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Reestruturação

Presidente da Petrobras diz que recuperação é 'projeto de cinco anos'

Presidente da Petrobras diz que recuperação é 'projeto de cinco anos'

Folhapress

10/08/2015 - 07h00
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O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, afirmou que a recuperação da petroleira "é um projeto de cinco anos".

Em entrevista publicada neste domingo (9) pelo jornal "O Estado de S.Paulo", ele disse que a Operação Lava Jato, que investiga desvios na estatal, "consome energia" e "carrega uma carga negativa".

Segundo ele, o trabalho de reestruturação só terminará quando todos os processos da companhia forem passados a limpo.

A declaração ocorre depois de a empresa anunciar uma queda de 89% no lucro do segundo trimestre, em relação a igual período do ano passado. A Petrobras reportou, na última quinta-feira (6), um lucro líquido de R$ 531 milhões de abril a junho deste ano.

Bendine afirmou que a empresa dará prioridade à sua rentabilidade em detrimento da produção de maiores volumes de petróleo, principalmente por conta do cenário de queda no preço do barril.

Segundo o presidente da estatal, a Petrobras passou por uma excessiva terceirização de mão de obra e o momento é de mudança na estrutura organizacional. Questionado se haverá demissões, limitou-se a dizer que o inchaço da empresa estava atrelada a um "boom nas indústria por mais de uma década'.

Diante da queda do barril, disse, a empresa demorou a adotar medidas de ajuste estrutural. "As petroleiras começaram a fazer o dever de casa antes". Atualmente, afirmou, a maior preocupação da Petrobras é equacionar sua dívida. "O índice de alavancagem está muito alto em comparação com o mercado. Isso não é salutar".

Bendine voltou a negar que o pagamento de R$ 1,6 bilhão em dívidas com o Tesouro, um dos motivos para a queda no lucro do segundo trimestre, tenha ocorrido para ajudar o governo federal com o ajuste fiscal. "A geração de caixa é um problema do Tesouro, não da Petrobras", disse ao jornal.

PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS
O presidente afirmou que não bateu à porta do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para pedir autorização para reajustar o preço dos combustíveis no país. Segundo ele, a Petrobras tem um política de reajuste de preços e que ele não aceitará ingerência do Planalto nesse tema.

"Não peço aumento de preço para o governo de jeito nenhum. Política de preços é com a companhia. Não aceito esse tipo de interferência. O conselho [de Administração] é autônomo".

Ele classificou como especulação os rumores de que a empresa venderia campos no pré-sal como parte de seu programa de desinvestimento. Ele adotou estratégia de vender ativos não considerados estratégicos, como forma de fazer caixa e reduzir seu endividamento.

"Isso [a venda de blocos no pré-sal] é especulação. Esse é um belo ativo. Nossa joia da coroa se chama pré-sal. É onde vamos nos concentrar".

Cidades

BNDES financia R$ 1,98 bi para Bram construir 6 navios de apoio fretados pela Petrobras

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bi

21/01/2026 19h00

Sede da Petrobrás

Sede da Petrobrás Imagem: Agência Petrobras

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 1,981 bilhão para a Bram Offshore Transportes Marítimos construir seis embarcações híbridas de apoio marítimo à produção offshore de petróleo e gás, que serão afretadas pela Petrobras, informou o banco nesta quarta-feira, 21.

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bilhões.

Já as embarcações de apoio financiadas pelo BNDES decorrem de contratos da Petrobras para afretamento por 12 anos, e serão utilizadas para o transporte de suprimentos entre as plataformas de perfuração ou produção em alto mar e as bases em terra. A construção será no Estaleiro Navship, em Navegantes, Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, em Santa Catarina.

A propulsão dos navios será híbrida, do tipo diesel-elétrica, com bancos de baterias que fornecerão energia suficiente para que, sem outra fonte, sejam capazes de manter a embarcação em posição por um tempo preestabelecido. Também serão dotadas de conector elétrico capaz de receber energia diretamente do porto, quando atracadas.

"O apoio do BNDES contribui para desenvolver e capacitar com emprego de tecnologias mais avançadas o parque nacional de estaleiros, a partir da produção de embarcações com banco de baterias e motores elétricos, que reduzem as emissões de gases de efeito estufa", afirmou em nota o presidente do banco, Aloizio Mercadante.

Segundo o BNDES, os recursos virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A Bram vai adquirir, até julho de 2028, 6 embarcações da classe PSV 5000. Com o projeto, a expectativa é de criação de 620 empregos diretos no estaleiro durante a construção das embarcações e de 190 empregos diretos na Bram na fase operacional delas.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 21, no Estaleiro Navship, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em cerimônia com a presença da diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa.

"Esse tipo de investimento só acontece em um País que voltou a ter estabilidade econômica e confiança para investir. O resultado não poderia ser melhor: estaleiros cheios, mais de 50 mil empregos gerados no setor em 2025 e o fortalecimento da nossa economia", disse na ocasião o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A Bram Offshore Transportes Marítimos Ltda é uma empresa do grupo americano Edison Chouest, de capital fechado, com presença no Brasil desde 1991. Atualmente, é a maior companhia de apoio offshore do país, operando uma frota de 77 embarcações.

Ponta Porã

Fronteira: PF deflagra operação contra uso irregular de substâncias químicas

Investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque

21/01/2026 18h20

Foto: Divulgação

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A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (21), uma operação contra empresas suspeitas de utilizar estruturas de fachada para o manuseio irregular de substâncias química, ação realizada em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

A investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque, que transportavam líquido transparente identificado como NAFTA, comumente empregada na adulteração de combustíveis. 

A ação contou com o apoio de fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e cumpriu mandados de busca e apreensão e a suspensão de atividades ilegais.

Operação visa prevenir práticas ilícitas, proteger o consumidor e fortalecer a coleta de provas para o aprofundamento das investigações. As apurações seguem em andamento, sob sigilo.

A substância apreendida estava em desacordo com as notas fiscais. Há indícios de que o líquido era carregado e armazenado clandestinamente em imóveis ligados às empresas investigadas.

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