Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

RESSOCIALIZAÇÃO

Projeto de MS que promove trabalho de presos e reforma escolas ganhará o Brasil

Ministro Dias Toffoli, presidente do CNJ, confirmou expansão
14/02/2020 16:40 - Eduardo Miranda, Izabela Jornada


 

Programa de reforma de escolas públicas com mão de obra de presidiários será levado a outras unidades da federação. Em visita a Campo Grande, nesta sexta-feira (14), o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, confirmou que a iniciativa será incluída em outro programa, o Justiça Presente, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que ele também preside.  

A principal agenda do ministro, que também visitou os tribunais de Justiça, Regional do Trabalho, e também o fórum da Justiça Federal, foi na escola Lino Vilachá, localizada no Bairro Nova Lima, região Norte de Campo Grande. A unidade é a 12ª escola pública reformada por meio do programa.  

“Este trabalho de ressocialização é muito importante, e o trabalho do juiz Albino (Coimbra Filho) mostra que ressocializar é possível”, afirmou Dias Toffoli. “Ver o reeducando dentro da escola também é muito simbólico, não é?”, comentou o presidente do STF.  

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB), presente no evento, também elogiou a iniciativa. “É um ganha-ganha. Ganha o governo, que reforma as escolas por um custo menor, ganha o presidiário, que tem a oportunidadea de trabalhar, e ganha toda a sociedade”, pontuou. 

 
 

ENTENDA

A obra da Escola Lino Vilachá, de R$ 398,5 mil, foi totalmente bancada com o 10% dos presos que trabalham via convênio na comarca de Campo Grande. O único custo para o poder público é o pagamento de um salário-mínimo por mês para cada preso, que o Judiciário chama de reeducando.  

Na volta às aulas, no próximo dia 19 de fevereiro, os 1.110 alunos - matriculados do 4º ano do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio e profissionalizante - encontrarão prédio totalmente reformado.  

A reforma contemplou a reestruturação completa da instituição, desde a parte hidráulica, elétrica, calçamento, revestimento, colocação de pias, forro de PVC, serviços de serralheria, pintura e paisagismo.  

“A escola vai completar 35 anos no dia 7 de março e tinha problemas de infraestrutura. Quando chovia alagava porque não tinha escoamento e os ralos estavam entupidos. Além disso, o local parecia um presídio. Agora as grades das salas foram retiradas, derrubamos o muro da fachada, a escola ganhou pintura e iluminação novas”, lembrou o diretor Olívio Mangolim.

 

Felpuda


Dia desses, há quem tenha se lembrado de opositor ferrenho – em público –, contra governante da época, mas que não deixava de frequentar a fazenda de “sua vítima” sempre que possível e longe dos olhos populares. Por lá, dizem, riam que só do fictício enfrentamento de ambos, que atraía atenção e votos. E quem se lembrou da antiga história garantiu que hoje ela vem se repetindo, tendo duas figurinhas carimbadas nos papéis principais. Ô louco!