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EDITAL

Prefeitura contrata nova empresa para vistoriar transporte coletivo

Ano passado, fiscalização encontrou problemas em um a cada três ônibus
29/01/2020 10:57 - RICARDO CAMPOS JR.


 

A Agência Municipal de Regulação (Agereg) vai contratar uma nova empresa para fazer vistorias nos ônibus do transporte coletivo de Campo Grande. O anúncio do pregão eletrônico foi feito em publicação na edição desta quarta-feira (29) do Diário Oficial.

Conforme o edital, vencerá a companhia que oferecer o menor preço, desde que não ultrapasse o valor-limite de R$ 292,9 mil. Ao todo, serão fiscalizados 580 veículos.

Vinícius Leite Campos, diretor-presidente da Agereg, disse ao Correio do Estado que o procedimento é feito desde 2018, mas o contrato com a antiga prestadora de serviços venceu e não foi possível renová-lo por questões jurídicas.

A abertura do pregão eletrônico ajuda o município a ficar em dia com o Tribunal de Contas do Estado (TCE), já que a ausência das vistorias foi uma das irregularidades apontadas pelos técnicos do órgão de controle, e que levaram à liminar que suspendeu temporariamente o reajuste da tarifa no começo do ano.

FALHAS

Informações apuradas pela equipe de reportagem do Correio do Estado entre 2018 e 2019, o índice de reprovação dos ônibus nas fiscalizações era de 35%. Isso significa que um a cada três veículos apresentava algum problema entre os 12 itens analisados, dos quais a acessibilidade foi o que teve maior resultado negativo: 74 reprovações. Somente Falhas nos elevadores utilizados pelos cadeirantes apareceram em 44 veículos.

"Acho importante salientar, sobre esse índice, que nós entendemos com a detecção de 30% de problemas que poderiam ocorrer a mais nesses veículos, ou seja, pode ser que a quebra poderia ser maior se não fossem feitas essas vistorias", pontuou Campos. 

Outros acessórios básicos de segurança e que devem garantir trafegabilidade dos ônibus também foram reprovados, como limpador de para-brisas, cinto de segurança, sinalização (pisca-alerta, lanterna de freio e ré, entre outras), pneus e amortecedores. Também foram constatadas falhas em portas, bancos, assoalho, corrimãos e até na sinalização de parada.

A empresa responsável pela vistoria até o ano passado era a Otimiza. O contrato previa que os veículos reprovados fossem reavaliados 30 dias após o primeiro laudo, ou quando o Consórcio apontasse que os problemas fossem resolvidos. Até que isso acontecesse, o coletivo ficava impedido de circular pelas ruas da cidade.

O diretor-presidente da Agereg disse que todos os problemas foram resolvidos e não houve a necessidade de multar o Consórcio Guaicurus.

Defeitos nos carros do transporte coletivo frequentemente são motivo de reclamações entre os usuários. Em agosto de 2018 a reportagem do Correio do Estado flagrou um ônibus que fazia a linha 081 (Nova Bahia-Bandeirantes) parado por suspeita de pane seca (falta de combustível). O real motivo nunca chegou a ser informado.

Felpuda


Com trabalho suspenso, por causa da Covid-19, investigação parou sem ter começado e, agora, dois dos cabeças do grupo de trabalho estão “chovendo no molhado”. Assim, para continuar, digamos, em evidência, vêm divulgando sobre a “firmeza” de ambos em “dar continuidade”, tão logo acabe a pandemia que, assim como os resultados dos trabalhos, são incógnitas que só. Portanto, melhor seria aguardar o desenrolar dos acontecimentos para sair “cantando de galo”.