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Prefeitura investe em melhoria da merenda

Prefeitura investe em melhoria da merenda

DA REDAÇÃO

22/05/2011 - 09h30
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Além de fornecer os gêneros alimentícios para atender a merenda nas escolas públicas, o bom gestor tem a responsabilidade de assegurar que os recursos empreendidos na área estejam sendo usados de maneira inteligente, a fim de atingir o objetivo de satisfazer, no mínimo, 30% do valor nutricional o qual uma criança necessita diariamente. Neste sentido, Campo Grande atende mais de 100 mil alunos que recebem, diariamente, uma alimentação de qualidade, feita por profissionais que atuam na Rede Municipal de Ensino (Reme).

A compra dos produtos utilizados no preparo da merenda fica por conta da Superintendência de Abastecimento Alimentar (Suali) da Prefeitura de Campo Grande. O superintendente de Abastecimento Alimentar, Danilo Medeiros Figliolino, explicou que o órgão realiza a compra e o fornecimento, mas o preparo fica a cargo das escolas. “A Suali encaminha também uma sugestão de cardápio e faz fiscalizações sazonais para verificar se as refeições estão balanceadas, segundo a orientação das nutricionistas”, ressaltou.

Na Capital, a alimentação escolar não é fornecida apenas nas escolas municipais, mas também em Centros de Educação Infantil, Unidades Descentralizadas de Assistência Social, Centros de Referência e Assistência Social, além de 75 entidades filantrópicas.

Para a nutricionista Márcia Arakaki, responsável pela equipe de supervisão da merenda, os gêneros fornecidos atendem de maneira eficiente às crianças, que muitas vezes, dependem quase que exclusivamente desse alimento. “É fato que alguns alunos, principalmente os que residem nas periferias, muitas vezes contam com aquela refeição, já que não têm oferta suficiente de alimentos em casa. Neste sentido, a Prefeitura cumpre rigorosamente o compromisso de fornecer refeições, de maneira adequada, combinando os alimentos, a fim de suprir parte da necessidade nutricional do aluno”.

Os recursos direcionados para a merenda são provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), com contrapartida da Prefeitura Municipal. Dos recursos federais, são dispensados cerca de R$ 0,30 por criança. A Prefeitura acrescenta cerca de R$ 0,25 a cada uma, perfazendo um total de cerca de R$ 0,55 por refeição.

Danilo Figliolino lembrou que, nas escolas de tempo integral, a prefeitura serve, diariamente, cerca de 4,1 mil refeições: desjejum no início da manhã, colação, almoço e lanche da tarde. As escolas municipais Professora Iracema Maria Vicente, no Rita Vieira, e Professora Ana Lúcia Oliveira Batista, no Paulo Coelho Machado, atendem um total de 1.040 alunos com idade entre quatro e 11 anos.

Exigência

A aquisição de parte dos alimentos oferecidos nas escolas atende aos novos padrões de qualidade nutricional determinados pelo Governo Federal. A Lei nº 11.947 de oito de junho de 2009 determina que 30% da merenda escolar seja comprada de agricultores familiares, dando preferência aos produtos de origem orgânica. Por isto, a inclusão de carne de avestruz e bovina orgânica no cardápio das escolas de Campo Grande. Entre os benefícios destes alimentos estão o alto valor nutricional, baixas taxas de gordura e produção sem aditivos químicos.

A equipe da Prefeitura formada por nutricionista e demais profissionais realiza, diariamente, supervisão nas unidades atendidas pela merenda escolar. São verificadas as condições do local, como estrutura e limpeza, armazenamento dos alimentos, data de validade dos mesmos, além da higiene e conduta das responsáveis pelo preparo do alimento. Além de uniformizadas, é exigido que estejam com as unhas aparadas e o uso da touca é obrigatório. “Existe um relatório minucioso que relata o que a equipe de supervisão da Suali encontra durante a visita. Pelo menos uma vez por mês, todas as escolas recebem a inspeção para evitar o mau uso dos alimentos”, argumentou Márcia.

Desperdício

A reposição dos gêneros alimentícios é feita mensalmente. Segundo a Suali, os produtos são repostos de maneira sistemática, sem o risco de esgotar o estoque e o aluno ficar sem a merenda. “Quando a escola recebe a nova remessa de alimentos, ela ainda tem produtos suficientes para atender pelo menos uma semana de merenda”, explicou a nutricionista da Suali.

A equipe responsável pelo controle da merenda escolar utiliza um método apelidado de PEPS – Primeiro que Entra é o Primeiro que Sai. A equipe de supervisão da Suali esclarece que as escolas classificam os alimentos por data de validade, deixando sempre à disposição nas prateleiras os alimentos que chegaram na primeira remessa. “Ou seja, quando é reposto o estoque, os alimentos novos vão para o final da fila. Assim, evitamos o desperdício dos produtos”, explicou Márcia Arakaki.

A nutricionista ressaltou, ainda, que as escolas chegam a devolver produtos. “Existe essa consciência por parte da direção da escola. Quando há sobra de qualquer produto, como óleo, açúcar e outros, eles retornam para a Suali. Tudo isso é registrado no relatório que faz o controle do que entra e sai. O objetivo é fazer um controle, a fim de que não haja desperdício”.

Ainda, segundo Márcia, a Supervisão de Alimentos tem o controle da quantidade necessária para cada unidade. “A supervisão rotineira promove essa identificação. Sabemos exatamente o que cada unidade precisa. Existem aquelas em que os alunos dispensam o alimento para comprar na cantina. Ou aquelas onde quase 100% consomem o lanche oferecido na escola. Enfim, tudo é fiscalizado e documentado por meio de relatórios, para que os recursos sejam aplicados de maneira eficiente e inteligente”.

Qualificação

Atualmente, cerca de 300 merendeiras atendem a Rede Municipal de Ensino. A Semed promove anualmente a qualificação destas profissionais, a fim de melhorar o atendimento. Além de orientação sobre direitos e deveres da classe, elas recebem cursos de preparo das refeições de acordo com os gêneros ofertados às escolas.

“Elas são orientadas sobre a melhor maneira de preparar determinados alimentos. Além disto, existe um contato direto entre a direção da escola e as merendeiras, que identificam a aceitação do cardápio pelos alunos. Quando um novo gênero é introduzido no cardápio, as merendeiras recebem cursos para aperfeiçoarem os dotes culinários e usarem a criatividade no preparo, a fim de atrair os alunos e agradar o paladar”, explicou Danilo Figliolino.

O responsável pela Suali citou, como exemplo, o Concurso de Receitas. Em 2009, foram premiadas as melhores receitas preparadas com polpa de peixe. “Quando introduzimos a polpa do peixe no cardápio da merenda escolar, tivemos a preocupação de motivar as profissionais a desenvolverem pratos saborosos para facilitar a aceitação pelos alunos. Para incentivá-las, foi realizado o concurso que premiou as três melhores receitas com fogões e microondas”, explicou. O concurso teve a participação de mais de 60 merendeiras.

Fiscalização

Para que não haja desvio de recursos ou má gestão da merenda escolar, a população de Campo Grande conta com a atuação do O Conselho Municipal da Alimentação Escolar, organismo formado por voluntários, que auxiliam a Prefeitura na fiscalização da merenda nas escolas, além de acompanhar todas as licitações para a compra dos gêneros. O CAE é responsável por avaliar a aprovar a política da merenda em Campo Grande. Para a presidente Tânia Maria Ferraciolli, o conselho serve como voz da sociedade, que é a quem representa.

PLANO-REAL

Há 30 anos FHC e Silvio Santos discutiam transição para o real com batom e faxina

O episódio foi relembrado nas redes sociais da Fundação FHC para marcar as três décadas da entrada em vigor da URV (Unidade Real de Valor)

01/03/2024 23h00

Em meio a uma ofensiva de comunicação para explicar a população o que era a URV, que serviria de transição para a implementação do real em julho daquele ano Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil)

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Há 30 anos, o então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, ia ao auditório do Programa Sílvio Santos no SBT apresentar, com exemplos corriqueiros que iam do preço de um batom ao valor da diária de uma faxineira, um ambicioso plano de estabilização econômica que acabaria com a hiperinflação no país.

O episódio foi relembrado nas redes sociais da Fundação FHC para marcar as três décadas da entrada em vigor da URV (Unidade Real de Valor), um índice de referência para o valor real de preços descontando a alta inflação do cruzeiro real, em 1º de março de 1994.

Em meio a uma ofensiva de comunicação para explicar a população o que era a URV, que serviria de transição para a implementação do real em julho daquele ano, o então ministro do governo Itamar Franco foi ao programa popular do SBT.

Logo na apresentação do ministro ao público, Silvio Santos introduz o tema pronunciando a sigla URV como uma palavra, "urvi", ao que é corrigido por FHC.

"Os meus funcionários perguntam se eles vão perder alguma coisa com a 'urvi'. O que é que o senhor acha, ministro? Eles vão perder?", questiona o apresentador.
"Olha, primeiro esse 'urvi' o nome é muito feio, né? Eu gosto de falar URV", responde o ministro, que seria eleito presidente da República no fim daquele ano.

"Hoje, como você sabe, com a inflação, a gente pensa que ganha um montão de dinheiro, mas, quando vai comprar, o montão sumiu, porque a inflação corrói o salário. É sorvete no asfalto quente, desaparece o salário. Então essa URV é uma maneira de você não perder, porque eu vou definir o salário fixo em URV", afirmou.

FHC explica, então, que o salário seria atrelado à inflação e que a população veria o preço correspondente à URV, estável em relação ao dólar, para ter uma referência do preço sem o aumento da inflação.

"Uma empregada doméstica, por exemplo, chega na minha casa, eu digo para ela: 'Olha, fulana, você vai ganhar 100 cruzeiros'. Como hoje é dia primeiro, então ela sabe que está ganhando 100. Só que, quando eu vou pagar para ela no dia 30, vou puxar uma nota de 100 e dar para ela. Acontece que aquela nota de 100, com uma inflação de 40% [ao mês] que nós estamos tendo, ela recebe os 100, mas não vale 100, vale 60. Agora, com a unidade real de valor, eu vou chegar perto da empregada e dizer: 'Olha, você vai ganhar 100 cruzeiros'. Acontece que, se a inflação for de 40%, no final do mês, ela não vai receber só os 100. Ela vai receber 140", exemplifica Silvio Santos.

Silvio usa ainda o exemplo de fabricantes de sapatos para explicar o que são oligopólios e dizer que o governo fiscalizaria aumentos abusivos de preços.


"O sapato não é oligopólio", diz FHC. "Mas vamos supor que fosse", continua, antes de dizer que fabricantes não poderiam se unir para definir em conjunto um preço acima da inflação.

Outro bem que o apresentador escolhe para exemplificar o tema é o batom, "porque a maior parte aqui do meu auditório usa batom", diz, dirigindo-se à plateia majoritariamente feminina.


"De acordo com a nossa programação, certamente, na pior das hipóteses, no segundo semestre, a inflação caiu, acaba", diz FHC, defendendo o plano. "Por que não faz já? Porque a população tem que participar, tem que entender, tem que se acostumar a calcular [os preços] de maneira fixa, estável, na URV."
Silvio encerra o programa fazendo um apelo para que a população tomasse a URV como referência para ajudar a estabilização dos preços.

"O que o ministro deseja, o que nós, brasileiros, que zelamos pela nossa pátria, desejamos, é que você nos faça um favor. Veja quanto custam as coisas, mas veja em cruzeiros e transforme imediatamente em URV. Essa é a primeira lição da cartilha. Veja quanto você está pagando por qualquer coisa, por uma gravata, por um quilo de feijão, por uma roupa, por uma saia, por um corte de cabelo. Veja quanto você está pagando em cruzeiros e transforme imediatamente em URV. Se você fizer isso, nós já passamos do primeiro para o segundo ano", conclui.

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BITCOIN

Trio furta R$ 3,6 milhões em moeda virtual de casal que mora em Campo Grande

Farsantes, dois dos três foram capturados pela polícia, eram 'amigos' das vítimas e, depois de obterem a senha, desviaram os milhões

01/03/2024 19h20

Prisões ocorreram em São Paulo e no Paraná Divulgação/Polícia Civil de MS

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Dois homens que mexem com assessoria financeira, de Campo Grande, foram presos pelo furto de R$ 3,6 milhões em criptomoedas, conhecido como Bitcoin, um tipo de moeda virtual. Vítima dos trapaceiros é um casal, também moradores da capital sul-mato-grossense, cujos nomes não foram divulgados.

A investigação foi tocada pelo Garras, braço da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, a Delegacia Especializada em Repressão a Roubas a Banco, Assaltos e Sequestros.

Denominada Verbum Clavis (palavra-chave), a operação, imposta nesta sexta-feira (1), contou com a participação do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Pelo divulgado, dois implicados no caso, Filippe Barros Sims, foi detido em Osasco, São Paulo e Jair do Lago Ferreira Júnior, capturado em Curitiba, capital paranaense.

Resta a polícia prender um terceiro envolvido, Mauro Aurélio de Sousa, que teria ido para em algum lugar da Inglaterra. O trio pode ser condenado a até oito anos de prisão.

Investigadores do caso informaram que os farsantes quebraram a relação de confiança que tinham com as vítimas. Descobriram a senha das contas e, logo tiveram o domínio acerca de dos R$ 3,6 milhões.

Na nota sobre o caso não é mencionado se o casal campo-grandense recuperou, ou não, a soma da moeda virtual.

Legislação

No Brasil, a pena para quem pratica essas condutas varia de quatro a oito anos, no caso do furto qualificado, previsto no art. 155, §4º-B, do Código Penal (CP); somado à pena de um a três anos pela associação criminosa, previsto no art. 288 também do CP. O nome da operação “Verbum Clavis” deriva da expressão em latim para “palavra-chave”

O QUE É

Criptomoeda é um sistema de pagamento digital que não depende de bancos para verificar e confirmar transações.

É um sistema ponto a ponto que permite a qualquer pessoa enviar e receber pagamentos de qualquer lugar. Em vez do dinheiro físico transportado e trocado no mundo real, os pagamentos em criptomoeda existem unicamente como valores digitais em um banco de dados online que documenta as transações específicas. Ao transferir fundos de criptomoeda, as transações são registradas em um livro contábil público. A criptomoeda é armazenada em carteiras digitais.


 

 

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