Cidades

Contra Dilma

Protesto começa com 200 manifestantes que farão passeata na Afonso Pena

Quem foi até o centro da cidade é a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff

ALINY MARY DIAS E KLEBER CLAJUS

13/12/2015 - 16h30
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Iniciou há pouco a concentração de manifestantes que farão passeata em favor ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), na tarde deste domingo (13), em Campo Grande.

Estima-se que cerca de 200 pessoas já estejam no canteiro da Avenida Afonso Pena, na esquina com a Rua José Antônio, bem em frente ao obelisco da Capital.

Um carro de som ajuda na movimentação e muitos manifestantes foram para a as ruas com camisas verde e amarelas, bandeiras e até bonecos que representam o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.

Ainda não há horário previsto para a saída da passeata, que será curta, até a sede do Ministério Público Federal (MPF).

Até agora, há interdições da Afonso Pena no sentido centro-shopping na região da Rua Pedro Celestino Mas novas interdições devem ocorrer quando a passeata começar.

Organizadores do protesto batizado de Adeus afirmam que diferente das outras vezes não criaram expectativa em relação a quantidade de manifestantes. O número já seria mesmo menor porque segundo eles a bandeira agora é só uma: a saída de Dilma.

Sargento da Polícia Militar, Abimael Rojas, afirma que inicialmente três viaturas e 10 motos foram mobilizadas para acompanhar o protesto, mas o efetivo pode aumentar conforme a necessidade. 

 

Confira algumas fotos do início do protesto:

 

SAÚDE

Campanha de vacinação nas escolas imunizou 16 mil estudantes em Mato Grosso do Sul

A estratégia 'Aluno Imunizado' que envolveu escolas municipais e estaduais, foi voltada para crianças e adolescentes de 0 a 15 anos

16/06/2024 09h30

 A estratégia de vacinação 'Aluno Imunizado' têm se consolidado no Estado desde o ano passado

A estratégia de vacinação 'Aluno Imunizado' têm se consolidado no Estado desde o ano passado Foto: Bruno Rezende/Arquivo Governo do Estado

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Campanha de vacinação para as crianças nas escolas, que ocorreu no primeiro quadrimestre do ano, aplicou 16 mil doses de imunizantes para os estudantes do Mato Grosso do Sul.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES),  a realização desta campanha de vacinação, reafirmou o compromisso do sistema de saúde de manter o estado livre de doenças imunopreveníveis e de manter a situação vacinal da população alvo em dia.

O objetivo da campanha nas escola também é de fortalecer e expandir as ações de imunização, possibilitando a realização de estratégias que contribuam para a melhoria das coberturas vacinais no Mato Grosso do Sul.

Segundo o relatório da SES referente a campanha, 367 escolas municipais do estado receberam as ações da campanha; 120 escolas estaduais e 20 instituições privadas também aderiram. A campanha aconteceu entre os dias 18 de março e 19 de abril.

Entre os municípios, 15 municípios não aderiram e 11 municípios não enviaram relatório referente a campanha 'Aluno Imunizado'. Entre as escolas e municípios que aderiram, foi necessário para a aplicação da vacina a autorização dos país ou responsáveis pelos menores de idade.

As principais vacinas aplicadas na campanha foram: Influenza (5.833), Difteria e Tétano - dT (987), HPV Quadrivalente (992), Meningo ACWY (784) e Febre Amarela (778).

Conforme o gerente de Imunização da SES, Frederico Jorge Pontes de Moraes, a estratégia Aluno Imunizado têm se consolidado no Estado desde o ano de 2023. “Essa ação é fundamental para retomada das altas coberturas vacinais vivenciadas no passado. Esse trabalho, articulado entre saúde e educação, tem gerado resultados positivos. Neste ano a novidade foi que a campanha vem acompanhada de incentivo financeiro aos municípios e Estado para custeio das ações via Ministério da Saúde”, assegurou Frederico.

Para a gerente Atenção à Saúde do Adolescente da SES, Carla Costa, a estratégia ‘Aluno Imunizado’foi uma ótima oportunidade para compartilhar as informações sobre as vacinas e sensibilizar a todos sobre a importância de manter as cadernetas ou cartões de vacinação atualizados.

“É uma ação fundamental porque busca conscientizar não só os alunos, mas as escolas, as famílias e toda a comunidade sobre a importância da vacinação como forma de prevenção, proteção, autocuidado e preocupação com o outro, garantindo assim que todos, mas principalmente nossas crianças, adolescentes e jovens, estejam realmente protegidos”, explica Carla.

INCÊNDIO

Brigadistas combatem fogo no rio Paraguai para salvar ribeirinhos do pantanal

Normalmente, essa época ainda é a de campanhas educativas e preparação, mas o fogo chegou antes, e mudou o cronograma dos agentes da Brigada Pantanal do PrevFogo

16/06/2024 09h00

Brigadista do Ibama combatem queimadas para salvar as casas dos ribeirinhos as margens do Rio Paraguai

Brigadista do Ibama combatem queimadas para salvar as casas dos ribeirinhos as margens do Rio Paraguai Foto: Bruno Santos / FolhaPress

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A cada seis meses, cerca de 45 moradores da região de Corumbá (MS) começam a trocar mensagens e combinar a volta ao trabalho contra incêndios florestais no pantanal.

Depois de fazerem palestras em escolas e associações da região, vestem os coletes e se embrenham no mato para combater queimadas como as que destroem o bioma desde o início de junho.

Normalmente, essa época ainda é a de campanhas educativas e preparação, mas o fogo chegou antes, e mudou o cronograma dos agentes da Brigada Pantanal do PrevFogo, programa do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis).

A Folha acompanhou uma dessas operações neste sábado (15), cujo objetivo é, nas palavras dos brigadistas, salvar a casa de ribeirinhos.

Por volta das 12h30, 11 brigadistas embarcaram em uma lancha da Marinha no rio Paraguai, na base do PrevFogo em Corumbá, a menos de 5 km da fronteira com a Bolívia.

O destino era uma área 15 km à leste do município. Como em outras regiões, a vegetação seca é rapidamente consumida pelo fogo, que cerca e destrói as moradias de ribeirinhos como aconteceu na noite de sexta (14).

A região em que os brigadistas atuaram, Retiro de Santo Antônio, é uma cena que se repete ao longo do rio.

As colunas de fumaça densa indicam os locais com incêndio, e logo a lancha está navegando dentro de uma nuvem espessa. Chegando à margem, os brigadistas desembarcam, se despedem dos colegas que vão descansar e instalam uma bomba no rio.

O equipamento serve para abastecer as mangueiras que são desenroladas estrada adentro, na direção de uma casa.

O trabalho dos brigadistas consiste em molhar o solo e fazer aceiros --eliminar a vegetação e deixar uma faixa de terra-- para evitar a propagação do fogo.

Única mulher entre os agentes, Débora Leite, 43, ia na frente molhando o solo para apagar as chamas. Usava o casaco amarelo dos brigadistas, além de balaclava contra a fumaça constante e um capacete. É o segundo ano dela na brigada. Fora da época de incêndios, Débora trabalha como cozinheira em Corumbá, atualmente no setor de turismo.

"Nessa época era para a gente estar fazendo a prevenção com as palestras, mas estamos aqui." Às vezes o percurso pelo mato era interrompido para que ela voltasse a algum foco repentino de incêndio, geralmente cupinzeiros atingidos pelas chamas.

Em último caso, diz o brigadista e personal trainer Luiz Otávio da Silva, 41, a equipe usa fogo contra fogo.

Após fazerem uma chama com o chamado pinga-fogo, usam o soprador, que emite jatos de ar, para fazer duas frentes de incêndio se encontrarem e se anularem.

O trabalho no PrevFogo é temporário, com contratos de seis meses. Fora da temporada, quem está na linha de frente contra os piores incêndios já registrados no pantanal ganha a vida com outras atividades, em geral sem nenhuma ligação com o combate ao fogo.

É o que diz Waldemir Neves, 33, carpinteiro durante os meses do ano em que não está apagando incêndios. "A maioria vem como uma oportunidade de trabalho. Já é meu terceiro ano, gostei da primeira vez e estou ai até hoje."

Quem esta há mais tempo garante que a destruição está mais agressiva em 2024 do que em 2020, ano marcado pelas piores queimadas no bioma.

"É meu quinto ano. 2020 foi trágico. Dormíamos na BR [estrada], em posto de gasolina e em barraca ao redor da caminhonete. Dois dormiam e dois combatiam, era 24 horas. Tivemos muito apoio de pousada e fazendeiros que vivem ao longo das rodovias", diz Gustavo Vargas, 33, motorista de aplicativo fora da época seca.

Para ele, a tragédia de quatro anos atrás foi um trauma que acabou por sensibilizar a população e autoridades públicas.

"Hoje podemos andar pelo pantanal inteiro que abrem a porta para dar pouso e alimentação para a gente."
O outro aspecto, diz ele, foi a sensibilização do poder público. "O maquinário chegou. Antes não tínhamos soprador, motosserra. Hoje tem mais material."

Na sexta (14), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criou uma sala de situação para acompanhar a situação e elaborar soluções para as queimadas e a seca em todos os biomas, após o grande aumento de focos no pantanal.

Além da temporada de fogo ter chegado antes, o clima está mais seco, dizem os brigadistas, o que agrava os riscos de espalhamento das chamas nas partes brasileira e boliviana do pantanal.

"A vegetação está muito seca. A gente tenta diminuir o impacto de fogo. A missão é salvar as casas dos moradores e fazer o controle nessa área", disse Luiz Bueno, que está em sua décima quarta temporada de combate.

Por ser uma brigada de pronto emprego, a equipe do pantanal costuma ser deslocada para outras áreas do país, como Porto Jofre, no pantanal mato-grossense, segundo Luiz Otávio. "Mas como a emergência está aqui, é onde vamos combater."

As equipes também ajudam os vizinhos bolivianos de Porto Quijarro, que estão a poucos quilômetros da base do Ibama.

Em julho, afirmou Marcelo de Galharte, 40, ele e outros agentes vão dar um curso para brigadistas voluntários da Bolívia. "São três dias, e eles ficam alojados em barracas na nossa base. Todos são voluntários, e foram comprando alguns equipamentos ao longo dos anos", afirmou o brigadista, que trabalha com serviços gerais e faz faculdade de sistemas de informação.

Depois de controlado o fogo no Retiro de Santo Antônio, ele e os colegas pararam para tomar água e lanchar à beira do rio.

Ele, que enfrentou os incêndios de 2020, lamenta o longo de tempo de recuperação do bioma. "Foi tudo embora na Serra do Amolar naquele ano. Árvores centenárias extintas. E tem área de 2019 que não floresceu ainda."

O lamento, no entanto, foi interrompido por outro foco de incêndio a 20 metros das margens. Com a bomba de água novamente ligada, parte da equipe voltou o trabalho

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