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CORONAVÍRUS

Projeto para ocupar hotéis com profissionais da saúde fica no papel

Setor hoteleiro de MS foi procurado pelos Ministérios da Saúde e Turismo, mas ideia não avançou
07/07/2020 17:02 - Súzan Benites


Mato Grosso do Sul tem cerca de 39 mil leitos disponíveis em seus hotéis. Somente em Campo Grande são 7,5 mil acomodações. A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Estado (ABIH-MS) foi sondada pelo Ministério do Turismo para disponibilizar 600 destes leitos para abrigar profissionais da saúde durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), mas projeto não avançou.

De acordo com o presidente da ABIH-MS, Marcelo Mesquita, os Ministérios do Turismo e da Saúde sondaram a Capital sul-mato-grossense para que os hotéis fossem utilizados por servidores da saúde. Somente em Campo Grande seriam 600 leitos comprados. “Fizemos todo o levantamento necessário, enviei as informações, mas não houve mais manifestação da Saúde e Turismo”, disse o representante do setor hoteleiro em MS.

A ocupação nos hotéis de Mato Grosso do Sul teve uma queda brusca desde que os primeiros casos de coronavírus foram confirmados no Estado. A medida seria uma maneira de evitar que a doença se espalhasse e ainda um incremento na renda para o setor.

CAPITAL

Outra tratativa, levantada ainda no início da pandemia, era a negociação feita diretamente entre autoridades municipais de Campo Grande e representantes do setor hoteleiro. “Existe um entendimento sendo orquestrado pela Secretaria Municipal de Turismo e um grupo de hotéis visando atender esta demanda”, contou Mesquita ao Correio do Estado, no fim de março.

Os leitos seriam utilizados para hospedar médicos e enfermeiros que atuam na linha de frente no combate à doença, para que não voltassem para casa, e consequentemente não infectassem familiares. Outra possibilidade apontada na época era a utilização das acomodações para pacientes nos leitos de hotéis. E ainda que esses hotéis recebessem algumas pessoas do grupo de risco.

A iniciativa chegou a ser adotada por alguns gestores de estados e municípios de norte a sul do País. Em Brasília, por exemplo, 250 profissionais de saúde que estão na linha de frente no combate ao novo coronavírus, se ‘mudaram’  em maio para dois hotéis da capital federal. O Programa Acolher, é uma parceria entre as secretarias de Saúde e de Turismo do Distrito Federal.

 

Felpuda


É quase certo que a aposentadoria deverá ocorrer de maneira mais rápida do que se pensava em determinado órgão. O que deveria ser a tal ordem natural dos fatos acabou sendo atropelada por acontecimentos considerados danosos para a imagem da instituição. Os dias estão passando, o cerco apertando e já é praticamente unanimidade de que a cadeira terá de ter substituto. Mas, pelo que se ouve, a escolha não deverá ser com flores e bombons de grife.