Cidades

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Prefeitura prepara benesse milionária a donos de ônibus

Prefeitura prepara benesse milionária a donos de ônibus

Redação

26/04/2010 - 21h53
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Flávio Paes

A Prefeitura de Campo Grande vai gastar aproximadamente R$ 10 milhões na compra de 21,8 hectares e em incentivos fiscais para consórcio de 21 empresas de ônibus do transporte intermunicipal e interestadual baratear custos, construindo em regime de condomínio suas garagens a 800 metros da nova rodoviária na saída para São Paulo, no Bairro Universitário. No último dia 5 de abril, o prefeito Nelson Trad Filho assinou o decreto declarando de utilidade pública para fins de desapropriação 21,8 hectares situados nas proximidades da Coopharádio, fundo da indústria Semalo.

O projeto da “Cidade dos Ônibus”, que deve exigir investimento de R$ 40 a R$ 50 milhões, já tem a adesão de 18 concessionárias. Em  carta-consulta que será  encaminhada ao Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico (Codecon), será solicitada isenção do IPTU por um período de até 10 anos e do ISSQN sobre a construção, além da doação da área. O Codecon  é o órgão deliberativo do Prodes, programa municipal de fomento. O vice-prefeito Edil Albuquerque, que no início de abril deixou a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, de Ciência e Tecnologia e do Agronegócio, para disputar uma vaga na Assembleia, é o idealizador e maior entusiasta da proposta junto ao prefeito Nelson Trad.

O caminho para chegar ao valor total das “bondades” que o município está disposto a oferecer leva em conta um custo médio de R$ 36,00 o metro quadrado  pago há sete meses pelo proprietário de 18 dos 21 hectares, onde o médico Mafuci Kadri pretendia construir um conjunto de 40 casas para comercializar por meio de financiamento da Caixa Econômica. Segundo ele,o negócio foi fechado por R$ 5 milhões e está pagando parcelas do financiamento. Por este patamar de preço, a indenização de todos os proprietários da área vai sair por R$ 7,8 milhões (exatos R$ 7.840.000,00). A este custo soma-se a renúncia fiscal de R$ 2 milhões (5% sobre o investimento previsto) referente a isenção do  Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN) sobre a construção e do IPTU  por 10 anos. Faltaria computar os gastos do município com abertura e pavimentação das vias de acesso ligando a “Cidade dos Ônibus” à rodoviária, e do  Governo do Estado, que se dispõe a murar a área.

O custo da desapropriação cairia para R$ 4,6 milhões, se o valor do metro quadrado de referência fosse o mesmo pago pela prefeitura de indenização pelos 10 hectares onde foi construída a rodoviária, R$ 22,00 o metro quadrado, totalizando R$ 2,2 milhões.  A despesa pode chegar a R$ 8,4 milhões, se prevalecer a projeção do dono da maior parte da área, o médico Mafuci Kadri de que, por conta do impacto da nova rodoviária sobre o preço dos imóveis no entorno desta região, hoje o preço do metro quadrado teria chegado a pelo menos R$ 40,00.

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BNDES financia R$ 1,98 bi para Bram construir 6 navios de apoio fretados pela Petrobras

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bi

21/01/2026 19h00

Sede da Petrobrás

Sede da Petrobrás Imagem: Agência Petrobras

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 1,981 bilhão para a Bram Offshore Transportes Marítimos construir seis embarcações híbridas de apoio marítimo à produção offshore de petróleo e gás, que serão afretadas pela Petrobras, informou o banco nesta quarta-feira, 21.

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bilhões.

Já as embarcações de apoio financiadas pelo BNDES decorrem de contratos da Petrobras para afretamento por 12 anos, e serão utilizadas para o transporte de suprimentos entre as plataformas de perfuração ou produção em alto mar e as bases em terra. A construção será no Estaleiro Navship, em Navegantes, Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, em Santa Catarina.

A propulsão dos navios será híbrida, do tipo diesel-elétrica, com bancos de baterias que fornecerão energia suficiente para que, sem outra fonte, sejam capazes de manter a embarcação em posição por um tempo preestabelecido. Também serão dotadas de conector elétrico capaz de receber energia diretamente do porto, quando atracadas.

"O apoio do BNDES contribui para desenvolver e capacitar com emprego de tecnologias mais avançadas o parque nacional de estaleiros, a partir da produção de embarcações com banco de baterias e motores elétricos, que reduzem as emissões de gases de efeito estufa", afirmou em nota o presidente do banco, Aloizio Mercadante.

Segundo o BNDES, os recursos virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A Bram vai adquirir, até julho de 2028, 6 embarcações da classe PSV 5000. Com o projeto, a expectativa é de criação de 620 empregos diretos no estaleiro durante a construção das embarcações e de 190 empregos diretos na Bram na fase operacional delas.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 21, no Estaleiro Navship, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em cerimônia com a presença da diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa.

"Esse tipo de investimento só acontece em um País que voltou a ter estabilidade econômica e confiança para investir. O resultado não poderia ser melhor: estaleiros cheios, mais de 50 mil empregos gerados no setor em 2025 e o fortalecimento da nossa economia", disse na ocasião o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A Bram Offshore Transportes Marítimos Ltda é uma empresa do grupo americano Edison Chouest, de capital fechado, com presença no Brasil desde 1991. Atualmente, é a maior companhia de apoio offshore do país, operando uma frota de 77 embarcações.

Ponta Porã

Fronteira: PF deflagra operação contra uso irregular de substâncias químicas

Investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque

21/01/2026 18h20

Foto: Divulgação

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A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (21), uma operação contra empresas suspeitas de utilizar estruturas de fachada para o manuseio irregular de substâncias química, ação realizada em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

A investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque, que transportavam líquido transparente identificado como NAFTA, comumente empregada na adulteração de combustíveis. 

A ação contou com o apoio de fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e cumpriu mandados de busca e apreensão e a suspensão de atividades ilegais.

Operação visa prevenir práticas ilícitas, proteger o consumidor e fortalecer a coleta de provas para o aprofundamento das investigações. As apurações seguem em andamento, sob sigilo.

A substância apreendida estava em desacordo com as notas fiscais. Há indícios de que o líquido era carregado e armazenado clandestinamente em imóveis ligados às empresas investigadas.

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