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PREOCUPANTE

“É tão proibido hoje quanto uma arma”, diz prefeito sobre uso de linhas com cerol

Prática vem aumentando em Campo Grande principalmente com adultos
26/05/2020 11:10 - Bruna Aquino, Gabrielle Tavares


A grande quantidade de pessoas que estão nas ruas nos últimos dias soltando pipas com linhas cortantes, como o cerol ou a linha chilena está preocupando as autoridades. Além de trazer perigo a outras pessoas, outro problema que paira é a saúde pública, já que a ‘brincadeira’ está causando aglomerações pela cidade, ação contraindicada por conta da pandemia do novo coronavírus. 

Para o prefeito de Campo Grande Marcos Trad (PSD), a prática do cerol precisa de maior conscientização entre os adultos primeiro para ensinar as crianças.  “É tão proibido hoje quanto uma arma”, disse. 

Sobre as crianças nas ruas com pipas e materiais inapropriados, o prefeito disse que é de responsabilidade dos pais orientarem seus filhos. “O importante é os adultos conscientizarem, porque leis já existem. Toda criança que pega uma pipa e vai para rua, o pai está sabendo e depende deles darem princípios a seus filhos”, contou. 

FISCALIZAÇÃO
Dados da Guarda Civil Metropolitana (GCM) apontam que em sete dias do mês de maio, foram flagradas 1.383 pessoas nas sete regiões da cidade,  soltando pipa com linhas de cerol e linhas chilenas, a maioria adultas, segundo a secretaria Municipal de Segurança do Município. 

Das pessoas flagradas, quatro foram encaminhadas a delegacia de polícia por se negar a entregar o material proibido. Durante o mesmo período, a Guarda Municipal apreendeu 680 linhas chilenas e pipas, que serão incineradas para não voltar às ruas.

 
 

Para o secretário de segurança do Município, Valério Azambuja, o que se tem observado nos últimos meses são adultos comprando linhas chilenas e promovendo campeonatos de pipas em locais públicos, causando aglomerações e colocando pessoas em risco de vida. “A Guarda Municipal vem trabalhando na fiscalização para se preciso multar e prender essas pessoas que estão fazendo uso irregular da pipa e acabar com as aglomerações em espaços públicos e campeonatos ‘sem noção’ com 30 à 40 pessoas”, explicou. 

O assunto também foi comentado durante a sessão ordinária desta terça-feira (26) na Câmara Municipal pelo vereador Eduardo Romero (Rede) já que as araras Canindé, considerada símbolo de Campo Grande, estão sendo vítimas das linhas cortantes. 

“Nossas araras que transitam livremente, ou melhor, transitavam livremente, porque tinham o céu  como limite, agora estão disputando o céu com as linhas de cerol  e as linhas chilenas na nossa cidade. Além de provocar acidentes humanos, estamos tendo nossas araras vítimas desse uso criminoso do cerol junto às pipas, lembrando que não há problema com as pipas, o problema é o uso das linhas com cerol e linhas chilenas”, finalizou. 

 

Felpuda


Entre sussurros, nos bastidores políticos mais fechados, os comentários são que história apregoada por aí teria sido construída para encobrir o que realmente foi engendrado em conversa que resultou em negociata. 

O script foi na base do “você finge que é assim, e nós fingimos que acreditamos”. 

Batido o martelo, a encenação prosseguiu e, conforme o combinado, deverão ser apresentados novos episódios.

Ah, o poder!