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CAMPO GRANDE

Professores de escolas cívico-militares passam por capacitação

Aulas nas unidades estaduais começam na próxima segunda-feira
29/02/2020 15:50 - Adriel Mattos


 

Terminou neste sábado (29) a formação continuada dos professores das duas escolas cívico-militares de Campo Grande. Essa capacitação faz parte dos planejamentos para início do ano letivo das unidades.

Selecionadas para o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim), do Ministério da Educação (MEC), essas unidades vão ter militares do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar (PM) para auxiliar na gestão e ensino das unidades, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SED). A Escola Estadual Marçal de Souza Tupã-Y, no Jardim Los Angeles, região sul de Campo Grande, receberá a PM. Já a Escola Estadual Alberto Elpídio Ferreira Dias, no Jardim Anache, no norte da Capital, terá apoio de bombeiros.

Para o coronel da PM Carlos Hudmax Evangelista Ortiz, que vai atuar na escola do Jardim Los Angeles, o programa já é motivo de orgulho. “Está sendo um grande desafio, MS tem pioneirismo como marca e com o programa não será diferente, estamos nos dedicando para que as escolas cívico-militares alcancem o sucesso e se transformem em modelo para outros estados”, afirmou.

O coronel reforçou que a função dos policiais será de colaboração com os educadores. “A missão é trabalhar questão educacional, comportamental, hábitos saudáveis, positivos, através de exemplos, práticas positivas, proporcionando ao estudante, com esses preceitos, dedicar-se mais aos estudos e ter oportunidade de crescimento profissional e como cidadão”, finalizou.

 
 

PECIM

Anunciado em setembro de 2019, o Pecim deve implementar mudanças em 216 colégios até 2023, começando com 54 em 2020. O modelo será levado, preferencialmente, para regiões que apresentam situações de vulnerabilidade social e baixos Índices de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

No último dia para estados e interessados se inscreverem no programa, o governo do estado anunciou a indicação das duas escolas de Campo Grande para o Pecim. A SED realizou uma consulta pública nos dois bairros, tendo 93% de aprovação no Anache e quase 80% nos Los Angeles.

Para a seleção, o MEC levou em conta critérios como a escola inscrita estar na capital do estado ou pertencer à região metropolitana, estar situada na faixa de fronteira; e a faixa populacional, considerando a realidade estadual. Logo no lançamento, o governo abriu prazo para as unidades da Federação manifestarem interesse. Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e outros 14 estados aderiram. Depois, foi a vez dos municípios, e mais de 600 cidades pediram para participar — incluindo Corumbá.

As famílias dos alunos das duas escolas cívico-militares de Campo Grande serão peça-chave no funcionamento das instituições, como noticiou o Correio do Estado no mês passado. Além de participar das reuniões, os pais ou responsáveis deverão ir a encontros da comunidade escolar.

Com a entrada dos militares nas escolas, os educadores podem focar na gestão da escola. “O que acontece hoje é que a direção e a coordenação das escolas trabalha muito em função da correção disciplinar dos estudantes e os outros serviços da escola vão ficando para trás. Com esse apoio dos oficiais do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar, nosso trabalho será mais voltado à questão administrativa e pedagógica, porque a questão disciplinar esses oficiais vão tomar conta”, afirmou na época a então diretora da escola Professor Tito, Eliana Prado Verneque Soares.

Com esse vínculo, os educadores esperam diminuir que preocupa, a evasão escolar, que é quando o aluno, por qualquer motivo, deixa de ir à escola. “O objetivo macro é o aprendizado do estudante e diminuir a evasão. Precisamos resgatar esses meninos, para que a escola seja interessante para eles”, disse.

As disciplinas do currículo comum, como Língua Portuguesa e Matemática, serão mantidas e ministradas por professores da SED. Os militares vão contribuir em outras atividades. Entre as matérias eletivas, que o estudante pode escolher seguir, está a Educação para a Cidadania.

 
 

EQUIPES

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) já nomeou os militares que atuarão nas escolas da Capital. São três policiais militares e dez bombeiros.

Da PM, foram convocados o tenente-coronel Cícero Aparecido Pereira, a subtenente Erenice da Conceição Rodrigues Mendes e a 3º sargento Valdete Domiciano Pinto. Segundo o Comando-Geral da corporação, mais dois militares da ativa comporão a equipe.

Pereira já é membro da equipe de trabalho da Secretaria de Estado de Educação (SED) que está organizando o cronograma das primeiras semanas de aula na unidade. Além dele, compõe o grupo o coronel Hudmax Evangelista Ortiz.

Do Corpo de Bombeiros, voltam à força os subtenentes Edimalso Raimundo de Lima, Luis Alberto Mota, Marcio Aparecido Ribas, Nelson Martins Amorim e Rozival de Souza; além dos 1ºs Carlos Antônio Gonçalves, Joirson Sebastião Pereira, Leivas Leite de Oliveira, Valdeci Alves Calisto, Walter José da Silva Nascimento.

 

Felpuda


Nos bastidores, há quem garanta que a única salvação, de quem está com a corda no pescoço, é ele aceitar ser candidato a vice-prefeito em chapa de novato no partido. Vale dizer que isso nunca teria passado por sua cabeça, uma vez que foi eleito com, digamos, “caminhão de votos”. Se aceitar a imposição, pisaria na tábua de salvação; se recusar, poderá perder o mandato. Ah, o poder!