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SUPOSTO CARTEL

Ladrões invadem sede do Procon e furtam pesquisa de preço dos combustíveis

Órgão de defesa do consumidor investiga formação de cartel dos donos de postos
20/02/2020 08:42 - Eduardo Miranda, Ricardo Campos Jr


 

Criminosos invadiram a sede da Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor (Procon-MS), localizada na Rua 13 de Julho, Centro de Campo Grande, na madrugada desta quinta-feira (20). Conforme os primeiros relatos, os bandidos furtaram um computador que continha os dados da pesquisa com o preço dos combustíveis realizada no Estado.  

Peritos do Institutos de Criminalística estão no local, fazendo a perícia do local supostamente invadido por ladrões. Os criminosos entraram pelo teto do cartório do órgão de defesa do consumidor.  

A pesquisa começou a ser feita na semana passada, e tinha o objetivo de identificar os postos de combustíveis que estariam cobrando preços abusivos do consumidor. Na tarde de quarta-feira (19), o superintendente do Procon, Marcelo Salomão, foi ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul para oferecer os dados da pesquisa, que indicavam a formação de um suposto cartel dos donos de postos de combustível.

Desde o dia 12 deste mês, quando houve alteração nas alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da gasolina (subiu de 25% para 30%) e do etanol (caiu de 25% para 20%), que o Procon deu início a uma blitz nos postos de combustíveis. Houve mais de 50 notificações.  

No último domingo, a Agência Nacional do Petróleo, em sua pesquisa semanal, adiantou parte do resultado da pesquisa do Procon que foi furtada: apesar da redução da alíquota do imposto sobre o etanol, o preço do combustível subiu, acompanhando o preço da gasolina. A pesquisa do Procon, porém, era mais completa, com mais informações sobre preços de custo praticados pelos donos de postos, impostos recolhidos no período e preço oferecido ao consumidor.  

O suposto cartel (combinação de preços) dos donos de postos de combustível também é investigado pela Delegacia Especializada de Proteção ao Consumidor (Decon).   

 
 

Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!