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MAIS JUSTO

Procon quer 30% de redução no valor da placa Mercosul

Estados vizinhos foram consultados para checar composição de preços em MS
06/02/2020 13:30 - RICARDO CAMPOS JR.


 

Insatisfeito com o desconto de apenas 10% no valor das placas Mercosul, o Procon vai pressionar um pouco mais as estampadoras credenciadas em Mato Grosso do Sul por acreditar que é possível baixar o serviço em até 30% em relação aos preços originais. Isso quer dizer que as identificações veiculares poderiam custar a partir de R$ 85,80 por unidade ao invés dos atuais R$ 140 - no caso mais caro.

“Ficamos felizes com o desconto que os empresários deram na terça-feira (4), mas acreditamos que eles possam baratear mais. Vamos reforçar a briga”, disse ao Correio do Estado o superintendente do órgão, Marcelo Salomão.

Técnicos do Procon enviaram ofícios pedindo as planilhas de composição dos preços a todos os estados vizinhos que já adotam o novo padrão de placas: Goiás, São Paulo e Paraná. “Vamos esperar as informações chegarem para fazermos um comparativo”, explica Salomão.

As estampadoras de Mato Grosso do Sul também foram notificadas a apresentar esses mesmos dados. Contudo, a lei exige dez dias corridos de prazo, que começaram a contar desde o dia 3 de fevereiro.

Inicialmente, o órgão de defesa do consumidor chegou a suspeitar que as empresas haviam combinado valores parecidos, já que a diferença entre um serviço e outro era de apenas 7%. Essa prática, conhecida como cartel, foi descartada depois que os empresários foram ouvidos ontem por Salomão. Agora, seguem as apurações por cobranças abusivas.

“Nós queremos um preço mais competitivo. Vamos esperar as informações deles e comparar com as dos outros estados”, disse Salomão.

Seis empresas estão cadastradas para executar o serviço em MS: Íons Placas, FS Placas (Placar), MS Placas e GR Placas, em Campo Grande; FR Placas (Placar) e GR Placas, em Dourados; e FL Placas (Placar) e GR Placas, em Três Lagoas.

INFORMAÇÕES

O Correio do Estado fez um levantamento dos valores cobrados aos consumidores nas capitais dos estados vizinhos. Em Goiânia, a equipe de reportagem encontrou a placa no padrão Mercosul por R$ 125 o par e R$ 61 para motos, que só usam uma.

No Paraná, os preços variaram entre R$ 120 e R$ 160 para carros (par) e de R$ 61 a R$ 80 para motos. Já em São Paulo é possível encontrar o par de placas por R$ 210 e a unidade por R$ 120. Todos esses valores estão bem mais baratos dos que são cobrados atualmente em Mato Grosso do Sul.

Enquanto aguardava o prazo de dez dias para receber os dossiês, na terça-feira (4), Salomão chamou os empresários para reuniões individuais, onde descontos foram acordados. Até agora, três empresas aceitaram reduzir os preços.

A Íons Placas baixou em 10% o valor cobrado, que passou a ser de R$ 134 a unidade. No caso dos automóveis, o emplacamento fica em R$ 268, já que eles precisam de duas chapas. Antes a empresa cobrava R$ 290 para carros e R$ 150 motos – que agora passou a ser R$ 140.

Já a GR Placas descontou 9,33% do preço original e passou a cobrar R$ 136 pela unidade. A empresa tinha o serviço mais caro entre as concorrentes para os veículos com mais de duas rodas, que antes chegava a R$ 300 e agora passará a ficar R$ 272.

Após as reuniões, que foram individuais, a Placar informou que também reduziria os preços. Em Campo Grande, o valor caiu de R$ 290 para R$ 272 o par para carros, o que representa uma queda de 8,27%. Nas cidades de Dourados e Três Lagoas, a redução foi de 6,89%, passando de R$ 290 para R$ 270.

O Correio do Estado entrou em contato com todas as quatro estampadoras credenciadas em Campo Grande cobrando posicionamento relativo a fiscalização do Procon, mas nenhuma retornou até o fechamento desta edição. 

Desde o dia 3 de fevereiro, os estados brasileiros são obrigados a adotar o novo padrão de identificação visual para os veículos. Alagoas, Minas Gerais, Sergipe e Tocantins pediram e ganharam mais prazo - até 17 de fevereiro - para implementar as novas placas. Já o Detran de Mato Grosso informou que inconsistências no sistema fizeram o governo local adiar em pelo menos 60 dias o início do padrão Mercosul.

Felpuda


Lideranças de alguns partidos estão fazendo esforço da-que-les para fechar chapa com o número exigido por lei de 30% do total de vagas para as mulheres. Uma dessas legendas, por exemplo, tenta mostrar a “felicidade” das suas pré-candidatas, mas teme o fracasso, tendo em vista que o “chefe maior” é aquele que já mandou mulheres calarem a boca e disse também que a importância da sua então esposa na campanha eleitoral era porque apenas “dormia com ele”. Ô louco!