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CAMPO GRANDE

Prefeitura paga R$ 13 milhões ao mês a grupo de João Amorim

Empreiteiro é o que mais vence concorrências públicas em Mato Grosso do Sul.
04/12/2014 00:00 - DA REDAÇÃO


A prefeitura de Campo Grande desembolsa, em média, R$ 21 milhões mensais com limpeza de avenidas, tapa-buraco, roçada e revestimento primário, como cascalhamento de ruas e estradas no entorno da cidade. Deste montante, R$ 13 milhões (60,9%) vão para o grupo de João Krampe Amorim dos Santos, o empreiteiro que mais vence concorrências públicas em Mato Grosso do Sul.

Compõem o grupo de Amorim, dono da Proteco Construções, o genro Luciano Dolzan, sócio maior da LD Construções e a DMP Construções Ltda, outro parente próximo do empreiteiro.

Silêncio
A reportagem quis tratar do assunto com o secretariado do prefeito Gilmar Olarte, do PP, mas ninguém se propôs ao diálogo. Fontes ligadas às prefeitura, contudo, confirmaram o domínio do grupo de Amorim nas concorrências pelas obras bancadas pelo município.

Ao secretário Brito a pergunta seria por que a prefeitura gasta R$ 9 milhões mensais com a concessionária do lixo, contratada também para zelar pela limpeza urbana, desembolsa outros R$ 13 milhões mensais com roçada e limpeza de ruas e avenidas e quem corta a gramas dos canteiros das vias são empregados da prefeitura.

Correio do Estado tenta há pelo menos dez dias entrevistar o empreiteiro João Amorim, sem sucesso. Recados já enviados por e-mail a dois de seus advogados. Além disso, a reportagem foi até a sede da Proteco, em Campo Grande, mas lá ele não estaria. Na portaria da construtora, por meio de um dos atendentes, recado foi deixado para a secretária de Amorim, que não manifestou-se sobre a intenção da entrevista.

 

A reportagem, de Celso Bejarano, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

Felpuda


A parceria que até então era cantada em prosa e verso, com direito à divulgação de fotos em momentos de muita alegria, dá sinais de que realmente está se esgotando. O tal parceiro quase não mais aparece nos meios de divulgação, e até criticas, digamos, “meio de leve” vêm sendo feitas. Dizem que está o “maior climão”.Mas pelo sim, pelo não, resta esperar para ver onde é que essa parceria chegará. Sei não...