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PROTESTO DE PASSAGEIROS

Prefeitura vai abrir procedimento administrativo contra exagero de guardas municipais

Atraso de ônibus causou indignação em usuários do transporte público
15/11/2019 16:08 - FÁBIO ORUÊ


 

Após protesto de cerca de meia hora, na manhã deste feriado de Proclamação da República (15), no Terminal Morenão, em Campo Grande, a Prefeitura vai abrir um procedimento administrativo para apurar “eventual excesso” da Guarda Civil Metropolitana, que usou de spray de pimenta no grupo de manifestantes para dispersar”.

A tensão foi causada pela espera de uma hora por um ônibus por um grupo de mulheres que seguia para o trabalho nesta sexta-feira. Nos feriados, as linhas coletivas operam com número reduzido de veículos. O resultado foi que as passageiras fecharam o terminal Morenão e não deixavam que nenhum ônibus saísse do local. 

O Prefeitura, em nota, disse que “como medida cautelar, os GCM’s lançaram no ar spray de pimenta (espargidor de pimenta). Após essa ação houve a liberação do local, garantindo o direito de ir e vir daqueles que estavam utilizando o serviço de transporte coletivo”.

Executivo Municipal também informou que “o ônibus da linha 72 sofreu uma pane durante o tráfego e parou de circular. Com isso, houve um atraso até que fosse feita a substituição do veículo (que não conseguiu chegar ao terminal no horário previsto)”.

Segundo a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), o veículo reserva que deveria substituir a linha 072 havia sido colocado como reforço para atender a linha 070, pois houve uma demanda acima do previsto naquele horário.

A nota também informa que o município irá averiguar os motivos da falha na linha 072, o que provocou todo o problema e, então, encaminhar as providências, uma vez que a manutenção, preventiva e corretiva, dos veículos em circulação são de responsabilidade do Consórcio Guaicurus.

A corregedoria da Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social (Sesdes) irá abrir procedimento administrativo para apurar eventual excesso cometido por servidor da Guarda Civil Metropolitana, durante a ação.

DEPOIMENTO

“Eu sou doméstica e meu serviço fica no Carandá Bosque. Minha única opção é a linha 072 (Nova Bahia-Morenão). Cheguei no terminal 6h40, tinha um ônibus que já estava lotado e não cabia mais ninguém, não deu para eu entrar. Fiquei esperando. Deu 7h40 e não havia chegado o outro. Foi então que nós nos revoltamos”, contou Mari Barbosa, 39 anos, ao Correio do Estado.

Segundo ela, a situação é sempre a mesma aos fins de semana e feriados. “Para começar, eu moro no Aero Rancho e a linha 076 (Aero Rancho-Morenão) sequer circula nesses dias”, reclama. O tempo foi passando, mas o ônibus não. Por ter horário a cumprir, ela se uniu às passageiras para externar a indignação.

“Hoje foi demais. Foi a gota d'água. Nós já estávamos ali há uma hora. Sem contar que quando o coletivo chegasse, ia deixar gente para trás, porque eram muitos esperando, nem todos iam conseguir embarcar. Me irritei de uma maneira, cheguei em um ponto que acabei estourando”, desabafou Mari.

 

Felpuda


Partido político está vivendo processo de autofagia cá por essas bandas. Nada de ideologia ou defesa dos interesses dos filiados. O problema, segundo os mais observadores, é que lideranças não se contentaram em ter cada uma o seu pedaço e decidiram tomar conta com exclusividade do espólio, que, aliás, é regado com cifras milionárias. A legenda deverá se transformarem uma máquina de lavar, no caso, cheia de roupas sujas. E dê-lhe!