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EFEITOS

Projetos da Saúde podem nem sair do papel por causa da Covid-19

Reforma de hospital e centrais para dependentes químicos e de exames ficarão para depois
25/05/2020 09:30 - Daiany Albuquerque


 

Alguns projetos que antes eram tocados pela Secretaria Municipal de Sáude (Sesau) como prioridade tiveram de ser paralisados por conta da pandemia causada pelo novo coronavírus. A doença fez com que todo e qualquer recurso disponível na pasta fosse contingenciado para aplicação no tratamento dos infectados e na compra de equipamentos de proteção individual (EPIs) dos servidores da saúde. Projetos como o centro de consultas e exames, que deveria funcionar no antigo Hospital da Mulher, a reforma de Unidades Básicas de Saúde (UBSs), a transformação de uma dessas unidades em um Centro de Atendimento Psicossocial – Álcool e Drogas (Caps-AD) e o sonhado Hospital Municipal podem nem sair do papel.

De acordo com o titular da Sesau, José Mauro de Castro Filho, toda a rede que estava sendo construída em torno desses projetos foi paralisada em função da pandemia, que obrigou a destinação de recursos para compra de equipamentos e material.  “Com a Covid-19, nós tivemos um contingenciamento de recursos grandes, obras foram paralisadas. Primeiro nós temos que salvar vidas; estamos numa quarentena de uma doença fatal”, explicou o secretário de Saúde de Campo Grande.

Para Castro, mesmo após o fim da fase mais aguda da doença, a cidade, assim como o restante do Brasil, ainda passará por dificuldades econômicas, e isso pode inviabilizar a realização desses empreendimentos.

“Nós podemos enfrentar uma crise financeira que talvez seja até pior que a crisa na saúde. Então, quando tudo isso terminar, teremos que reavaliar todos os projetos para ver quais poderemos executar”, declarou.

O secretário lembra que até as cirurgias eletivas e consultas ambulatoriais estão suspensas por conta da pandemia. “Estamos tentando reabrir as coisas que são prioridades – ambulatórios, cirurgias eletivas –, mas até para isso estamos com dificuldade. Agora entraremos em um período de dois meses de alta nos casos e temos que paralisar todas essas ações”.

O titular da Sesau havia projetado para a segunda quinzena de maio a volta dos atendimentos ambulatoriais para consultas com médicos especialistas para pacientes da Capital. Para o interior, o secretário não havia feito previsão de retomada, já que há uma preocupação para que as pessoas com alguma comorbidade não entrem em contato com a doença.

PROJETOS

A reforma do antigo Hospital da Mulher, onde funcionará um centro de consultas e exames, deve custar cerca de R$ 5 milhões, que viriam por meio de emendas. No início de março deste ano, Castro afirmou que a secretaria já havia negociado a destinação deste recurso por meio de emendas parlamentares.  

A verba viria por intermédio do senador Nelson Trad Filho (PSD), mas a ideia foi deixada de lado, já que dias depois os primeiros casos do coronavírus chegaram à Capital. A obra também já teria garantido os recursos para a compra dos equipamentos do centro médico, que seriam R$ 9 milhões empenhados pelo Ministério da Saúde.  

O projeto prevê que o local terá estrutura de unidade de terapia intensiva (UTI), centro cirúrgico, laboratório e exames. Seriam 23 leitos para internação, além da capacidade para fazer 50 cirurgias eletivas por dia.  

Há a previsão de nove UBSs, que seriam feitas por meio de uma parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Seriam elas: UBS Coophavila, UBSF Moreninha, UBS Tiradentes, UBSF Vida Nova, UBSF Noroeste, UBSF Parque do Sol, UBSF Itamaracá, UBSF Oliveira e UBSF Batistão.

As unidades haviam sido escolhidas para integrar o Laboratório de Inovação da Atenção Primária Forte (APS-Forte) o que, além da reforma, asseguraria ampliação e melhoria na qualidade do atendimento. Entre essas unidades, a do Coophavila seria transformada no novo Caps-AD, que dividiria a demanda com o único prédio que realiza os atendimentos. A previsão era de que o local abriria mais 20 vagas para tratamento. A nova unidade ajudaria a desafogar o Caps IV Fátima M. Medeiros, que todos os meses atende cerca de 5 mil pessoas.  

HOSPITAL

O sonhado Hospital Municipal de Campo Grande, que tem previsão de custo de cerca de R$ 200 milhões, já era o projeto mais distante que a pasta tinha. A prefeitura ainda tentava agilizar a liberação de verbas para que o projeto andasse. A edificação do hospital custaria R$ 110 milhões. Já o aparelhamento da unidade ficaria entre R$ 70 e R$ 80 milhões.

O dinheiro seria destinado por meio de emendas impositivas à União ou mesmo por inclusão do projeto no Planejamento Plurianual (PPA) do Ministério da Saúde, o que não aconteceu. 

PSICOSSOCIAL

A falta de vagas no atendimento psicossocial na Capital tem gerado fila de espera para internação no único Caps-AD em atividade. Em 2019, a 32ª Promotoria de Justiça da Saúde Pública recomendou que o município transformasse um Centro Regional de Saúde em Caps-AD IV, para suprir a demanda.

 

Felpuda


Candidato a prefeito de cidade do interior foi buscar “inspiração” para elaborar seu programa de governo.

Assim, não se fez de rogado em beber da fonte de prefeito que tenta a reeleição em município da Bahia.

O dito-cujo cá dessas bandas copiou as propostas e vinha as apresentando como sendo de sua autoria.

A população já descobriu o plágio e ainda aguarda uma explicação.

Se não houver, as urnas certamente a darão.