Cidades

DIA DO FOTÓGRAFO

Profissionais relembram momentos que, com apenas um clique, viraram histórias

Profissionais relembram momentos que, com apenas um clique, viraram histórias

TARYNE ZOTTINO

08/01/2013 - 19h00
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Máquinas pesadas que se transformam em olhos humanos na captura da imagem perfeita. Momentos registrados para sempre com apenas um clique. Esta é a magia celebrada nesta terça-feira (8), dia Nacional da Fotografia e do Fotógrafo. Acostumados a lidar com com a arte, profissionais do jornal Correio do Estado comemoram a data com elogios ao ofício que escolheram. Há aproximadamente 36 anos fotografando por profissão, o fotojornalista Paulo Ribas se considera um apaixonado pelo dia a dia da carreira que segue desde 1977. Hoje, aos 51 anos, ele se mostra satisfeito: “o fotojornalismo me deixa feliz”. Entretanto, nem sempre as coisas saem conforme o planejado.

Na época da ditadura, Ribas chegou a ser preso em Campo Grande depois de entrar no prédio do então INPS (Instituto Nacional de Previdência Social) – hoje sede do Centro de Especialidades Médicas (CEM), na Rua 14 de Julho - para fotografar. “Em 1985 estava tendo um piquete lá e os policiais afastavam os grevistas com metralhadoras. Consegui entrar e fiz as fotos. Na hora de ir embora, andei uns dez metros e a Polícia Federal saiu atrás de mim. Eles tomaram minha máquina, puxaram o filme e me prenderam. Acharam que eu era espião”. Paulo foi encaminhado para a sede da PF, onde os agentes ligaram para o jornal onde trabalhava, esclareceram tudo e o liberaram. “Naquele tempo o Exército não gostava dos fotojornalistas”, explica.

Gerson Walber, de 35 anos, começou fotografando eventos aos 18, partiu para o fotojornalismo e nunca pensou em parar. “Foi amor à primeira vista. Eu gosto porque não tem rotina, não fico sentado atrás de uma mesa. Todo dia nós vamos atrás de uma história nova”. Sobre as aventuras vividas, ele revela o medo que sentiu ao fotografar um incêndio numa plantação de eucaliptos na saída para Sidrolândia no dia 12 de setembro de 2010. “Estava fotografando quando, de repente, o vento mudou de lado e o calor veio todo para cima de mim. Me protegi com o braço e com o colete e saí correndo”. Em outra ocasião, Walber salvou um motociclista que estava sendo levado pela enxurrada. “Ele gritou por socorro e eu tirei ele da água. Isso foi em 2008, 2009, por aí”, recorda.

Foto tirada por Gerson Walber no dia do incêndio na plantação de eucaliptos

Com suas inseparáveis câmeras fotográficas e a experiência acumulada durante os anos de profissão, os fotógrafos seguem eternizando momentos. Além de Paulo Ribas e Gerson Walber, a equipe de fotojornalistas do Correio do Estado é integrada por Valdenir Rezende, Alvaro Rezende, Bruno Henrique e Gerson Oliveira. 

  

Fotos - Arquivo/Correio do Estado

 Paulo Ribas, Alvaro Rezende, Valdenir Rezende, Bruno Henrique, Gerson Oliveira e Gerson Walber

APREENSÃO

Operação em Campo Grande apreende mais de 4,3 mil tênis falsificados

No centro da Capital, um estabelecimento, que já foi alvo de outras batidas, teve 2.648 pares de calçados apreendidos

09/06/2026 07h45

Ação foi realizada pelo Procon de Mato Grosso do Sul e pela Decon

Ação foi realizada pelo Procon de Mato Grosso do Sul e pela Decon Divulgação

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Equipes do Procon Mato Grosso do Sul e da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon) apreenderam, na tarde desta segunda-feira (8), mais de 4,3 mil pares de tênis com indícios de falsificação em duas lojas de Campo Grande.

No centro da Capital, um estabelecimento teve 2.648 pares de tênis apreendidos. De acordo com o Procon, os produtos imitavam características de marcas consolidadas no mercado e não apresentavam dados obrigatórios, como numeração e identificação do fabricante. O local foi alvo de outras operações.

Já no Jardim Bálsamo, uma loja teve 1.678 pares de calçados recolhidos, além de 347 peças de vestuário, incluindo camisas de times, bermudas, camisetas e roupas íntimas, 39 copos e canecas térmicas, além de perfumes nacionais e importados que não possuíam as caixas originais ou informações em português sobre a composição.

Todos os itens foram apreendidos após representação das marcas e encaminhados à Receita Federal. A ação também contou com a participação de agentes da Polícia Científica.

Última batida

Em abril, uma loja de tênis no centro de Campo Grande teve que fechar após fiscalização do Procon. Denúncias levaram à apreensão de mais de mil pares de tênis com indícios de falsificação.

Além da falsificação dos produtos, o Procon verificou que o estabelecimento estava com o alvará de localização e funcionamento vencido. Além disso, realizava a venda dos tênis sem nota fiscal de origem, com ausência de informações obrigatórias, como numeração e identificação do fabricante.

Ação foi realizada pelo Procon de Mato Grosso do Sul e pela Decon

Ao todo foram apreendidos 1.232 pares de tênis, entre adultos e infantis. Todos os itens apreendidos foram encaminhados à Receita Federal.

Paralisação

Suspensão da vacina da dengue do Butantan: o que fazer se você tomou o imunizante

Decisão é preventiva até que investigações mais aprofundadas

08/06/2026 23h00

Reprodução/Ministério da Saúde/Phillipe Guimarães

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O Ministério da Saúde suspendeu temporariamente nesta segunda-feira, 8, o uso da vacina do Butantan contra a dengue após o registro de reações adversas graves que podem estar associadas ao imunizante. A decisão é preventiva até que investigações mais aprofundadas entendam se os efeitos foram ou não causados pelo produto.

Desde janeiro, quando a vacina começou a ser usada no SUS, cerca de 501 mil pessoas foram vacinadas, a grande maioria profissionais de saúde da atenção básica.

Aos que receberam a aplicação, o Ministério da Saúde e especialistas esclarecem que não há razão para pânico. Os eventos adversos suspeitos são extremamente raros - foram 42 casos de reações severas, com duas mortes.

Nos dois óbitos, as vítimas tiveram sintomas compatíveis com um quadro de dengue grave. Por isso, o único alerta dado pelo ministério aos que tomaram a dose é ficar atento a sintomas incomuns nos 21 dias seguintes à aplicação.

"Em caso de sintomas como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, sonolência excessiva, sinais de desidratação ou piora do estado geral, deve-se procurar atendimento médico imediatamente", recomendou o ministério, em nota.

A pasta disse ainda que as equipes de saúde "irão reforçar a vigilância de pacientes vacinados que apresentem sintomas de dengue, com atenção especial para o reconhecimento de sinais de alarme e de gravidade."

Para a médica Isabella Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), pessoas vacinadas que apresentarem sintomas de dengue, mesmo sem gravidade, devem passar por avaliação médica. "Não é para correr para o posto só por ter sido vacinado, mas se você apresentar um quadro semelhante à dengue, mesmo sem gravidade, procure a emergência ou seu médico", orienta ela.

O ministério destacou ainda que a suspensão preventiva "não invalida a eficácia da vacina nem altera as evidências de proteção observadas até o momento. Quem já foi imunizado permanece protegido e a vigilância epidemiológica continua a acompanhar a população vacinada."

De acordo com a pasta, a vacina foi aplicada em 417,4 mil profissionais de saúde, além de 83,6 mil pessoas de 15 a 49 anos das cidades de Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Também foram vacinados moradores da região de Araguaína, no Tocantins, que registrava alta de casos da doença.

"É uma situação preocupante porque tivemos eventos adversos graves, apesar de raros, mas parabenizo o ministério pela decisão porque mostra que ninguém está brincando, ninguém coloca os outros em risco. Será investigado", diz Isabella.

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