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APÓS CONFUSÃO

Prefeitura dá posse a conselheiros tutelares de Campo Grande

Eleição foi marcada por polêmicas e cinco eleitos tiveram candidaturas questionadas na Justiça
10/01/2020 15:59 - ADRIEL MATTOS


 

A prefeita em exercício de Campo Grande, Adriane Lopes (Patriota), deu posse nesta sexta-feira (10) aos 25 novos conselheiros tutelares. Os eleitos vão atuar nas regiões norte, sul, centro, Bandeira e Lagoa.

77 pessoas concorreram aos cargos, em outubro de 2019. A eleição foi marcada por denúncias e polêmicas. Inicialmente, foram 215 candidatos, mas o exame realizado em junho do ano passado foi invalidado. No mês seguinte, 265 candidatos participaram da avaliação.

O dia da eleição, 4 de outubro de 2019, foi marcado por filas e reclamações. Mesmo com o voto facultativo, cerca de 30 mil eleitores compareceram às urnas, segundo a Comissão Eleitoral, o dobro do esperado.

Pela manhã os primeiros problemas começaram a ser registrados. Diversas pessoas afirmam que os locais de votação previstos no edital não estavam abertos. Boca de urna e transporte irregular de eleitores foram as principais queixas.

Com isso, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS) recomendou que o pleito fosse suspenso, o que acabou ocorrendo duas semanas depois, em 16 de outubro. Nove dias depois, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) finalmente divulgou o resultado.

Dos 25 eleitos, cinco estão com a situação indefinida devido a questionamentos na Justiça. Conforme a Comissão Eleitoral, foram 20.349 votos apurados em 60 seções que estavam espalhadas pelas maiores regiões da Capital, além dos distritos de Anhanduí e Rochedinho. Os votos válidos somaram 20.166.

As ações serão julgadas ainda esse ano e que as audiências estão marcadas para 2020. Caso os cinco eleitos com pendências perderem o mandato, a prefeitura dará posse a suplentes. Em regime de dedicação exclusiva, os 25 novos conselheiros cumprem carga de 40 horas semanais, além de plantões, recebendo salário de R$ 5.186,46.

Felpuda


Entre sussurros, nos bastidores políticos mais fechados, os comentários são que história apregoada por aí teria sido construída para encobrir o que realmente foi engendrado em conversa que resultou em negociata. 

O script foi na base do “você finge que é assim, e nós fingimos que acreditamos”. 

Batido o martelo, a encenação prosseguiu e, conforme o combinado, deverão ser apresentados novos episódios.

Ah, o poder!