Cidades

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Prefeitura exige agentes "halterofilistas"

Prefeitura exige agentes "halterofilistas"

Vânya Santos

30/03/2010 - 23h17
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Os candidatos a agente comunitário de saúde, que se submeterão a teste de aptidão física a partir de segunda-feira, precisarão de condicionamento de halterofilista para vencer esta etapa do concurso. Ele terão que levantar 25 quilos, o equivalente à metade de um saco de cimento. A prova teórica do processo de seleção foi aplicada no início de março.

Conforme edital, a exigência de levantar 25 quilos vale para homens e mulheres. O candidato terá que suspender o peso até a altura do peito por cinco vezes consecutivas, e concluir a etapa em um minuto, no máximo. Neste exercício, a pessoa deverá ficar em pé, flexionar as pernas para pegar a barra acomodada no chão, em seguida levantá-la até o peito, e retornar as pernas para a posição inicial. Além do levantamento de peso, os candidatos de ambos os sexos terão que fazer teste de 150 metros com bicicleta e corrida de 2 mil metros para homem e 1,8 mil metros para mulher.

A estudante, de 34 anos, que preferiu não divulgar o nome para evitar represália, foi aprovada na prova teórica do concurso e agora será submetida à avaliação física, no entanto, apesar de treinar diariamente há quase um mês, ainda não consegue levantar a quantidade de peso cobrada na prova. “Tanto eu como outras candidatas, que estão treinando juntas, não conseguimos levantar 25 quilos, enquanto tem homem que levanta o mesmo peso em 20 segundos”, reclamou a mulher, explicando que consegue sustentar apenas 20 quilos, sendo esta a quantidade exigida no edital do último concurso para agente comunitário.

Segundo a estudante, as oito mulheres que treinam junto com ela não conseguem levantar o peso que será cobrado na prova. “É um teste pesado para mulher e temos pouco tempo para treinar. A maioria das mulheres não vive na academia levantando peso, trata-se de dona de casa e estudante”.
Ela reclamou também que mulheres que tiraram boa nota na prova teórica podem perder a vaga por ter que competir com homens, que têm mais resistência física e levarão vantagem no teste. Para a candidata, outra desigualdade está no fato de não haver limite de idade para a prova. “Todo mundo corre e levanta peso igual, independente de ter 18 ou 50 anos”.
O agente comunitário, geralmente, trabalha na região onde mora e integra o Programa de Saúde Básica da Família, que acompanha o cronograma de vacinação dos moradores, o crescimento das crianças, bem como a saúde de diabéticos e idosos.

Personal
De acordo com o personal trainer Antônio Carlos Mussi, que há sete anos atua na preparação física de candidatos a concursos, uma pessoa sedentária terá dificuldade em concluir a prova aplicada a partir da próxima semana. Ele explicou que, geralmente, o homem tem carga de exercícios mais pesada do que a mulher, mas neste concurso o teste está nivelado porque ambos farão o mesmo esforço físico na profissão. “Este exercício – levantamento de peso – é considerado de nível médio, mas o homem, sem treinar, vai conseguir. Já a mulher vai precisar treinar em torno de 30 a 50 minutos, três vezes por semana, de um a dois meses”, orientou o profissional, explicando que, neste caso, o biotipo e a massa muscular favorecem o homem.

Desnecessário
A coordenadora de dados do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Pública de Campo Grande e agente comunitária, Ironília de Oliveira, considera o levantamento de peso com 25 quilos desnecessário porque diariamente o profissional carrega peso médio de cinco quilos. Eles levam numa bolsa ficha das famílias e balança para pesar crianças de até cinco anos.

“A balança tem capacidade para 25 quilos e o agente procura sempre um suporte para suspender o equipamento, mas se não tiver, ele tem que sustentar. Eu mesma não encontro suporte para amarrar a balança em berçários, nas creches. Então, provavelmente esse teste é porque a balança tem essa capacidade, mas eu não vejo necessidade”, opinou Ironília.

IMPORTUNAÇÃO

Banco que ligava dez vezes por dia para cobrar cliente é condenado pelo TJMS

Primeira instância havia indeferido o pedido de indenização, mas no Tribunal de Justiça de MS o pedido de indenização por dano moral foi aceito

12/01/2026 11h29

Decisão da 1ª Câmara Cível em favor do cliente foi unânime e ele terá direito ao pagamento de R$ 5 mil

Decisão da 1ª Câmara Cível em favor do cliente foi unânime e ele terá direito ao pagamento de R$ 5 mil

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul reverteu uma decisão de primeira instância e condenou uma instituição bancária ao pagamento de indenização de R$ 5 mil por danos morais a um consumidor que sofreu cobranças consideradas excessivas e vexatórias. A decisão foi unânime e acompanhou o voto da relatora, juíza convocada Denize de Barros Dodero.

Conforme os autos, o autor entrou na Justiça alegando que, por estar em dívida com o banco, passou a receber ligações insistentes, inclusive em seu local trabalho, com frequência diária e em número elevado, o que teria exposto sua condição de inadimplente a colegas e causado constrangimentos. 

Em primeiro grau, os pedidos foram julgados improcedentes, sob o entendimento de que não teria ficado comprovada a ocorrência de cobrança vexatória.

Ao analisar o recurso, a relatora destacou que o conjunto probatório, especialmente a prova testemunhal, demonstrou que as ligações ultrapassaram o exercício regular do direito de cobrança. 

Conforme o depoimento colhido, o banco realizava, em média, cerca de dez ligações diárias para o local de trabalho do autor, deixando recados a terceiros e, em algumas ocasiões, mencionando possíveis consequências judiciais, o que gerava constrangimento ao cliente.

A magistrada ressaltou que o art. 42 do Código de Defesa do Consumidor veda a exposição do devedor a situações de ridículo ou constrangimento durante a cobrança de débitos. No caso concreto, entendeu-se que a conduta da instituição financeira extrapolou o mero aborrecimento cotidiano, caracterizando ato ilícito e dano moral indenizável.

Quanto ao valor da indenização, a 1ª Câmara Cível fixou o montante de R$ 5 mil, considerando os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, bem como o caráter pedagógico da condenação, sem ocasionar enriquecimento sem causa.

Os juros de mora incidem a partir da citação, por se tratar de relação contratual, e a correção monetária deve ser aplicada desde o arbitramento. O Tribunal de Justiça não divulgou a identidade do autor do pedido de indenização nem do banco condenado. 

 

CRIME

Jovem é presa com munições de fuzil e maconha em MS

A abordagem ocorreu em frente à residência da jovem

12/01/2026 11h00

No interior do veículo, os agentes localizaram munições de fuzil e outros entorpecentes

No interior do veículo, os agentes localizaram munições de fuzil e outros entorpecentes Divulgação

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Uma mulher de 25 anos foi presa em flagrante na noite de domingo (11), em Ponta Porã, após ser flagrada transportando drogas e munições de fuzil durante uma ação da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul na região da fronteira com o Paraguai.

A prisão foi realizada por equipes da Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), que desenvolviam diligências para coibir o tráfico de drogas e armas, crimes recorrentes na faixa da fronteira. Durante o trabalho investigativo, os policiais passaram a monitorar a movimentação da suspeita, que estaria utilizando um Toyota Corolla para fazer o transporte dos materiais ilícitos. 

A abordagem ocorreu na Rua Benjamin Constant, em frente à residência da jovem. No interior do veículo, os agentes localizaram cerca de dois quilos de maconha, além de 40 munições calibre 7,62, armamento de uso restrito, comumente empregado em fuzil de alto poder de fogo.

Diante do flagrante, a mulher foi encaminhada à delegacia e autuada pelos crimes de tráfico de drogas e porte ilegal de munição de uso restrito. O material foi encaminhado para perícia, e o caso segue sob investigação para apurar a possível participação de outros envolvidos no esquema.

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