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PREVENÇÃO

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Prefeitura usa drones para fiscalizar terrenos baldios contra a dengue

Ações são direcionadas para bairros com maior incidência de casos

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O combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zika e Chykungunia, é reforçado com o uso  de drones em Campo Grande.

De acordo com a prefeitura, os equipamentos são utilizados para o mapeamento e fiscalização de terrenos baldios nas regiões com maior incidência de casos confirmados dessas doenças.

Ainda segundo a administração municipal, os drones proporcionam celeridade e precisão durante as fiscalizações, isto porque é possível, em um curto espaço de tempo, mapear e identificar dezenas de terrenos baldios que possam ter criadouros do mosquitos.

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) identifica as áreas de risco e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur) direciona as ações fiscalizatórias.

As imagens obtidas são encaminhadas para análise dos auditores fiscais e a correta identificação dos terrenos baldios sem a devida manutenção.

Após a identificação do foco, são elaborados os relatórios fiscais e logo são encaminhados como notificações aos seus respectivos proprietários para a correta manutenção de seus imóveis.

Em uma das ações realizadas neste mês, no Bairro Vivendas do Parque, local com alta incidência de casos confirmados, em duas horas, drones sobrevoaram uma área de 890 mil m² (ou 89 hectares), compreendendo todo o bairro. No total, foram 55 quadras monitoradas pelos drones.

Outra ação realizada com o apoio de drones aconteceu no bairro Parati, onde o bairro todo foi fiscalizado pelos drones em cerca de 2h30.

A secretária municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana, Kátia Sarturi, ressalta que o uso de novas tecnologias desempenha um papel fundamental no combate à dengue, Zika e Chykungunia;

“Entendemos que o melhor caminho é atuar no combate às arboviroses de forma conjunta entre as Pastas Municipais, o que resulta em uma melhor efetividade das ações de prevenção. E com a utilização do drones temos a oportunidade de identificar potenciais criadouros de mosquitos em áreas que seriam de difícil acesso, ficam totalmente acessíveis para identificação”, disse.

Dengue

Enquanto boa parte do Brasil enfrenta a pior situação desde que a dengue voltou a assustar, no início dos anos 80 do século passado, em Campo Grande a situação é contrária, com o menor número de casos dos últimos anos.

Conforme reportagens do Correio do Estado, a situação pode ser explicada pela soltura dos mosquitos wolbiros, que são Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, que impede que os vírus da dengue, da zika, da chikungunya e da febre amarela se desenvolvam dentro do inseto, contribuindo para a redução dessas doenças.

Outro fato que contribui para a incidência menor de casos são as chuvas irregulares e abaixo da média, que têm ocorrido na Capital.

De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), Campo Grande teve, até o dia 17 de fevereiro, 197 casos confirmados de dengue neste ano, sem mortes, e está classificada como baixa incidência para a doença.

Em todo o Estado, são 3.207 casos notificados como suspeitos e 1.040 confirmados de dengue, além de uma morte, de uma menina de 1 ano, moradora de Maracaju.

No Brasil, até o último dia 17, havia sido registrado 653.656 casos prováveis, alta de 294% em comparação com o mesmo período do 2023, ano em que o país bateu recorde de mortes pela doença.

O atual patamar nunca foi atingido tão rapidamente, segundo dados do ministério. A pasta projeta que o país pode atingir os 4,2 milhões de casos até o fim do ano.

Assustou!

Formação de nuvem funil deixa campo-grandenses apreensivos

O fenômeno não é normal, mas acontece em formação de tempestades e caso toque no solo, pode se tornar um tornado.

12/04/2024 18h22

Reprodução/

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A formação de uma nuvem de funil no início da tarde de hoje (12), na região sul de Campo Grande, deixou os moradores apreensivos, após registrarem o momento da formação de um cone entre as nuvens

A nuvem funil é criada com a rotatividade do vento, criando nuvens em formato de funil, que se estende desde a base da nuvem, porém ela não atinge a superfície. 

Conforme informações de meteorologistas, a nuvem funil é o primeiro estágio de desenvolvimento de um tornado, e ela é associada a nuvens de tempestades. 

A formação dela ocorre quando há presença de vórtices no interior de uma nuvem. O mesociclone ou vórtice é responsável pela rotação da coluna de ar dentro da nuvem. 

Quando ocorre este movimento se origina o encontro de fortes correntes de ar em direções opostas, formando o funil. Dependendo da intensidade dos ventos, ela pode tonar no solo, o que acarreta um tornado.  


Nuvem funil assusta moradores durante formação de temporal em Sidrolândia 

No início deste ano, em Sidrolândia, a formação de uma nuvem funil, deixou trabalhadores de um frigorífico de Sidrolândia, a 71 quilômetros de Campo Grande, apreensivos. No momento da formação dessas nuvens, o tempo estava fechado com possibilidade de chuva na região.      

Segundo depoimento de trabalhadores que se depararam com a nuvem, relataram que não ventava no momento da formação desse funil. 

Buscando entender o porquê deste fenômeno em Mato Grosso do Sul, o meteorologista do Cemtec, Vinicius Sperling, disse que o funil não é algo raro, mas pode ocorrer em outras ocasiões.

“Esse funil  não é algo normal, mas também não é raro, até porque já tivemos casos parecidos no ano passado. O que ocorreu é que essa nuvem funil que geralmente é uma nuvem mais intensa foi criada por causa de um choque entre um ar mais quente com um ar mais instável e acabou criando uma vórtice da base, que sai de uma ponta da nuvem girando em direção ao solo. Resumindo, esse fenômeno é parecido com um tornado, por ocorrer mais próximo à superfície”, explicou.  

Apesar de ser um fenômeno parecido com um tornado, o meteorologista da Cemtec explica que não é preciso se apavorar, mas buscar proteção, em caso de formação de nuvens mais pesadas para chuvas.  

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Política

Lula adere a rede rival de Musk após movimento da esquerda contra X

Bluesky recebeu autoridades brasileiras nos últimos dias em protesto a Elon Musk

12/04/2024 18h00

(Imagem: AliSpective/Shutterstock)

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O presidente Lula (PT) aderiu nesta sexta-feira (12) a Bluesky ("céu azul", em inglês), rede social rival do X de Elon Musk.
A plataforma, que inicialmente proibia a entrada de chefes de Estado, anunciou a mudança de posição também nesta sexta.

Lula fez a sua primeira publicação na rede pela manhã, sobre evento em Campo Grande (MS) de habilitação de frigoríficos para exportação de carne para China. O perfil tem a mesma descrição e foto que no X.

A criação do perfil oficial do presidente ocorre após movimento de integrantes da esquerda brasileira contra o X, antigo Twitter.

O empresário embarcou na onda de bolsonaristas e trava uma disputa com o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a quem tem chamado de ditador. Moraes, por sua vez, determinou a investigação de Musk, que ameaçou liberar contas bloqueadas na Justiça por fake news.

Anunciada pela primeira vez em 2019, a Bluesky chegou no Brasil no ano passado. A rede, criada por Jack Dorsey, fundador do Twitter, surgiu como um projeto interno à plataforma de microblogs, mas ganhou vida própria quando Dorsey deixou a presidência da rede no final de 2021.

Mas foi nesta semana que a plataforma começou a receber adesão em peso de autoridades, num movimento de retaliação a Musk.

Políticos como o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, já criaram seus perfis na rede.

"Prestação de serviço não pode transformar-se em imposição de vontade. Quem opera no Brasil tem de respeitar as regras, a democracia e a Constituição. Ameaças não tiram nossa liberdade, nem podem penalizar seguidores por suas posições", disse.

Ministros da Esplanada, Jorge Messias (AGU) e Paulo Pimenta (Secom), também aderiram à Bluesky.

O chefe da Secom fez críticas a Musk, sem citá-lo nominalmente. "Não vamos permitir que ninguém, independente do dinheiro e do poder que tenha afronte nossa pátria. Não vamos transigir diante de ameaças e não vamos tolerar impunemente nenhum ato que atente contra nossa democracia", disse.

Pimenta disse ainda que o Brasil não será "tutelado" pelas plataformas de redes sociais.
Já Messias publicou uma foto da constituição e reiterou apoio ao STF e aos seus ministros. "Todos os que amam a democracia precisam se unir para defendê-la das ameaças que buscam garrotear a liberdade, nas palavras de Ulysses Guimãres", afirmou.

As atitudes de Musk de atacar Moraes e desobedecer ordens judiciais levaram autoridades a sair em defesa do ministro e do STF nos últimos dias. O magistrado, por sua vez, afirmou que "liberdade de expressão não é liberdade de agressão".

O presidente Lula já fez críticas a Elon Musk nos últimos dias, mas sem citá-lo nominalmente. Ele disse que o empresário nunca produziu "um pé de capim no Brasil" e defendeu o STF.

"Temos uma coisa muito séria nesse país e no mundo que é se a gente quer viver em um regime democrático ou não. Se a gente vai permitir que o mundo viva a xenofobia do extremismo. Que é o que está acontecendo", disse, na última quarta-feira (10).


 

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