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Programa para promover literatura brasileira será lançado na Flip

Programa para promover literatura brasileira será lançado na Flip

agência brasil

06/07/2011 - 16h14
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A Fundação Biblioteca Nacional (FBN) lança hoje (6), em Paraty, um programa para promover a internacionalização da literatura brasileira. O Programa de Bolsas de Tradução e Publicação de Reedições vai cobrir o período de 2011 a 2020. O evento faz parte da 9ª Feira Literária Internacional de Paraty (Flip), que começa hoje (6) e vai até o dia 10.

“O Brasil vive um momento muito especial, com a presença e a imagem altamente positivas no exterior. E o que a Fundação Biblioteca Nacional e o Ministério da Cultura estão fazendo é aproveitar esse momento altamente positivo e fazer aprimoramentos, para que o programa seja convertido em uma ação, em uma política de Estado, com continuidade e previsibilidade, para que o mercado brasileiro possa se programar para ampliar a sua presença lá fora”, disse o presidente da FBN, Galeno Amorim.

Segundo Amorim, em uma ação mais imediata, aproveitando que o Brasil será homenageado em 2012, em Bogotá, na Colômbia; na Feira de Frankfurt, na Alemanha, em 2013; e em Bolonha, na Itália, em 2014; a FBN investirá no programa R$ 3,2 milhões, nesse período. No total, serão aplicados R$ 12 milhões em dez anos.

Amorim informou que o programa prevê a concessão de apoio financeiro para traduções de obras de autores brasileiros em diferentes idiomas e países. As editoras estrangeiras interessadas deverão se inscrever no programa e as que forem selecionadas receberão apoio que, no caso de tradução, varia entre US$ 2 mil e US$ 8 mil, dependendo da obra e de sua complexidade para a tradução.

No caso de reedição de livros que já foram traduzidos e publicados no exterior, mas que estão fora de catálogo, a FBN também apoiará com valores próximos a metade do que deverá ser dado para traduções de obras similares. O apoio para a reedição oscila entre US$ 1 mil e US$ 4 mil.

A medida que estabelece o Programa de Bolsas de Tradução e Publicação de Reedições 2011/2020 será assinada hoje pela ministra Ana de Hollanda, durante a abertura da Flip. O edital deverá ser publicado ainda esta semana.
 

Campo Grande

Professor que teve entrada negada em escola será transferido para outra unidade pela SED

A Secretaria Estadual de Educação disse que irá investigar a conduta tomada pela direção da unidade escolar

04/03/2024 17h40

O professor disse que estava lotado em Bonito, revogou as aulas para vir lecionar em Campo Grande, convocado pelo CEESPI, no dia 1º de março Reprodução Arquivo

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Após o professor Fábio Oliveira Rodrigues, publicar um vídeo por meio de suas redes sociais, denunciando que não conseguiu assumir a vaga de convocado por ter a entrada proibida pelo diretor, a Secretaria de Educação (SED), informou que está apurando a conduta adotada pela direção da unidade, em Campo Grande.

"A SED informa que vai averiguar a conduta adotada pela direção da unidade escolar, uma vez que o processo seletivo gerou uma classificação dos profissionais para a lotação nas vagas conforme escolha dos aprovados. A pasta destaca, ainda, que o referido profissional foi atendido pela equipe responsável pelo processo e que já fez a opção pela lotação em outra unidade escolar, para o exercício da função na REE", diz a nota.

Entenda

O vídeo foi publicado nesta segunda-feira (4). Nele, o professor mostra a designação de atestado de vaga emitido pelo Centro Estadual de Educação Especial e Inclusiva (CEESPI), mas, quando tentou assumir o posto, foi impedido de adentrar na instituição de ensino.

Além disso, o professor disse que estava lotado em Bonito, revogou as aulas para vir lecionar em Campo Grande, convocado pelo CEESPI, no dia 1º de março. No mesmo dia, ele veio até a Capital e assinou o termo de atestado da vaga, assim como a ficha de designação.

"A designação é dizendo, escola, você é obrigado a alocar o professor no sistema para que ele receba pelo seu trabalho. Esse é a grosso modo. Eu cheguei aqui na segunda-feira, por volta de dez e meia da manhã, fui atendido pelo diretor da escola e pela coordenadora pedagógica. E os dois me atenderam e disseram, não queremos você aqui, não te quero aqui", disse o professor. 

Ainda, durante a conversa, o diretor teria dito que enviou um e-mail informando que não queria o profissional na escola. Diante da negativa, o educador solicitou acesso aos documentos e teve o pedido recusado. "Ele não me emitiu nenhum documento, também não elaborou ata, e eles têm que protocolar", explicou Flávio. 

Diante da recusa, o professor acionou a polícia e foi orientado a registrar um boletim de ocorrência. 

 

 

 

 

 

 

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JUSTIÇA

Moradores movem ações judiciais contra mau cheiro causado pelo frigorífico JBS, em Campo Grande

Petições, 25 numa semana, cobram da empresa até R$ 75 mil de indenização por danos morais e ambientais

04/03/2024 17h20

Queixas contra empresa cresceram desde janeiro passado Gerson Oliveira

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Ao menos 25 ações judiciais foram movidas da semana passada para cá contra o frigorífico JBS, situado na região da Vila Nova Campo Grande. Moradores denunciam o mau cheiro produzido pela empresa e, agora, pedem indenização por danos morais e ambientais, perdas e danos. Nas petições, os moradores aos arredores da empresa cobram até R$ 75 mil pela reparação.

Queixas contra o frigorífico ocorrem há tempos, pelo mesmo motivo, contudo, os casos aumentaram desde o início deste ano.

Numa das ações, defendidas pelo escritório de advocacia Silva & Biava, é dito que:

“… a empresa opera atividade potencialmente poluidora que gera incômodo e aflição nos moradores da região, produzindo fumaça (poluição atmosférica) e exalando odores (cheiros) potencialmente danosos aos moradores da região do Bairro Nova Campo Grande, o que acarreta no recolhimento dos moradores ao interior de suas residências, fechando portas e janelas, não podendo sequer receber visitas e/ou utilizar o bem imóvel para o seu lazer, pois o cheiro e a fumaça lançados na atmosfera são insuportáveis, e pior, causadores de diversos sintomas”.

Outra questão citada nos recursos judiciais sustenta que o mau cheiro, além de incomodar os moradores tem provocado desvalorização dos dos imóveis da região.

Noutro trecho da petição, é citado que: “em atenção ao que determina o artigo 334, § 4º, I, do Código de Processo Civil, manifesta-se desde já sobre o desinteresse na realização de audiência de conciliação, eis que a prática na lide envolvendo a Requerida demonstra que esta não apresenta quaisquer propostas em audiências conciliatórias, restando sempre infrutíferas. Isto porque, antes da devida instrução processual, a Requerida não exterioriza interesse no encerramento da demanda através de acordo, motivo pelo qual requer desde já a dispensa do ato”.

A reportagem pediu um manifesto da JBS, contudo, até o fechamento deste material, a empresa não tinha respondido. Assim que isso acontecer, o texto será atualizado.

 

 

 

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