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Presidente colombiano deixará Fórum de Davos por causa de mina

Presidente colombiano deixará Fórum de Davos por causa de mina

ESTADÃO

27/01/2011 - 12h59
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O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, deixará nesta sexta-feira, antes do previsto, o Fórum Econômico de Davos para retornar a seu país.

A saída antecipada é consequência da explosão de uma mina na qual morreram 20 mineiros.

"Decidi antecipar meu retorno à Colômbia. Vou terminar as reuniões que tenho aqui hoje (quinta-feira) em Davos e retorno ao país para acompanhar as famílias das vítimas", assinalou em uma curta alocução com a imprensa.

Na quarta-feira, 20 mineradores morreram e seis ficaram feridos na explosão de acúmulo de gás em uma jazida de carvão do nordeste da Colômbia.

Acidente em mina

Uma explosão em uma mina de carvão no nordeste da Colômbia matou ao menos 20 trabalhadores nesta quarta-feira e deixou outros seis feridos devido a um desmoronamento causado por um vazamento de gás, informaram autoridades.

A explosão é a última em uma série de acidentes em minas na América do Sul, incluindo o caso de repercussão internacional do Chile em agosto, que deixou 33 trabalhadores isolados em uma mina subterrânea até que fossem resgatados. Em junho, uma explosão matou cerca de 70 mineiros na Colômbia.

"Eles acabaram de me dizer que há 20 mortos e seis feridos", disse Marisa Fernández, da reguladora Ingeominas na província de Norte de Santander, onde o acidente ocorreu.

Ela disse à agência de notícias Reuters, por telefone, que a explosão, ocorrida na mina La Preciosa, deve ter sido causada por gás metano.

Em novembro, nove trabalhadores morreram em duas pequenas minas de carvão na província de Cundinamarca.

reajuste

Pedágio ficará 3,69% mais caro na BR-163 a partir desta sexta-feira

Há nove praças de pedágio na rodovia em Mato Grosso do Sul; reajuste foi autorizado pela ANTT e corresponde à variação da inflação entre abril de 2023 e abril de 2024

13/06/2024 17h30

Tarifas terão reajuste nas praças de pedágio da BR-163 em MS

Tarifas terão reajuste nas praças de pedágio da BR-163 em MS Foto: Marcelo Victor

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As tarifas nas praças de pedágio da BR-163 em Mato Grosso do Sul ficarão 3,69% mais caras a partir desta sexta-feira (14). No Estado, há nove praças de pedágio na rodovia, administrada pela concessionária CCR MSVia.

O reajuste foi autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a resolução foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (13).

Desta forma, a partir de meia-noite, as tarifas básicas para veículos de passeio passarão a variar de R$ 6,20 a R$ 9,40. Atualmente, o preço varia entre R$ 6 a R$ 9,10. Motocicletas pagam a metade.

O valor aumenta conforme o tipo de veículo, sendo o mais caro para caminhão com reboque e caminhão-trator com semirreboque, onde o preço vai de R$ 37,20 a R$ 56,40.

Segundo a resolução, o acréscimo na Tarifa Básica de Pedágio (TBP) do trecho explorado pela CCR MSVia corresponde à variação do Índice Nacional de Preços do Consumidor Amplo (IPCA) entre o período de abril de 2023 e a abril 2024.

A BR-163 cruza todo o Estado do Mato Grosso do Sul, desde a divisa com o Paraná, ao sul, na cidade Mundo Novo, até a divisa com o Mato Grosso, ao Norte, na cidade de Sonora.

Ao todo, a rodovia passa por 21 municípios, entre eles, a Capital do Estado, Campo Grande.

Ela foi privatizada em 2014, com a promessa de que seria completamente duplicada, mas a CCR MSVia duplicou somente cerca de 150 quilômetros.

As praças de pedágio estão localizadas nas seguintes cidades:

  • Campo Grande,
  • Mundo Novo,
  • Itaquiraí,
  • Caarapó,
  • Rio Brilhante,
  • Jaraguari,
  • São Gabriel do Oeste,
  • Rio Verde de Mato Grosso,
  • Pedro Gomes.
Tarifas de pedágio a partir de 14 de junhoTabela das tarifas de pedágio a partir de 14 de junho

Lei

Mulheres vítimas de violência doméstica terão preferência em cirurgia reparadora pelo SUS

Publicada ontem, a determinação é uma mudança na Lei Maria da Penha

13/06/2024 17h00

Violência doméstica

Violência doméstica Foto/Reprodução

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Foi publicada nesta quinta-feira (13), no Diário Oficial da União, a lei que dá prioridade a mulheres vítimas de violência doméstica na realização de cirurgias plásticas para reparação de lesões através do Sistema Único de Saúde (SUS). A mudança foi feita mediante uma alteração em um trecho da Lei Maria da Penha de nº 11.340.


Alteração permitirá que a mulher em situação de violência tenha preferência na realização do procedimento cirúrgico. A legislação atual já previa o direito à realização de plástica em caso de sequelas, na rede pública de saúde, contudo, elas passarão a ter atendimento prioritário.


Portanto, a lei prevê que os hospitais e os centros de saúde pública, ao receberem as vítimas de violência, deverão informá-las da possibilidade de acesso gratuito à cirurgia plástica para reparação das lesões ou sequelas.


A vítima de violência grave que tiver necessidade de plástica deverá ir até uma unidade de saúde que realize o procedimento, com o registro policial de ocorrência da agressão.


O profissional de saúde deverá indicar a necessidade da cirurgia por meio de diagnóstico formal, e em seguida encaminhar ao responsável pela unidade para sua autorização.


Em caso onde o médico se negar a informar o direito para a paciente, o mesmo poderá ser punido com multa equivalente a 10 vezes o valor do salário, perda da função e proibição de ser contratado pelo poder público e receber benefícios ou incentivos fiscais por quatro anos.

A Lei Nº 14.887, que determina essa medida, foi publicada pelo presidente da República em exercício, Geraldo Aclkmin, e dos ministros Silvio Almeida (Direitos Humanos), Simone Tebet (Planejamento) e Nísia Trindade (Saúde).

 

LEI MARIA DA PENHA

A lei Maria da Penha de número 11.340, criada em 7 de agosto de 2006, teve como motivação o caso da ativista cearense que dá nome à legislação. Maria ficou paraplégica após ser baleada nas costas pelo marido enquanto dormia. O caso aconteceu em 1983, quando ela tinha 38 anos.

Maria da Penha Maia Fernandes nasceu em 1945, na cidade de Fortaleza, no estado do Ceará, Brasil. Sua vida é marcada por uma história de superação e luta pelos direitos das mulheres vítimas de violência doméstica.

Em 1983, quando seu marido tentou assassiná-la pela primeira vez, ela foi alvejada pelas costas enquanto dormia, deixando-a paraplégica. Em seguida, ele tentou eletrocutá-la durante o banho. Apesar das evidências e do testemunho de suas filhas, o agressor não foi devidamente responsabilizado, e Maria da Penha teve que lutar por mais de duas décadas por justiça.

Sua batalha legal começou em 1984, quando denunciou seu marido à polícia. No entanto, devido à demora do sistema judicial brasileiro, foi apenas em 1991 que ele foi condenado a 15 anos de prisão. No entanto, graças a recursos legais, ele permaneceu em liberdade.

Inconformada com a impunidade do agressor, Maria da Penha buscou apoio em organizações de direitos humanos e em 1998, com o auxílio do Centro pela Justiça e pelo Direito Internacional (CEJIL) e do Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher (CLADEM), levou o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos).

A Comissão Interamericana condenou o Estado brasileiro pela negligência e omissão em relação ao caso de Maria da Penha, considerando-o como um exemplo da violência sistemática enfrentada pelas mulheres no Brasil. Como resultado dessa pressão internacional, o Brasil foi compelido a criar uma legislação mais rigorosa para combater a violência doméstica.

Em 2006, após anos de mobilização e pressão, a Lei Maria da Penha foi finalmente promulgada, tornando-se um marco na luta contra a violência doméstica no Brasil. A lei estabelece medidas de proteção às mulheres em situação de violência, prevê a criação de centros de referência e delegacias especializadas, e endurece as penas para os agressores.

Formada em Farmácia e Bioquímica, Maria, hoje aos 76 anos, continua a ser uma voz ativa na defesa dos direitos das mulheres e na luta contra a violência de gênero.

 

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