Cidades

CAMPO GRANDE

Prefeitura quer reocupar
edifícios da região central

Técnicos da Agência Municipal de Habitação vistoriaram prédios vazios e vão destiná-los a programas da instituição

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O projeto de construção de moradias populares como parte do Reviva Campo Grande pode ter novo direcionamento. A questão ainda é entrave, pois não houve empresas interessadas em participar da elaboração do anteprojeto arquitetônico, urbanístico, paisagístico para a construção de 600 unidade habitacionais incluídas no projeto. ma das possíveis alternativas para disponibilizar as moradias na área central é o uso de prédios abandonados, que possam servir para abrigar as unidades habitacionais populares. 

Estudo relativo as construções que serviriam para a finalidade é feito pela Agência Municipal de Habitação (Emha), por meio da Diretoria de Habitação e Programas Urbanos. O objetivo é apurar se tais estruturas prediais são viáveis ou não para fins de habitação de interesse social. “Por se tratar de uma análise minuciosa, não há prazo fixo estipulado para o término dessa apreciação”, afirmou a Agência em nota.

Sobre o projeto incluído no Reviva Campo Centro, que prevê a construção de unidades habitacionais em outro bairro, o Cabreúva, ainda não houve interessados na concorrência. A verba disponível é de aproximadamente R$ 60 milhões. A previsão é de que o problema tenha solução somente após a segunda quinzena de agosto, quando vence o prazo de 75 dias de prorrogação do chamamento público.

REOCUPAÇÃO 

Em meio ao impasse do Reviva Centro, a Emha já inseriu um novo projeto no Ministério do Desenvolvimento Regional que visa a desapropriação de um prédio específico da área central. “Por motivo de segurança, não informaremos a localização deste empreendimento, para dirimir qualquer risco de invasão”, disse a pasta. Já que o governo federal tende a aplicar o novo regime de locação social, conforme as novas diretrizes do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), tal empreendimento deve seguir a mesma configuração de benefício social em Campo Grande.

O prédio que deve ser usado para as moradias fica na área central, sem confirmação de ser na Rua 14 de Julho. A Emha informou que as vistorias já foram realizadas e agora a equipe responsável está compilando as informações, sem previsão de quando serão realizadas novas inspeções. A assessoria de imprensa do Reviva confirmou que existem dois projetos em aberto, o primeiro com previsão de construção atrás da obra abandonada do Belas Artes, na região do Bairro Cabreúva. Já a segunda ainda aguarda definição mais clara das diretrizes do MCMV. Já os prédios abandonados estão sob responsabilidade da Emha.

O arquiteto e ex-professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Ângelo Arruda, explicou que apenas na Rua 14 de Julho - a principal via do projeto - tem entre oito e dez prédios que poderiam servir como moradias populares. “Todos os edifícios que estão sem uso podem fazer parte. Na Rua 14 de Julho tem a Galeria São José, entre a Avenida Afonso Pena e a Rua Barão do Rio Branco. Tem outros na esquina com a Dom Aquino e da Antônio Maria Coelho, super judiado. Então existem possivelmente 200 moradias só nesses locais”.

A utilização dos prédios ao longo da via, e também na área central - entre eles inclusive poderia estar o antigo Hotel Campo Grande na Rua 13 de Maio - é chamado de retrofit. A prática é extremamente utilizada na Europa para requalificar construções antigas, adequá-las a novos usos e reintegrá-las à vida urbana. Em São Paulo, por exemplo, endereços históricos já passaram por retrofit.

Em Campo Grande, os prédios antigos e abandonados também podem servir para a requalificação. “Claro, todos. Tranquilamente pode passar por retrofit transformando em moradias. É importante fazer o levantamento desses edifícios, que precisam de nova roupagem. Agora com a revitalização é fundamental investir em residencias. O centro não pode ser só para comércio, precisa de outros usos. E as transversais também, são aproximadamente 40 quadras quem podem ter prédios potenciais para residências e novos investimentos”, afirma Arruda.

MORADIAS

O projeto de habitação já com edital aberto será executado (nos moldes do MCMV), quanto ao critério de faixas de renda total. As moradias serão divididas nas faixas de 1,5 e 2 salários mínimos. Terão prioridade famílias que moram ou trabalham na área central de Campo Grande, visto que a justificativa para construção é provocar o adensamento de moradia nas imediações do que seria o Centro de Belas Artes, próximo a Orla Ferroviária (Bairro Cabreúva).

Conforme informado pela Prefeitura, a prorrogação do chamamento público aconteceu em razão de alterações no Programa do Governo Federal, dentre elas, os critérios diferenciados nas faixas de financiamento.

Além de fazer parte do projeto piloto que trará habitação para a área central da cidade, a empresa vencedora receberá a área de construção como doação por parte da prefeitura, tendo como contrapartida o aporte de no mínimo R$ 5.100.000,00, destinados à construção de habitação de interesse social na Zona de Interesse Cultural do Centro (ZEIC).

Vencerá a seleção a empresa que apresentar o melhor projeto, baseado em critérios como: Qualidade Urbana, projeto e conforto do Projeto Habitacional de Uso Misto, Redução das Ilhas de Calor, Eficiência Energética do Empreendimento, Sistema de Drenagem Urbana e de Aproveitamento de águas pluviais, Mobilidade Urbana e Comunidade e Vizinhança.

decreto

Mesmo com decisão para recalcular IPTU, prefeitura altera apenas prazo para pagamento

Decreto publicado em edição extra do Diário Oficial dá dois dias a mais para contribuinte pagar a segunda parcela, mas mantém o prazo para pagamento à vista

10/02/2026 18h31

Decreto altera apenas data para pagamento, mantendo o valor do tributo

Decreto altera apenas data para pagamento, mantendo o valor do tributo Foto: Divulgação

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Em meio a uma batalha judicial sobre a cobrança do Importo Predial e Territorial Urbado (IPTU), a Prefeitura de Campo grande publicou decreto com a prorrogação do prazo de vencimento da segunda parcela do imposto, que terminaria nesta terça-feira (10). O Município não se manifestou, no entanto, sobre decisão que o obriga a recalcular o valor do tributo limitando o reajuste para 5,32%.

O decreto com a prorrogação do prazo de vencimento do IPTU parcelado foi publicado em edição extra do Diário Oficial do Município.

A medida altera exclusivamente a data para pagamento da segunda parcela, cujo vencimento foi prorrogado por dois dias, passando do dia 10 para 12 de fevereiro. As demais parcelas seguem com a data de vencimento inicial previstas no carnê.

A exceção é a primeira parcela, que anteriormente já havia tido o pagamento prorrogado para até o dia 10 de dezembro de 2026.

Com relação ao pagamento do tributo à vista, com desconto de 10%, em parcela única, a data foi mantida para 12 de fevereiro.

Pela manhã, após a Câmara Municipal aprovar a manutençao do veto da prefeita Adriane Lopes (PP) ao projeto que suspendia o aumento da taxa do lixo, o secretário municipal de Governo e Relações Institucionais, Ulisses Rocha, chegou a comentar que o pagamento da parcela única seria suspenso, mas o decreto mantém a data de vencimento para quinta-feira.

Veja como ficou o novo calendário divulgado pela prefeitura:

À vista

  • Em parcela única - 12 de fevereiro de 2026

Parcelado

  • 1ª parcela - 10 de dezembro de 2026
  • 2ª parcela - 12 de fevereiro de 2026
  • 3ª parcela - 10 de março de 2026
  • 4ª parcela - 10 de abril de 2026
  • 5ª parcela - 11 de maio de 2026
  • 6ª parcela - 10 de junho de 2026
  • 7ª parcela - 10 de julho de 2026
  • 8ª parcela - 10 de agosto de 2026
  • 9ª parcela - 10 de setembro de 2026
  • 10ª parcela - 13 de outubro de 2026
  • 11ª parcela - 10 de novembro de 2026
  • 12ª parcela - 10 de dezembro de 2026

Derrota na Justiça

Conforme reportagem do Correio do Estado, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Dorival Renato Pavan, negou, nesta terça-feira, pedido feito pela Prefeitura de Campo Grande em processo de suspensão de liminar (PSL), ajuizado no dia anterior.

Com a decisão, a prefeitura terá de cumprir determinação da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, que limita o reajuste do IPTU no exercício de 2026 a 5,32%, percentual que se refere à correção inflacionária, cujo índice é o IPCA-E.

A prefeitura terá 30 dias para cumprir a medida, tendo que recalcular o tributo para que o aumento limite-se ao percentual inflacionário.

A decisão que obriga o município a recalcular o valor do IPTU cobrado do cidadão tem origem em mandado de segurança ajuizado no mês passado pela Seccional de Mato Grosso do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS), assinado pelo seu presidente, Bitto Pereira, e por outros integrantes de comissões e do conselho.

Após quatro anos

Garagem vende carro de promotora, trava transferência e é condenada pela Justiça

Carro pertencia a Mariana Sleiman Gomes, promotora de Justiça de Nioaque

10/02/2026 18h15

Foto: Divulgação

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Promotora de Justiça de Nioaque, Mariana Sleiman Gomes foi obrigada junto à garagem Pizino Motors, regularizar a transferência de um Peugeot 3008 Griffe, comprado por um terceiro, que há quase quatro anos, vive impasse para ter a documentação do veículo em seu nome. A decisão é da 8ª Vara Cível de Campo Grande e foi assinada pelo juiz Mauro Nering Karloh.

Além da obrigação de transferir o veículo, Mariana Sleiman e a concessionária foram condenados a ressarcir o comprador em R$ 264,86, valor referente a multas anteriores à compra do carro, que acabaram sendo pagas por ele.

O caso começou em janeiro de 2022, quando o comprador encontrou o anúncio do veículo no site ShopCar. O carro estava exposto na garagem localizada no bairro Itanhangá Park. 

Após test drive e negociação, o valor foi fechado em R$ 180 mil. O pagamento foi feito conforme contrato, com entrada no cartão de crédito e transferências bancárias, quitando o valor total em menos de uma semana. O comprador saiu da loja com o veículo, cópia do documento digital e seguro ativo.

Impasse

O problema começou quando chegou o momento de transferir o carro, após a garagem apresentar justificativas sucessivas para não entregar a autorização de transferência.Foi então que descobriu que o veículo não estava em nome do dono da loja, mas sim de Mariana Sleiman.

Inicialmente, ela chegou a concordar com a transferência e até enviou uma imagem do documento preenchido, contudo, semanas depois, voltou atrás, alegando que não havia recebido o pagamento integral da garagem que intermediou a venda.

Segundo ela, o veículo havia sido vendido de forma parcelada ao proprietário da loja, que não cumpriu o acordo financeiro. Mesmo assim, a Justiça entendeu que o comprador final agiu de boa-fé, pagou o valor integral, adquiriu o carro em uma loja regular e não poderia ser penalizado por um "conflito comercial" entre vendedor e intermediário, neste caso a concessionária.

Na sentença, o juiz destacou que o comprador tomou todas as cautelas esperadas, comprando o veículo em uma garagem ativa, firmou contrato formal, efetuou os pagamentos corretamente e recebeu o carro por tradição, prática comum no mercado.

O magistrado também ressaltou que eventuais prejuízos da promotora, deveriam ser cobrados da empresa que não cumpriu o acordo com ela e não do comprador final. “Não é razoável transferir ao comprador de boa-fé o risco de uma negociação mal conduzida entre os vendedores”, pontuou a decisão.

Deste modo, garagem e a antiga proprietária devem entregar até o fim deste mês a autorização de transferência do veículo. A decisão cabe recurso. O espaço segue aberto. 

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