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PTB deve fechar aliança nacional com PSDB

PTB deve fechar aliança nacional com PSDB

Redação

28/02/2010 - 05h27
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O PTB deve fechar aliança nacional com o PSDB para apoiar a candidatura do governador de São Paulo, José Serra. O presidente nacional do partido, Roberto Jefferson, já conversou com o candidato tucano sobre a parceria no primeiro turno, ampliando a coligação dos partidos de oposição, hoje composta apenas pelo DEM e pelo PPS, além do PSDB. O acordo ainda não está sacramentado, mas Jefferson antecipou ao jornal “O Estado de S. Paulo” que esse é seu desejo e também a tendência natural da base petebista. “Meu coração tende pelo PSDB e o sentimento da base partidária é ficar com os tucanos, seja Serra ou Aécio o candidato”, revelou o presidente do PTB. Com a adesão, o PT da pré-candidata Dilma Rousseff perderá 42 segundos no programa eleitoral gratuito no rádio e na televisão. A revelação de Jefferson deixa claro que, embora faltem seis meses do início da propaganda eleitoral, vão de vento em popa as articulações do PT e do PSDB para ampliar o tempo de seus candidatos na campanha eletrônica. Os petistas saíram na frente e já contabilizam como garantidos 8 minutos e 21 segundos em cada um dos dois blocos diários de 25 minutos, somando o tempo de PT, PMDB, PC do B e PDT. Resta aos tucanos correr para empatar o jogo. Juntos, PSDB, DEM e PPS somam 6 minutos e 48 segundos. Para não perder terreno no palanque eletrônico, os aliados de Serra querem fechar aliança também com o PSC, além do PTB, ambos cobiçados pelos petistas. Se a oposição for bem-sucedida, totalizará um minuto a mais em cada bloco de propaganda que irá ao ar às 7h30min e às 12h30min, em cadeia de rád io, e às 13h30min e às 20h30min, em rede nacional de televisão. “Eu estou costurando a aliança nacional com Serra para ter o mínimo de atrito no partido e não criar nenhum cisma”, contou Jefferson, lembrando que tem conversado intensamente para evitar problemas com líderes de peso como o senador Fernando Collor (AL), que está fechado com Lula e Dilma na disputa presidencial. Se tiver sucesso como espera, será o segundo abalo patrocinado por Jefferson no projeto de poder de Lula, depois da denúncia do mensalão do PT, que lhe custou a cassação do mandato de deputado em setembro de 2005 e a perda dos direitos políticos até 2014. O certo é que, assim como há cinco anos, Jefferson não conseguirá levar por inteiro, para a oposição, o partido que ainda hoje integra a base do Planalto. Mas o estrago será suficiente para equilibrar o jogo no palanque eletrônico e na briga para vencer a corrida presidencial Brasil afora. Ele está certo de que o PTB dos quatro maiores colégios eleitorais do País – SP, MG, RJ e BA – fechará com o candidato do PSDB, que também terá o apoio do partido em estados de menor peso como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. “Como a coligação nacional não obriga as regionais a seguirem o mesmo caminho, posso construir aliança com cautela e não interferir nas questões locais”, explica Jefferson, ao observar que Lula é forte no Norte e no Nordeste, mas, “da Bahia para baixo, é tudo PSDB”. No DF, onde a crise acabou fortalecendo a candidatura do senador Gim Argel lo a governador, ele acredita que o palanque do PTB ficará para Dilma. Presidentes O ganho de incorporar mais uma legenda à coligação nacional vai muito além do minuto a mais que o PTB e o PSC poderão somar ao programa de Serra. A conta total também interfere na divisão do tempo que cabe exclusivamente ao candidato a presidente de cada coligação. Em um cenário com as candidaturas de Serra, Dilma, Marina Silva (PV e PSOL) e Ciro Gomes pelo PSB, o candidato tucano em aliança com o DEM e o PPS teria um minuto e meio. É pouco, frente aos 2min48 segundos da petista em uma coligação amplíssima de 14 partidos – PT, PMDB, PDT, PC do B, PR, PTB, PP, PMN, PTC, PHS, PAN, PRB e PT do B – que o Planalto espera reunir em torno de sua candidata. Nesse caso, Dilma teria quase o dobro do tempo de Serra – 1 minuto e 17 segundos a mais – para se comunicar diretamente com os ouvintes e telespectadores de todas as emissoras Brasil afora. A situação só melhora para os tucanos na simulação em que o PSDB tira o PTB da petista e ainda acrescenta o PSC a sua coligação. Serra passa a ter quase dois minutos para dar seu recado ao eleitorado, e Dilma segue confortável, com 2 minutos e 56 segundos.

Cidades

Força Nacional recebe autorização para atuar em região de conflito com indígenas de MS

Conforme portaria publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (17) os agentes irão atuar na região por 90 dias

17/07/2024 18h15

Marcelo Camargo / Agência Brasil

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública, autorizou que a Força Nacional atue para proteger os indígenas que foram alvos de ataque em dois municípios de Mato Grosso do Sul.

A portaria autorizando o envio dos agentes foi publicada no Diário Oficial da União, desta quarta-feira (17), estabelecendo atuação de 90 dias na região.

Com isso a tropa Nacional trabalhará em conjunto com a Polícia Federal assim como forças de segurança do Estado. 

"Autorizar o emprego da Força Nacional de Segurança Pública em apoio à Polícia Federal, na região de fronteira e nas aldeias indígenas situadas na região do Cone Sul do Estado de Mato Grosso do Sul, nas atividades e nos serviços imprescindíveis à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, em caráter episódico e planejado, por noventa dias", diz a portaria.

Conforme noticiado no Correio do Estado, em solo sul-mato-grossense pelo menos cinco territórios (tekoha) dos povos Guarani Kaiowá,  foram alvos, segundo denúncia da Assembleia Geral do povo Kaiowá e Guarani, Aty Guasu sendo eles:

  • Guyra Kambiy, 
  • Potero, 
  • Arroio Cora, 
  • Laranjeira e 
  • Kunumi.

Tensão

Em um dos "cercos" um indígena da etnia Guarani Kaiowá terminou baleado, o ataque ocorreu na  Lagoa Rica/Panambi, localizada no município de Douradina. 

MPI, juntamente com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) estão trabalhando em estratégias para diminuir a tensão e enviaram equipes para Mato Grosso do Sul e no Paraná - para o povo Avá Guarani. 

Cabe ressaltar que os locais em que ocorreram ações de reivindicação passaram por estudos antropológicos que concluíram tratar-se de territórios dos povos originários, entretanto, a Funai está analisando se a tese do marco temporal pode ser aplicada. 

O "cerco" ocorreu na tarde do último sábado (13), assim que um grupo de 10 indígenas do povo Guarani Kaiowá, iniciou a retomada do território na Lagoa Rica/Panambi. O levantamento feito pelo Ministério dos Povos Originários indicou que o grupo ficou sitiado por cerca de 50 homens armados. 

Dado momento um fazendeiro acompanhado por outro homem, abaixou o vidro da janela da caminhonete em que estava e efetuou diversos disparos. No domingo (14), em outra retomada indígenas foram atacados a tiros em Caarapó. 

Informações preliminares levantadas pelo Ministério dos Povos Indígenas, indicam que duas pessoas ficaram feridas, sendo um deles, o cacique, de 52 anos.

Além disso, uma liderança religiosa sofreu agressões e teve braços e pernas feridos, outros indígenas também se feriram no episódio. 

** Colaborou Judson Marinho e Leo Ribeiro

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Mato Grosso do Sul

Multa para empresas irregulares em "Sistema de Reciclagem" ultrapassa R$ 20 milhões

Com prazo prorrogado para entrega de relatório do Sitema de Logística Reversa de Embalagens, mais de 200 estabelecimentos foram autuados pela Justiça só na última semana

17/07/2024 18h00

segmentos incluem, indústrias, setor de alimentos, frigoríficos, cosméticos, produtos de higiene e limpeza, vestuário, calçados e outras

segmentos incluem, indústrias, setor de alimentos, frigoríficos, cosméticos, produtos de higiene e limpeza, vestuário, calçados e outras Reprodução Flicker

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Mato Grosso do Sul possui uma lista com aproximadamente 2.700 empresas de diversos estados brasileiros que não cumpriram a legislação do Sitema de Logística Reversa de Embalagens, ano base 2019/2020. 

Conforme a diretora de desenvolvimento do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), Thaís Caramori, deste total, 215 estabelecimentos foram autuados só na útlima semana, por irregularidades com o recolhimento de itens recicláveis. Valor das multas ultrapassa os R$ 20 milhões. 

Os segmentos incluem, indústrias, setor de alimentos, frigoríficos, cosméticos, produtos de higiene e limpeza, vestuário, calçados e outras.

Vale reforçar que as autuações ocorrem em meio à prorrogação da entrega do relatório de logística com nova data definida para 10 de dezembro de 2024. Este em questão, é referente ao ano-base 2022. O prazo anterior venceu em 30 de junho e foi divulgado em decreto, no Diário Oficial do dia 05 de julho

"Pela lei, as empresas precisam comprovar que pelo menos 22% do total de embalagens que elas colocaram no Estado, foram encaminhadas para a reciclagem. E isso funciona através de comprovação de nota fiscal da venda do material. Em meados de 2019, a Fiems, por exemplo, atuou como entidade gestora de mais de 1 mil empresas, ou seja, computou a quantidade de embalagens que cada uma delas colocou no mercado como papel, plástico, vidro, alumínio e metal, fez a conta dos 22% e cumpriu a logística reversa", explica. 

Baseado na Política Nacional de Resíduos de 2010, o sistema de monitoramento e fiscalização iniciou em 2019 e vem sendo feito com atraso por conta dos prazos que as empresas possui para a regularização.

De acordo com o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o valor das multas para cada empresa em relação ao ano-base 2019/2020 é de R$ 50.000,00 por ano, ou seja, R$ 100.000,00 pelos dois períodos. 

Em 2021, a lista de empresas que tiveram justificativas indeferidas, elencou 370 estabelecimentos irregulares. 

A lista com os nomes das empresas que colocaram "produtos geradores de embalagens" pós consumo em Mato Grosso do Sul, ano-base de 2022, ainda será divulgada nos próximos dias  

MS como referência Nacional 

A logística reversa consiste no retorno do material reciclável ao ciclo produtivo, reduzindo, dessa forma, os resíduos destinados aos aterros sanitários. 

O Estado se tornou referência na prática, já no primeiro ano de vigência, em 2021, quando foram informados os quantitativos de embalagens em geral disponibilizados no mercado sul-mato-grossense no ano-base de 2019 e recolhidos à indústria.

  • Dados de 2020: foram cadastradas 6.105 empresas no sistema, as quais comprovaram que mais de 27 mil toneladas de embalagens retornaram ao ciclo produtivo;
  • Dados de 2021: foram cadastradas 5.476 empresas no sistema, que comprovaram o recolhimento ao ciclo produtivo de mais de 24 mil toneladas de embalagens em geral..   

Resultados prévios do ano-base de 2021, mostram 5.744 empresas cadastradas no sistema. Embora tenha sido menor o número de cadastros, o quantitativo de material recolhido continuou aumentando: supera 29 mil toneladas de resíduos devolvidas ao ciclo produtivo. 

Porém, este volume ainda deve ser alterado e divulgado pelo Imasul. A 26ª Promotoria de Justiça instaurou inquérito que visava apurar eventuais danos decorrentes da não implementação da logística reversa de embalagens no Estado de Mato Grosso do Sul.

Resultado disso foi um termo de cooperação para que os setores produtivos pudessem iniciar projetos de fomento no Estado. As principais ações do Acordo Setorial deveriam ser: 

  • Adequação e ampliação da capacidade produtiva das cooperativas;
  • Viabilização das ações necessárias para a aquisição de máquinas e de equipamentos;
  • Viabilização das ações necessárias para a capacitação dos catadores das Cooperativas;
  • Fortalecimento da parceria indústria/comércio para triplicar e consolidar os PEV;
  • Compra direta ou indireta, a preço de mercado, por meio do Comércio Atacadista de Materiais Recicláveis e/ou das recicladoras;
  • Atuação, prioritariamente, em parceria com Cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais recicláveis;
  • Instalação de PEV em lojas do varejo;
  • Investimento em campanhas de conscientização com o objetivo de sensibilizar os consumidores para a correta separação e destinação das embalagens.

*Com informações da assessoria 

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