Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

INCLUSÃO

Programa tem conteúdo em libras com informações sobre o coronavírus

Projeto envolve pós-graduandos da PUC-PR e voluntários
12/04/2020 02:00 - Agência Brasil


Um projeto desenvolvido por integrantes do Programa de Pós-graduação em Tecnologia em Saúde da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), voluntários e estudantes de outras instituições de ensino divulga informações sobre a pandemia do novo coronavírus (covid-19) para pessoas com deficiência auditiva. Todo o conteúdo publicado no site Unidos pela Saúde LINK 1 utiliza a linguagem de Libras.

O professor e tradutor intérprete Alexsander Pimentel, mestre em Tecnologia da Saúde, disse que os deficientes auditivos estão com dificuldade de acompanhar o volume de artigos e notícias divulgadas diariamente sobre o assunto.

Foi a partir dessa constatação que o grupo resolveu criar o Unidos pela Saúde e produzir vídeos em Libras, a partir de publicações feitas na página do governo do Paraná, para permitir a acessibilidade dessas pessoas e ainda de outras pessoas que visitarem o site.

A ideia é disponibilizar informações também em texto sobre cuidados de saúde. Os vídeos são gravados em um estúdio improvisado dentro da casa de uma das professoras do projeto.

“Houve uma necessidade entre o grupo durante esse período de isolamento de fazer alguma coisa pela sociedade que pudesse ajudar com a divulgação de informações. Foi aí que falei que podíamos fazer isso com acessibilidade e ofereci a minha mão de obra como tradutor, porque acompanho muitas vezes o surdo excluído pela sociedade pela falta de comunicação. Agora, ele está excluso dentro de casa porque não pode sair, com o isolamento. O noticiário não trazia informações para eles e eu via pelas redes sociais as reclamações deles”, disse à Agência Brasil.

FAMÍLIAS 

Pimentel disse que algumas famílias também não conseguem se comunicar por desconhecer a Libras ou os sinais dos termos técnicos. “A maioria das famílias não têm essa comunicação com eles e não consegue passar o que está acontecendo por causa de alguns sinais que são bem específicos. Eu também observei isso e me disponibilizei para traduzir todas as informações dos profissionais fisioterapeutas, psicólogos, médicos e alunos”, disse.

A equipe multidisciplinar do Unidos pela Saúde conta com 16 pessoas, sendo seis doutorandos e seis mestrandos do programa e uma pós-graduanda em Fisiologia do Exercício, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), duas profissionais voluntárias e um professor do do Programa de Pós-graduação em Tecnologia em Saúde da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

O programador Murilo Rodrigues, bacharel em Sistemas de Informação, mestre na Área de Engenharia Biomédica e doutorando em Tecnologia em Saúde, disse que está satisfeito em poder participar do projeto e poder contribuir com o conhecimento que tem para melhorar a qualidade de vida de outras pessoas.

“É um projeto definitivo que levará à população informação de qualidade sobre todos os assuntos pertinentes à saúde e não somente assuntos sobre a pandemia”, destacou.

A professora tradutora e intérprete de língua portuguesa e espanhola Luana Arrial Bastos, que participa da edição dos vídeos, informou que o material foi preparado em cinco dias no mesmo tempo em que o site era elaborado. “Estamos também publicando no Twitter, no Facebook e no Instagram. Temos todas as redes sociais. São todas do Unidos pela Saúde”, disse.

 Luana também faz a edição dos textos em português. Esse conteúdo também é exibido em Libras.

Segundo Alexsander Pimentel, o conteúdo publicado no site Unidos pela Saúde está sendo compartilhado também na página do governo paranaense. Ele informou ainda que o próximo passo é fazer conteúdo também para os deficientes visuais. “Elas já podem ouvir os áudios dos vídeos, mas vamos preparar outros materiais destinados a elas. Tenho alunos surdos que também têm baixa visão e sei da necessidade deles”, disse, acrescentando que pretendem incluir outros assuntos relacionados à saúde além dos relacionados ao coronavírus.

“Iniciamos agora e estamos ampliando. Tudo que estiver disponível no site e em outras mídias vai ter acessibilidade, tanto para surdos como para cegos”, completou Luana.

Felpuda


Nos bastidores, conversas, ou melhor, quase sussurros, dão conta de que compromisso assumido teria prazo de validade se acontecer a vitória de aliado.

A partir de então, o papo passaria a ser bem, mas bem diferente mesmo, pois, com acordo cumprido, novos objetivos passariam a ser fonte dos desejos, e sem nenhuma moeda de troca.

No caso, não haveria mais sequer um fio de bigode. Tipo, cada um na sua.