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CORUMBÁ

Prefeitura retira moradores das encostas

Prefeitura retira moradores das encostas

Sílvio Andrade, Corumbá

19/01/2011 - 00h02
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A ocupação irregular das encostas situadas em depressões do solo no centro de Corumbá e na morraria é antiga, mas a solução para retirar 509 famílias de áreas de risco somente agora está sendo tomada — e a médio prazo —, enquanto a chegada das chuvas agrava a situação e deixa a Defesa Civil em alerta. A invasão das áreas foi incentivada com a omissão da prefeitura e a instalação de redes de água, energia e telefone.

Ontem, em caráter emergencial, a prefeitura antecipou a remoção da empregada doméstica Joselina Ramona Dias da Silva, 56, para o novo conjunto habitacional Ana de Fátima Brites, no Bairro Guató, construído com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Ela morava em um casa abaixo de uma encosta e ao lado de um córrego, na Alameda Hawaí, e o risco de desabamento era iminente.

Parte da casa de Joselina há havia desmoronado, mas ela seria contemplada somente na terceira etapa do projeto habitacional do PAC, que reassentará as famílias que vivem nas encostas, prevista para o final do ano. A intensidade das chuvas, desde o dia 10, totalizando mais de 120 milímetros, no entanto, obrigou a Defesa Civil a condenar o imóvel, onde a senhora morava sozinha com seus cães e gatos.

"Quando dava uma ventania a casa tremia toda", contou Joselina, se preparando para a mudança. "O desmoronamento é inevitável, real. A casa não tem mais estrutura, há rachaduras nas paredes e o solo está afundando", avaliou o gerente da Defesa Civil, tenente Isaque Nascimento.

Deficiências

Assim como a casa de Joselina, onde ela morou por 12 anos, dezenas de outros imóveis estão em situação semelhante. O drama se espalha pelos bairros Cervejaria, Generoso, Tiradentes e Beira Rio e nos morros do Cruzeiro, Formiga e Bandeira, além das alamedas Vulcano e no Hawaí. Ainda não ocorreu uma catástrofe porque o solo da cidade é rochoso, no entanto há sinais de degradação das encostas.

Além do risco de deslocamento de pedras e deslizamento das encostas que margeiam o Rio Paraguai, ameaçando inclusive o Casario do Porto tombado pelo patrimônio histórico nacional, Corumbá conta com um precário sistema de escoamento de águas pluviais, cuja rede hoje é usada também como esgoto e deságua no rio. Em 1992, a cidade foi inundada e ficou isolada devido a um temporal, que matou dez pessoas.

Resistência

Desde 2009 a cidade recebe investimentos do PAC em obras de drenagem, esgotamento sanitário e habitação e desenvolve projeto de reurbanização da área portuária estimado em R$ 35 milhões, após a desocupação da área. A primeira medida, segundo o secretário de Infraestrutura, Ricardo Ametla, será uma obra de contenção das encostas com a construção de cortinas de concreto, ao custo de R$ 700 mil.

A maior dificuldade, contudo, é convencer os moradores a deixar o local. Técnicos da área social do PAC que mapearam a região afirmam que a maioria das famílias não quer ser transferida para a parte alta, que fica distante 4 km do centro. São pescadores e preferem continuar morando próximo ao rio. Das 335 famílias que vivem na Cervejaria, um dos pontos mais críticos, apenas 129 aderiram ao reassentamento.

PRESO EM MOSSORÓ

Jamil Name Filho será julgado por videoconferência pela morte de Playboy da Mansão

Júri está marcado para setembro e deve durar quatro dias; juiz deferiu pedido do acusado devido aos altos custos para a transferência e permanência na Capital durante o julgamento

19/06/2024 16h01

Conhecido como Playboy da Mansão, empresário foi assassinado em 2018

Conhecido como Playboy da Mansão, empresário foi assassinado em 2018 Arquivo

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O juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, deferiu pedido do réu e Jamil Name Filho será julgado por videoconferência por participação no assassinato do empresário Marcel Hernandes Colombo, 31, conhecido como Playboy da Mansão, morto em 2018 em Campo Grande.

O júri está marcado para começar no dia 16 de setembro e tem previsão para durar até quatro dias.

Inicialmente, o juiz determinou que Jamilzinho, como é conhecido, participasse presencialmente do julgamento. Para isto, seria montado um forte esquema de segurança, com escolta federal, para trazê-lo de Mossoró, onde está preso, até Campo Grande.

No entanto, o réu entrou com recurso pedindo para participar através de videoconferência. 

Na decisão, o juiz afirma que foi o próprio acusado que manifestou o interesse da participação presencial e que, depois, mudou de ideia. "Nesta vertente encaixa que, certamente, não pretende passar por maiores constrangimentos em conexões de aeroportos, algemado, etc", diz o magistrado.

Ele cita ainda o julgamento anterior, onde Jamil Name Filho foi julgado e condenado pelo homicídio do estudante de Direito Matheus Coutinho Xavier, que também durou vários dias.

"Imagina-se o quantum ficou o julgamento anterior para escoltá-lo até esta capital com despesas aéreas de três acusados, diárias de, salvo engano, uns 15 (quinze) policiais penais federais, etc, vinda e ida em cumprimento a liminar do ministro do STJ supracitado", cita.

Além disso, Aluizio Pereira dos Santos ressalta que o pedido vem de encontro as normas presídio federal, que preconiza que o deslocamento de presos para a realização de atos judiciais extramuros deve ser realizado apenas em casos extremos, quando os outros métodos de realização dos atos não puderem ser feitos dentro do sistema da penitenciária federal.

Desta forma, o juiz deferiu o pedido, mas condicionado ao acusado preencher uma declaração de próprio punho, onde concorda que, caso haja interrupções da videoconferência durante a oitiva de testemunhas e debates, a sessão poderá seguir normalmente.

A exceção é para casos de falha na conexão durante o depoimento de Jamilzinho e a leitura da sentença, casos em que serão aguardados o retorno da conexão para continuidade dos atos.

Por consequência, o ex-guarda municipal Marcelo Rios também será julgado por videoconferência porque
se encontra no mesmo presídio federal.

Além de Jamilzinho e Marcelo Rios, também são réus o policial federal aposentado Everaldo Monteiro de Assis e Rafael Antunes Vieira, que responde por porte ilegal de arma de fogo.

Jamil Name e José Moreira Freires também eram réus, mas morreram no decorrer do processo.

Jamil Name Filho e Marcelo Rios já foram condenados pelo assassinato do estudante Matheus Coutinho Xavier, no chamado júri do século, realizado durante três dias em julho do ano passado.

Playboy da Mansão

Marcel Hernandes Colombo foi assassinado em um bar situado na Avenida Fernando Correa da Costa, em 2018.

Ele e mais dois amigos estavam sentados à mesa na cachaçaria, quando por volta da 0h, um suspeito chegou ao local de moto, estacionou atrás do carro da vítima e, ainda usando capacete, se aproximou pelas costas e atirou.  

A vítima morreu no local e um jovem de 18 anos foi atingido no joelho.

A motivação do crime, conforme o processo, seria vingança por um desentendido anterior da vítima e Jamilzinho em uma boate, em Campo Grande, quando Marcel deu um soco no nariz de Jamilzinho.

José Moreira Freires, Marcelo Rios e o policial federal Everaldo Monteiro de Assis foram os intermediários, sendo encarregados de levantar informações sobre a vítima, e Juanil Miranda foi o executor.

O ex-guarda Rafael Antunes Vieira não teve participação no homicídio, mas foi o responsável por ocultar a arma usada no crime.

Falha da rede

Instabilidade na Rede afeta números de emergência 190 e 193 em Campo Grande

A Sejusp informou que houve uma falha na transmissão da empresa de telefonia responsável e que os contatos estão funcionando normalmente.

19/06/2024 15h44

As linhas de emergência 190 e 193 em Campo Grande, apresentou falhas nesta quarta-feira (19).

As linhas de emergência 190 e 193 em Campo Grande, apresentou falhas nesta quarta-feira (19). Divulgação/

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Um problema técnico na rede deixou os contatos de urgência 190, da Polícia Militar, e 193, do Corpo de Bombeiros, sem receber ligações por algumas horas desta quarta-feira (19). De acordo com a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), o problema foi resolvido na tarde de hoje, e os telefones de urgência estão funcionando normalmente. 

Em contato com a pasta, a assessoria explicou que a rede na manhã desta quarta-feira (19), passou por uma instabilidade na falha de transmissão da empresa de telefonia responsável e que os problemas foram resolvidos por volta das 15h. 

 Veja a nota abaixo: 


A concessionária de serviços de telefonia relatou que houve um problema técnico na rede, afetando comunicações telefônicas, incluindo parcialmente o serviço tridígito de emergência. A empresa já foi notificada pela SEJUSP e se comprometeu a sanar a falha o quanto antes. Neste momento, o problema técnico na rede de telefonia, que afetou parcialmente os chamados de emergência, já foi resolvido pela empresa responsável.
Os números 190 (Polícia Militar) e 193 (Corpo de Bombeiros Militar) estão funcionando normalmente.


Falha 

Conforme apurado pelo Correio do Estado, os telefones de urgência 190 e 193 começaram a ficar inoperantes por volta das 9h. A reportagem tentou contatos com os telefones e verificou que ligações não eram completadas. 

Em contato com a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), confirmou a instabilidade da rede e relatou que estavam correndo contra o tempo, para sanar os problemas.  

A concessionária de serviços de telefonia relatou que houve um problema técnico na rede, afetando comunicações telefônicas, incluindo parcialmente o serviço tridígito de emergência. A empresa já foi notificada pela SEJUSP e se comprometeu sanar a falha o quanto antes. Mesmo diante do problema técnico, o CIOPS continua recebendo acionamentos e atendendo a população, bem como monitorando a situação em busca de uma ágil e célere solução.

Para serviços de urgência e emergência, a população que não conseguir entrar em contato pelo 190 ou 193, pode  ligar para os seguintes números: 

  • 67 99273-5825 - Polícia Militar
  • 67 99199-9983 - Corpo de Bombeiros Militar

Por volta das 15h, a própria Sejusp confirmou que os problemas de instabilidade nas linhas de urgência foram resolvidos.

A SEJUSP informa que o problema técnico na rede de telefonia, que afetou parcialmente os chamados de emergência, já foi resolvido pela empresa responsável.
Os números 190 (Polícia Militar) e 193 (Corpo de Bombeiros Militar) estão funcionando normalmente.


 

 


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