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PF

Prisão de Puccinelli ocorre na data de abertura das conveções partidárias

Ele é pré-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul pelo MDB
20/07/2018 08:39 - RENAN NUCCI


 

O ex-governador André Puccinelli (MDB) foi preso preventivamente pela Polícia Federal nesta sexta-feira (20), coincidentemente a mesma data definida pela Justiça Eleitoral para início das convenções municipais, eventos em que os partidos definem quais serão seus candidatos e aliados nas eleições. Além dele, também foram presos o filho André Puccinelli Júnior e o advogado João Paulo Calves.

O advogado Renê Siufi questionou o interesse da prisão, uma vez que Puccinelli foi anunciado pré-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul pelo MDB. O partido, inclusive, havia agendado convenção para este sábado (21), mas optou por remarcar para o próximo dia 4 agosto, para que todas as siglas que irão compor a coligação participem juntas. "É uma prisão muito estranha", disse Siufi. Outro advogado do grupo, Ulisses Rocha, presidente municipal do MDB, acredita que a prisão tenha caráter político. "Não tenho dúvidas", disse hoje pela manhã, na Superintendência Regional da PF.

PRISÃO PASSADA

Está já é a terceira vez que o ex-governador entra na mira da PF, no âmbito da Operação Lama Asfáltica. Em 2016, foi alvo de busca e apreensão e, em novembro do ano passado, ele e o filho foram presos na Operação Papiros de Lama, desdobramento da Lama Asfáltica, que investigava organização criminosa envolvida com desvio de recursos públicos. Conforme Siufi, os mandados de agora seriam resultados de diligências feitas a partir da Papiros de Lama, embora, segundo ele, "não haja fatos novos". 

A polícia investigava nesta operação grupo que desviou recursos públicos por meio do direcionamento de licitações, superfaturamento de obras, aquisição fictícia ou ilícita de produtos, financiamento de atividades privadas sem relação com a atividade-fim de empresas estatais, concessão de créditos tributários com vistas ao recebimento de propina e corrupção de agentes públicos.

Os recursos desviados passaram por processos elaborados de ocultação da origem, resultando na configuração do delito de lavagem de dinheiro. Quando a ação foi deflagrada, foram cumpridos, dois mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária, seis de condução coercitiva e 24 mandados de busca e apreensão. Além de Campo Grande, os alvos estão localizados nas cidades de Nioaque, Aquidauana e São Paulo (SP). Os desvios chegam a R$ 235 milhões. Ainda em novembro, Puccinelli e o filho tiveram habeas corpus deferido pelo Tribunal Regional Federal (TRF-3) e passaram a responder em liberdade.

Matéria Atualizada às 09h40 para acréscimo de informações
 

Felpuda


Questão de família acabou descambando para o lado da política, e a confusão já é do conhecimento público. 

A queda de braço tem como foco a troca de apoio político que, de um, foi para outro. Sem contar as ameaças de denúncia da figura central do imbróglio. 

A continuar assim, há quem diga que nenhum dos dois candidatos a vereador envolvidos na história conseguirá ser eleito. Barraco é pouco!