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SISTEMA PENITENCIÁRIO

Em parceria de empresas com a Agepen, presídio de Paranaíba tem cerca de 50% de detentos trabalhando

A inciativa proporciona vantagens tanto para o interno, quanto para empresa
04/12/2020 09:16 - Naiara Camargo


O Estabelecimento Penal de Paranaíba (EPPar), localizado no interior do estado de Mato Grosso do Sul, possui 408 presidiários. E, 198 deles, o que representa 48,5% do total, trabalham dentro da penitenciária.

A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) possui parcerias com empresas que proporcionam emprego para detentos de modo a reduzir seus custos em até 50%, além de favorecê-los com uma função.

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O objetivo é estimular a sociabilidade, reeducação, dignidade e cidadania do interno, além de afastá-lo da reincidência criminal. O preso que trabalha por três dias, tem direito à um dia a menos na pena. 

Os apenados do EPPar normalmente exercem funções como fabricação de bolas esportivas, de alimentação, de componentes eletrônicos e de prendendores de roupa. Neste presídio, há quatro oficinas de empresas instaladas.

Eles também realizam serviços de manutenção, cultivo de horta e limpeza.

Segundo dados de 2019 coletados pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Mato Grosso do Sul possui o maior índice de internos trabalhando no Brasil. A nível nacional, a média de detentos exercendo alguma função dentro do presídio é de 25%.

Já a nível estadual, cerca de 35% da população carcerária ocupa-se com funções, o que representa 6,9 mil internos.

“O trabalho contribui na construção da cidadania e de uma nova identidade à pessoa presa, possibilitando a diminuição dos índices de reincidência criminal e beneficiando a sociedade como um todo”, afirma Aud de Oliveira Chaves, diretor-presidente da Agepen.

“Por isso, adotamos políticas públicas que valorizam o trabalho prisional, a assistência educacional formal e profissionalizante”, finaliza.

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