Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

SAÚDE

Prevenção da Covid-19 reduziu incidência de outras doenças em Mato Grosso do Sul

Neste ano, foram 8 as mortes por gripe, contra 68 em 2019; meningite e sarampo também tiveram redução
12/10/2020 09:00 - Daiany Albuquerque


As medidas de prevenção para evitar a infecção pela Covid-19 ajudaram também a evitar outras doenças contagiosas em Mato Grosso do Sul. 

Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) mostram que no mesmo período do ano passado, o Estado tinha 87,6% a mais de mortes por Influenza do que este ano.

Segundo boletim epidemiológico do dia 16 de outubro de 2019, 65 pessoas haviam morrido naquele ano em função da Influenza (A e B), em 2020, porém, esse número caiu para apenas 8, dados até o dia 3 de outubro.

Para o médico infectologista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), isso se deve, em grande parte, o distanciamento social imposto pela pandemia e as medidas de prevenção, como uso de máscara e higiene das mãos.

Conforme o pesquisador, além da gripe, outras doenças contagiosas também foram evitadas por causa dessas medidas. “Em todo o Brasil reduziu [gripe], sarampo também, que transmite mais que coronavírus e com as medidas, apesar da baixa cobertura, caiu o número de casos, meningite também”.

Ainda conforme dados da SES, até outubro do ano passado foram notificados 1.553 casos de Influenza em todo o Estado, sendo que 323 foram confirmados, já em 2020 as notificações aumentaram e chegaram a 11.038, mas apenas 80 foram confirmados para a doença.

Nota-se também que, em relação ao comparativo, o porcentual de mortes em relação ao número de confirmações também houve redução. Em 2019, quando 323 pessoas se contaminaram com a Influenza, 68 morreram, ou seja, 21% desse valor. Já este ano, quando ocorreram 80 episódios, 8 pessoas morreram, representando 10%.

 
 

Das mortes registradas este ano no Estado devido a Influenza, cinco foram em Campo Grande, dois em Corumbá e um em Ponta Porã. Elas eram três por H1N1, quatro por Influenza A não subtipado e um por Influenza B. Todos os pacientes tinham alguma comorbidade.

VACINA

Outro fator que colaborou para esses dados mais positivos foi a adesão a campanha de vacinação contra a gripe, que neste ano, em Campo Grande, atingiu a meta de 90% de cobertura do público-alvo geral.

No caso de trabalhadores da saúde, idosos acima de 60 anos, pessoas com deficiência e população privada de liberdade, essa cobertura chegou a 100%, já em relação a outros grupos a vacinação foi menor – crianças de 6 meses a menores de 6 anos 58,79%; gestantes 50,01%; puérperas 57,74% e adultos entre 55 e 59 anos 45,10%.

Muito dessa “correria” que foi percebida na Capital para a vacinação de gripe, com longas filas nos postos de vacinação e o imunizante acabando em algumas horas, foi reflexo da pandemia. Já que a doença chegou no dia 14 de março ao Estado e a campanha do imunizante teve início no dia 23 do mesmo mês.

OUTRAS DOENÇAS

A meningite é uma doença inflamatória que atinge as meninges, que são membranas que envolvem a medula espinhal e o cérebro. A doença é considerada perigosa e pode ser fatal pelo fato de provocar lesões mentais, motoras e auditivas.

Existem diversos tipos da doença, mas as quatro principais são a bacteriana, a viral, a fúngica e a eosinofílica. E as duas primeiras são transmitidas de pessoa para pessoa, através da saliva.

Já sarampo é uma doença infecciosa grave, que é causada por um vírus, que pode ser fatal. Também é transmitida quando o doente tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas.  

Nos dois casos, há vacinas disponíveis, mas devido à cobertura não chegar a 100% do público-alvo podem haver surtos da doença, como o que ocorreu em 2019, em São Paulo, onde várias pessoas se infectaram com sarampo.

 

Felpuda


Como era de se esperar, as pesquisas mexeram nos ânimos de candidatos, principalmente daqueles que apareceram com índices pífios.

E assim, muitos deles certamente darão novo rumo às suas campanhas eleitorais.

A maioria, é claro, tenta mostrar otimismo, e o que mais se ouve por aí é que “agora o momento será de virada”.

Como disse atento e irônico observador: “Tem gente por aí que poderá virar, sim. Mas virar gozação!”. Ui...