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Redação

31/01/2010 - 07h32
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Há pouco mais de dois a nos, o Governo estadual, para livrar-se de despesas, repassou à Prefeitura de Campo Grande a responsabilidade pela manutenção de parques como o das Moreninhas, Aero Rancho, Nova Lima e até do Ginásio Guanandizão. Só manteve sob sua gestão o Parque das Nações Indígenas, uma área de 119 hectares localizada entre o Shopping Campo Grande e o Parque dos Poderes, uma das regiões com o metro quadrado mais caro da cidade. Independentemente de quem seja o responsável, o que se espera é que estes espaços sejam mantidos em boas condições de uso, pois administrar é muito mais do que construir novas obras. E, conforme publicação do Diário Oficial de quinta-feira, o Governo estadual está disposto a desembolsar R$ 5 milhões no Parque das Nações. Não foram liberados detalhes sobre o investimento, mas ficou claro que a pretensão é recapear os 4,1 mil metros de pistas para caminhada, melhorar a iluminação e abrir novos acessos. Nada contra investimentos na melhoria de um local que já virou símbolo e motivo de orgulho dos campo-grandenses. Muito pelo contrário, pois o parque precisa caracterizar- se cada vez mais como ponto de referência da cidade. Porém, é importante que se explique a real necessidade de recapeamento asfáltico da pista de caminhada, o que certamente demandará boa parcela dos R$ 5 milhões previstos. Como é público e notório, o asfalto das principais ruas e avenidas da cidade está literalmente detonado. O próprio prefeito Nelsinho Trad definiu o recapeamento das vias centrais como uma de suas prioridades para este ano, e para isso precisa de R$ 8 milhões, conforme afirmou em reportagem publicada no último dia de 2009 no Correio do Estado. Para que o projeto saia do papel, espera verba de Brasília. Para os contribuintes, é indiferente se o responsável pelas ruas é da prefeitura e se as pistas de caminhada competem ao Governo estadual. O que importa é que o dinheiro dos impostos seja aplicado naquilo que realmente é importante, independentemente se é estadual, municipal ou federal. E se o governador, que não para de cair nas pesquisas, inclusive na Capital, quer finalmente destinar algum recurso para a cidade, após três anos de "esquecimento", que o faça em algo que realmente está sendo aguardado pelos campo- grandenses. O pavimento da pista de caminhada do Parque das Nações Indígenas pode até estar áspero e carecendo de alguns retoques. Porém, daí a investir alguns milhões num parque e deixar que milhares de carros continuem sujeitos à trepidação costumeira existe explícita contradição e falta de bom senso. O mínimo que se espera é que governador e prefeito, aliados antigos e do mesmo partido, embora com as relações ligeiramente estremecidas, definam suas prioridades de acordo com aquilo que realmente é importante para aqueles que pagam impostos e colocaram ambos nos postos onde estão.

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Radialista Sidney Assis morre aos 57 anos

O comunicador que viralizou com um vídeo ao lado da sucuri em 2009, morreu nesta terça-feira (13), em Coxim

13/01/2026 17h24

Reprodução Redes Sociais

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O radialista e ex-vereador Sidney Assis morreu na manhã desta terça-feira (13), em Coxim, município que fica a 253 quilômetros de Campo Grande.

Os socorristas chegaram a ser acionados; no entanto, Sidney não resistiu.

Ele ficou conhecido do público em todo o Estado como repórter correspondente em Coxim no programa apresentado por Maurício Picarelli, na TV Guanandi, afiliada da Rede Bandeirantes.

Nesse período, em 2009, Sidney ganhou projeção com um vídeo feito na nascente do Rio Coxim, em São Gabriel do Oeste, no qual chega a deitar ao lado de uma sucuri que havia acabado de se alimentar.

O vídeo é reproduzido em vários locais da internet, como na página do Facebook Mídia Ninja, o que mantém viva a memória de seu trabalho e o registro da curiosidade sobre a vida selvagem em Mato Grosso do Sul.

 

 

 

O tamanho da sucuri chamou atenção também fora do país, projetando o flagrante e a forma de atuação de Sidney internacionalmente.

Natural de Três Lagoas, o repórter policial, que atualmente atuava como radialista no programa de rádio “Coxim Precisa Saber”, estava em tratamento de uma doença no fígado.

Com sua morte, Coxim parou e prestou homenagem em um grande cortejo de veículos.

“O nome que se confunde com a notícia do rádio” e a ligação estabelecida com o ouvinte, levou a prefeitura a decretar três dias de luto.

“A Prefeitura Municipal de Coxim decretou luto oficial pelo falecimento do radialista e ex-vereador Sidney Assis, ocorrido na manhã desta data. A medida é uma forma de reconhecimento à trajetória e aos serviços prestados por ele ao município.

Sidney Assis teve atuação marcante na comunicação local. Paralelamente, construiu uma trajetória política relevante, tendo exercido dois mandatos como vereador, ambos pelo PSDB, período em que participou ativamente das discussões e decisões do Legislativo Municipal.

Nas últimas eleições, Sidney Assis obteve expressiva votação, sendo o quarto mais votado, resultado que o colocou na condição de primeiro suplente, demonstrando o reconhecimento da população ao seu trabalho e à sua história pública.

A Prefeitura de Coxim manifesta solidariedade aos familiares, amigos e a todos que acompanharam sua trajetória, reafirmando respeito e reconhecimento à contribuição deixada por Sidney Assis para a comunicação e a vida pública do município.”

No município, foi o vereador mais votado em 2008 e reeleito em 2012 pelo PSDB. No pleito de 2024, voltou a disputar uma cadeira na Casa de Leis e foi o quarto mais votado.

Por meio das redes sociais, o governador Eduardo Riedel (PP) manifestou pesar pela partida do comunicador.

“Recebi com tristeza a notícia do falecimento de Sidney Assis, uma das vozes mais relevantes da comunicação de Mato Grosso do Sul, com décadas de atuação no jornalismo e na política da região norte. Deixo minha solidariedade à família, amigos e a toda a população coxinense neste momento de luto.”

A Federação de Bandas e Fanfarras do Estado de Mato Grosso do Sul também expressou pesar com o falecimento do maestro Sidney Assis.

“Sidney Assis foi um nome de grande relevância para a música instrumental de fanfarras sul-mato-grossense. Nas décadas de 1990 e 2000, desenvolveu trabalhos musicais à frente das fanfarras dos municípios de Água Clara, Rio Negro, Corguinho e Coxim, contribuindo de forma decisiva para a formação musical, disciplinar e cidadã de inúmeros jovens.

Seu talento, dedicação e compromisso com a arte elevaram o nível das fanfarras na época, fortalecendo o movimento e levando o nome dessas cidades a importantes apresentações e competições.

Além de maestro, Sidney Assis também se destacou no jornalismo, atuando como repórter policial com ética, coragem e responsabilidade, sempre a serviço da informação e da sociedade. Sua atuação firme e respeitada deixou marcas na história da comunicação regional, assim como seu trabalho incansável em prol da cultura musical.

Neste momento de dor, a Federação de Bandas e Fanfarras do Estado de Mato Grosso do Sul se solidariza com os familiares, amigos, ex-alunos, músicos e toda a comunidade de Coxim e região, rogando a Deus que conforte os corações e conceda descanso eterno a este grande maestro e servidor da cultura.

Sidney Assis deixa um legado que jamais será esquecido pela música instrumental de fanfarras, pelo jornalismo e pela história das fanfarras sul-mato-grossenses”, lamentou a entidade.
 

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POLÍCIA

PM apreende três carros que contrabandeavam mais de R$ 400 mil em mercadorias

Os veículos estavam carregados com cigarros, pneus, perfumes e aparelhos eletrônicos

13/01/2026 17h20

Os policiais localizaram os três veículos abandonados e nenhum suspeito foi preso

Os policiais localizaram os três veículos abandonados e nenhum suspeito foi preso Divulgação

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Policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreenderam, nesta segunda-feira (12), no município de Ponta Porã, três carros que contrabandeavam cigarros, pneus, perfumes e aparelhos eletrônicos.

Os militares receberam a informação de que os veículos estariam transportando ilícitos pela região do Passo Kau, em Laguna Carapã, município que fica a 280 quilômetros de distância de Campo Grande. As equipes localizaram os três veículos abandonados e nenhum suspeito foi preso.

No interior do Volkswagen Gol foram encontrados 1.250 pacotes de cigarros, mesma quantidade transportada no Fiat Siena. Já o Space Fox estava carregado com cigarros eletrônicos, perfumes e pneus. 

Os materiais apreendidos, avaliados em aproximadamente R$ 410 mil, foram encaminhados à Delegacia da Receita Federal em Ponta Porã.

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