 no preço entre as tarifas técnica e pública, alegando o descumprimento do Município desde dezembro do ano passado com pedido de multa diária de R$ 100 mil 

Ao fim de 2023, esse cabo de guerra com relação à data-base se intensificou, com Odilon frisando a lei 10.192 (de 14 de fevereiro de 2001), que prevê impedimento de reajustes em prazo menor de 12 meses. 

 

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PROTESTO

Após 70 dias, prefeitura desmonta acampamento em frente ao Paço Municipal

Protesto é de guardas civis metropolitanos e enfermeiros contra o poder executivo municipal, em reivindicação ao pagamento quinquênio, classes, planos de carreira e reajuste

22/05/2024 09h45

Protesto de GCMs em julho de 2022 - Imagem de ilustração

Protesto de GCMs em julho de 2022 - Imagem de ilustração Foto: Naiara Camargo/ARQUIVO

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De acordo com o Sindicato dos Guardas Municipais de Campo Grande (SINDGM-CG), a Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) retirou, à força e sem aviso prévio, o acampamento montado – barracas, banners, faixas e cartazes –, no canteiro da avenida Afonso Pena, em frente ao Paço Municipal.

O acampamento, instalado desde 8 de março de 2024, é um protesto de guardas civis metropolitanos e enfermeiros contra o poder executivo municipal, em reivindicação ao pagamento quinquênio, classes, planos de carreira, reajuste e melhores condições de trabalho.

Segundo a categoria, dezenas de faixas e dez barracas foram removidas mediante uso da força. As entidades não foram procuradas para se retirarem espontaneamente do local. Os objetos foram danificados e levados para outro local sem o consentimento dos manifestantes. Com isso, boletim de ocorrência foi registrado.

“Entendemos como violenta a remoção. A prefeita Adriane Lopes, se pronunciou por diversas vezes sobre o acampamento, chamando-o de "protesto de barracas", sem sequer referir-se sobre a legitimidade ou não de ocuparmos o espaço público. Expressamos nosso absurdo e indignação quanto a este ato antidemocrático da prefeita que vai a avenida Paulista clamar por democracia”, informou a nota.

Ainda de acordo com o sindicato, o pleito será levado ao Poder Judiciário, reivindicando a possibilidade em continuar protestando em frente a sede da prefeitura.

O Correio do Estado entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande para que se posicione sobre o assunto, mas, até o momento, não foi respondido. O espaço segue aberto para resposta. 

OUTRO ACAMPAMENTO

Em julho de 2022, guardas civis metropolitanos (GCMs) acamparam e dormiram em frente a Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) por várias semanas consecutivas.

Eles não saíram do local enquanto a prefeita Adriane Lopes (PP) não atendesse às reivindicações da categoria. 

Eles reivindicavam por promoção de letra, quinquênio e pagamento do valor correto de plantões. A promoção de letra e pagamento do quinquênio garantem aumento de salário. 

Barracas foram montadas para abrigo temporário. Guardas de folga se revezavam no local. Esposas e filhos de GCMs também passavam a noite no acampamento.

PRIME

Irmãos traficantes queriam exportar cocaína de Motinha para a Europa

Terceiro grupo investigado em operações da Polícia Federal trabalhava em meio a núcleo familiar e queria expandir negócios

22/05/2024 09h30

Antônio Joaquim Mota, o Motinha, estava entre alvos da Operação Prime, mas segue foragido

Antônio Joaquim Mota, o Motinha, estava entre alvos da Operação Prime, mas segue foragido Foto: Arquivo Pessoal

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Os irmãos Marcel Martins Silva e Valter Ulisses Martins, segundo a Polícia Federal, seriam os comandantes da terceira quadrilha envolvida com o tráfico de cocaína e que foram alvos de operações na semana passada.

Conforme a investigação, os dois teriam como fornecedor o traficante Antônio Joaquim Mota, conhecido como “Motinha”, e tinham a pretenção de expandir os negócios, com envio da droga para a Europa.

Segundo apurado pela PF, o grupo exportava cocaína da fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai para Curitiba (PR), cidades de Santa Catarina, Rio de Janeiro (RJ) e o  municípios do Rio Grande do Sul, porém, o objetivo já era de ampliar esses mercados.

A quadrilha foi alvo da Operação Prime, que foi deflagrama em conjunto com a Sordidum, na semana passada, porque uma dependia da outra, já que havia relações entre os líderes dos grupos criminosos.

“Os principais investigados da Operação Prime são dois irmãos, um deles, o irmão mais velho, tem empresa na cidade de Dourados, e desde que ele obteve liberdade em outra operação começou a lavar o dinheiro que estava oculto em nome de outras pessoas. E o irmão mais novo dele assumiu essa função de responsável pela logística do tráfego”, contou o delegado Lucas Vilela, coordenador das operações realizadas na semana passada.

O irmão mais novo seria Valter Ulisses Martins, que segundo aponta a Polícia Federal, era quem tinha contato com fornecedores de cocaína peruanos, bolivianos e com Motinha.

“O principal investidor da Operação Prime tinha uma chácara, uma propriedade de luxo na região de Pedro Juan Caballero, e ele vendeu a chácara para esse traficante [Motinha]. E o pagamento foi num edifício situado em Jandira (SP). Então, por conta dessa negociação, eles precisaram formalizar um contrato em que havia a menção do nome das partes. Por conta desses contratos a gente acabou confirmando a identidade dos envolvidos”, explicou o delegado.

Entre os negócios que supostamente eram usados pelos irmãos para lavar o dinheiro do tráfico está  a loja Primeira Linha Acabamentos, que foi um dos locais alvos da operação na semana passada.

Conforme apuração da PF, por meio dessas empresas, o irmão mais velho fazia a junção entre o dinheiro lícito recebido pelos empreendimentos que eles tinham, com o do tráfico de drogas.

“O terceiro grupo havia essa divisão de tarefas, o irmão mais velho ocupava a função de empresário, responsável pela lavagem, e aí ele fazia uma mescla de capitais lícitos. Ele têm empresas que funcionavam de fato, e aí ele, no ato de funcionamento dessas delas, ele inseria na contabilidade esses valores de origem ilícita, e ele utilizava esse valores para aquisição de bens”, detalhou Vilela.

A PF estima que, apenas com os dados que haviam sido apurados na investigação antes da operação, o patrimônio da quadrilha seja superior a R$ 50 milhões no Brasil e no Paraguai.

Além das empresas de fachada, o grupo, assim como os outros dois, usavam doleiros paraguaios

EUROPA

Apesar de ter uma operação para grandes regiões no Brasil, a Polícia Federal identificou que um dos próximos passos do grupo seria levar a cocaína, entre elas a fornecida por Motinha, para países europeus.

“A gente encontrou conversas do irmão mais novo, do terceiro grupo, em que ele buscava expandir o negócio. Ele falava de procurar ações de importes e fazer essa distribuição para o mercado europeu, que em tese é o que realmente dá dinheiro. Mas aparentemente essas conversas estavam em uma fase embrionária ainda”, relatou o delegado.

Entre as conversas, o delegado relata que o irmão falava em encontrar “canais de escoamento” para a droga, para que ela pudesse chegar até a Europa.

OPERAÇÃO ENIGMA

Os irmãos já haviam sido investigados em outra oportunidade, mas pela Polícia Federal do Paraná. Em 2017 eles foram alvos da Operação Enigma, que mirou organização criminosa suspeita de enviar cerca de 200 quilos de crack e cocaína do Paraguai para Curitiba (PR) mensalmente. 

Por conta desta ação, Marcel chegou a ficar preso e foi condenado a 8 anos e 7 meses de reclusão por lavagem de dinheiro e 15 anos, 11 meses e 10 dias pelo crime de tráfico internacional de intorpecentes.

Ao longo das investigações que motivaram a operação de 2017, foram aprendidos cerca de 400 quilos de droga. Ao todo, 28 pessoas foram presas pela ação da PF do Paraná.

Além de Mato Grosso do Sul e cidades doe Paraná, foram cumpridos mandados em Santa Catarina e São Paulo. 

Foi após essa prisão que Marcel teria tomado a postura de empresário, e deixado a logística do tráfico de drogas para o irmão.

A operação da semana pasada, Marcel foi novamente preso, entretanto, Valter Ulisses não foi encontrado, segundo a PF ele estava em Pedro Juan Caballero e teria conseguido fugir.

MOTINHA

Em junho do ano passado, Antônio Joaquim Mota, conhecido como Motinha, foi alvo da Operação Magnus Dominus (Todo Poderoso, em latim), referência a outro apelido do líder do grupo criminoso, que se autointitula “Dom”, uma referência a Dom Corleone, do filme “O Poderoso Chefão”.

Motinha deveria ter sido preso naquela oportunidade, porém, a Polícia Federal, que realizou a ação em parceria com a polícia paraguaia, acredita que houve vazamento de informações sobre a ação e o megatraficante fugiu de helicóptero de sua fazenda no lado paraguaio.

A organização que já atuou no contrabando de cigarros, aparelhos eletrônicos e agora se especializou no tráfico internacional de drogas. A PF constatou que o grupo possui grande poder bélico, com coletes balísticos, drones, óculos de visão noturna, granadas e armamento de grosso calibre.

Na operação desta semana, Motinha estava entre os alvos, porém, o mandado não foi cumprido porque não se sabe a localização do traficante.

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