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NOTÍCIA BOA

Prematura extrema, Ana Vitória venceu quadro gravíssimo e recebeu alta após 4 meses

Bebê nasceu com 600 gramas, teve várias complicações e saiu do hospital com festa e aplausos
05/05/2020 15:58 - Glaucea Vaccari


 

Ana Vitória tem quatro meses e já carrega no nome o desafio superado. Nascida com 27 semanas e pesando 695 gramas, considerado prematuridade extrema, a menina teve várias complicações de saúde, passou meses entre idas e vindas da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal, nesta terça-feira (5), veio a boa notícia: recuperada e com mais de dois quilos, ela recebeu alta.  

Bebê nasceu em janeiro e, devido a prematuridade extrema, desenvolveu várias doenças, entre elas a displasia pulmonar, doença metabólica óssea e diversas infecções devido ao tempo de internação e baixa imunidade, como meningite e enterocolite necrosante neonatal, que é uma inflamação grave do trato neonatal, que acomete principalmente os prematuros e tem grande taxa de mortalidade.  

Neonatologista e plantonista-chefe da UTI neonatal da Santa Casa, Franciele Escobar Gomes, que participou dos cuidados intensivos, afirmou que foram muitas complicações e o fato da bebê ter se recuperado é “uma vitória muito grande”.  

“Teve várias complicações, da prematuridade mesmo. Enfrentamos vários momentos muito difíceis durante a internação dela. O trabalho foi árduo! E, graças à toda equipe, ela saiu muito bem daqui hoje, porque esse é um trabalho de equipe. A gente está muito feliz”, disse.

Em média, prematuros ficam entre dois e três meses no hospital, mas por conta do quadro gravíssimo, Ana Vitória precisou ficar mais tempo. A mãe, Rita de Cássia, permaneceu durante os quatro meses ao lado da criança. "E, o tempo todo, ela com energia positiva, com pensamento positivo de que tudo iria dar certo no final”, complementou a médica. 

Ao receber alta hospitalar, Ana Vitória pesou 2.320 gramas, mais do que o triplo do peso ao nascer. Durante a saída, equipe médica e assistencial fez uma espécie de festa, com cartazes e balões e muitas palmas.  

“A melhor parte da nossa profissão é a alta, a tão esperada alta do paciente. E, ainda mais em uma época como essa, em meio a tantas notícias ruins pelo mundo, contrárias à nossa medicina que tanto vence, para nós é um incentivo. Um sucesso para toda a equipe”, disse a médica neonatologista Cláudia Perez.

 
 

Felpuda


É quase certo que a aposentadoria deverá ocorrer de maneira mais rápida do que se pensava em determinado órgão. O que deveria ser a tal ordem natural dos fatos acabou sendo atropelada por acontecimentos considerados danosos para a imagem da instituição. Os dias estão passando, o cerco apertando e já é praticamente unanimidade de que a cadeira terá de ter substituto. Mas, pelo que se ouve, a escolha não deverá ser com flores e bombons de grife.