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13 MIL HECTARES

Produtores rurais mantêm posse<br> de áreas em disputa com terenas

As terras judicializadas somam 27 fazendas
28/02/2018 17:53 - JONES MÁRIO


 

A primeira turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) que determinou a posse de 13 mil hectares de terras em Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti aos produtores rurais.

A área em disputa começou a ser ocupada por indígenas da etnia terena em 2003, mas o conflito ganhou maior proporção 10 anos mais tarde, quando o índio Oziel Gabriel foi morto na Fazenda Buriti.

O recurso da União pretendia ampliar a Terra Indígena Buriti de 2 mil hectates para 15 mil hectares, sob o argumento de que a área pretendida é de ocupação tradicional dos terena. A primeira turma do STJ não conheceu o agravo interno por unanimidade, acompanhando o voto da relatora, ministra Regina Helena Costa.

As terras judicializadas somam 27 fazendas e hoje estão tomadas por indígenas. Proprietário da Fazenda Buriti, de 300 hectares, Ricardo Bacha, disse acreditar que o próximo passo é o pagamento de indenização aos produtores rurais ou devolução dos lotes.

“Queremos que a União pague um valor justo, incluindo tudo o que foi destruído, ou faça a devolução das terras. Temos proprietários que perderam tudo. Plantação de tomate, laranja, gado. Botaram fogo na minha casa”, defende. Segundo ele, os fazendeiros pedem R$ 200 milhões de indenização. A União ofereceu R$ 78 milhões, há quatro anos.

 A Terra Indígena Buriti foi demarcada em 1928, pelo Serviço de Proteção ao Índio (SPI), órgão que antecedeu a Funai, e homologada em 1991, com 2 mil hectares. Em maio de 2013, o indígena terena Oziel Gabriel foi morto a tiros durante uma ação policial de reintegração de posse para remover os índios da Fazenda Buriti. O Ministério Público Federal (MPF) ainda pode recorrer da decisão.

Felpuda


Outrora bons de votos – faziam adversários temerem o confronto nas urnas –, agora, por mais que tentem, alguns políticos não conseguem, nem de longe, alcançar patamar de outros tempos e voltar ao que eram. 

O pior é que, a cada disputa, a preferência popular só vem diminuindo. Neste ano, a eleição municipal demonstrou que muitos já estão com prazo de validade vencido e rótulo gasto.

E faz tempo, hein?!