Cidades

Anastácio

Quati atropelado em rodovia é resgatado pela PRF

Veterinário atendeu e medicou animal, que foi encaminhado para o CRAS na Capital

Continue lendo...

Um quati atropelado foi resgatado por agentes da Polícia Rodoviária Federal nesta quarta-feira (16), na BR-262, próximo a Anastácio, município distante 134 km de Campo Grande.

De acordo com o site O Pantaneiro, o animal foi levado para o quartel da Polícia Militar Ambiental (PMA). O médico veterinário Vagner Ávila Ruiz atendeu o quati e disse ao site que o animal estava com uma fratura interna na pata traseira esquerda e a saúde era instável.

Ele foi medicado e monitorado pelo profissional, até ser encaminhado para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) de Campo Grande durante a tarde. 

Douradina

Juiz concede prazo de cinco dias para indígenas desocuparem sítio

Magistrado federal determina multa de R$50 mil por descumprimento da ordem.

24/07/2024 13h30

Indigenas e fazendeiros entram em conflito em propriedades rurais de Douradina

Indigenas e fazendeiros entram em conflito em propriedades rurais de Douradina Reprodução/

Continue Lendo...

Após indígenas, fazendeiros e Ministério Público Federal (MPF), entrarem em acordo depois conflito agrário na última sexta (19), chamar atenção do governo brasileiro e aumentar a tensão entre produtores rurais, o juiz federal Rubens Petrucci Junior, deu prazo de cinco dias para os guaranis-kaiowás deixarem a propriedade ocupada desde 14 deste mês, no município de Douradina, a 191 quilômetros de Campo Grande.  

O conflito que aconteceu na última semana deixou um indigena baleado na perda e os produtores rurais preocupados de que forma poderia proteger suas terras.  

A reportagem do Correio do Estado teve acesso ao documento assinado pelo magistrado federal. Conforme o texto, ele pede atenção ao governador Eduardo Riedel e também uma mobilização efetiva da Polícia Militar para garantir o despejo dos indígenas no sítio  “José Dias Lima”, de 147,7 hectares, localizado na MS-470, rodovia que liga Douradina ao município de Itaporã.

Ainda de acordo com documento, aproximadamente 50 indígenas estão na propriedade, onde montaram barracos e impedem o acesso de pessoas ao local.  

O juiz ainda relata que a propriedade rural citada possui 2 mil hectares e foi identificada como parte da aldeia Panambi/Lagoa Rica, pela Funai em 2011, mas o processo de demarcação segue parada pela justiça. 

O documento ainda cita que em caso de descumprimento da ordem de desocupação, foi determinada uma aplicação de multa de R$50 mil por ato ou ação ilícita de R$ 1 mil por dia de ocupação, após intimação. 


Após reunião com MPF, indígenas ficam, mas nova reunião foi agendada 


Após horas de reunião na sede do Ministério Público Federal (MPF), em Dourados, a 221 quilômetros de Campo Grande, ficou acordado que os indígenas continuarão nas terras até a próxima reunião, agendada para o dia 29 deste mês.

De acordo com o MPF, a proprietária das terras afirmou que não haverá qualquer movimentação ou conflito, tanto por parte dos produtores rurais quanto dos Kaiowá e Guarani, até que uma solução consensual seja alcançada entre as partes.
 

Assine o Correio do Estado

 

novo acesso às moreninhas

Avenida leva a pastagem por causa de calote da prefeitura

Um dos proprietários repassou amigavelmente imóveis à prefeitura de Campo Grande, não recebeu o pagamento e por isso nesta terça-feira (24) apelou à Justiça

24/07/2024 12h55

Primera etapa do chamado novo acesso às Moreninhas está praticamente pronta e liga as Moreninhas a uma pastagem de brachiária

Primera etapa do chamado novo acesso às Moreninhas está praticamente pronta e liga as Moreninhas a uma pastagem de brachiária Marcelo Victor

Continue Lendo...

A prefeitura de Campo Grande literalmente se esqueceu de providenciar a indenização aos proprietários dos 52 imóveis que foram desapropriados para abertura do chamado novo acesso à região as Moreninhas. E por conta desse calote a obra não sai do papel e já tem proprietário apelando à Justiça para tentar receber a indenização.

A primeira fase desta nova via está praticamente pronta, mas acaba no meio de uma pastagem e sem a segunda etapa, boa parte dos R$ 41 milhões já investidos terá sido jogada fora.

Conforme a previsão inicial, feita em janeiro de 2023, época em que foi publicado o decreto de desapropriação, seriam necessários R$ 10.491.792,41 para indenizar os proprietários dos 52 imóveis ao longo da rua Salomão Abdala, na região do bairro Itamaracá. 

Boa parte deles aceitou amigavelmente o valor estipulado pelo poder público e passou a escritura para o município, sendo tudo registrado em cartório. E, como o negócio foi amigável, a prefeitura se comprometeu a pagar a indenização. Mas, os prazos acabaram e o dinheiro não foi depositado. 

Por conta disso, nesta terça-feira (24), um idoso de 81 anos, dono de três dos imóveis desapropriados amigavelmente, entrou com ação na Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos de Campo Grande exigindo o pagamento de R$ 3.543.400,76. 

Seu advogado, José Guilherme Rosa, alega que, além de ser idoso seu cliente está com “câncer em estágio terminal” e por isso precisa ter prioridade no pagamento. E, justamente por ser idoso e não ter interesse nas normalmente demoradas disputas judiciais é que ele já havia concordado com o valor da indenização, embora entendesse que seus três lotes, que juntos somam quase 15 mil metros quadrados, valessem bem mais que isso. 

José Guilherme diz que antes de recorrer à justiça foram feitas inúmeras reuniões com diferentes secretários municipais e um “empurrava a responsabilidade para outro. A secretária de finanças alegou que só estava sabendo disso agora”, afirmou o advogado. 

As obras todas, orçadas em quase R$ 74 milhões, estão sendo bancadas pelo Governo do Estado, inclusive o valor das indenizações. Por conta disso, o advogado também procurou o comando da Agesul. 

Lá, segundo ele, informaram que realmente vão repassar à prefeitura os R$ 10,5 milhões relativos às indenização, mas até aquele momento não haviam recebido nenhum pedido de repasse feito pela administração municipal. "Não se isso ocorre por conta da desorganização na prefeitura ou por causa de questões políticas, já que estamos em ano eleitoral", questiona.

IRRITAÇÃO

Por conta disso, o advogado não poupa críticas à prefeitura em seu pedido de pagamento protocolado na Justiça.

“O despreparo, ineficiência e desprezo com o erário por parte dos administradores do Município de Campo Grande é tão grande que, não houve por parte do Município sequer o pedido de repasse dos valores inerentes a desapropriação, ao Estado de Mato Grosso do Sul. Os munícipes estão a mercê de uma administração desqualificada e despreparada”, escreveu.. 

Na sequência informou ao juiz que “a justificativa da Secretária de Finanças para não adimplir ao acordo pactuado é que não há orçamento para o pagamento das desapropriações e que o acordo foi celebrado pela Procuradoria Geral do Município, sem a anuência da SEFIN, esquecem, portanto, que o acordo foi celebrado pela própria Prefeita e a pedido da própria Secretária de Governo, conforme narrado no Ofício n. º 215/2024”, evidenciando o que ele chama de “jogo de empurra”. 

Na ação ele diz que em abril o município enviou à câmara pedido de suplementação orçamentária para pagamento das indenizações do viaduto da Plange, sobre a BR-163, na região do Parque dos Poderes.  “Ora, qual o critério utilizado pelo Município de Campo Grande para indenizar tão somente os proprietários dos imóveis que estão situados em área nobre da cidade em detrimento dos demais”, questiona. 

“A verdade é dura Excelência, o Município se aproveita da condição social dos moradores que, com exceção dos requerentes, são pessoas não esclarecidas e pobres, para promover o adimplemento de outras indenizações, atendendo os interesses de grandes grupos imobiliários. Pergunta-se Excelência .... Se desde 2022 a Secretaria de Obras foi oficiada pela Procuradoria para providenciar o valor das indenizações, por qual motivo não foi enviado à Câmara Municipal projeto de Lei autorizando a suplementação orçamentária ou mesmo oficiado o Governo do Estado para tanto?”, desabafa o advogado que defende o idoso que está com câncer em estágio terminal. 

Primera etapa do chamado novo acesso às Moreninhas está praticamente pronta e liga as Moreninhas a uma pastagem de brachiáriaOficio do início de 2023 revela que a procuradoria jurídica já solicitava à Sisep que providenciasse as indenizações

Ainda de acordo com o advogado, nenhum dos outros proprietários recebeu a indenização. “Na maior parte, são família que só têm aquela casa para morar. Ninguém vai sair de casa sem ter recebido, ainda mais sabendo que a prefeitura não cumpre os acordos”, explica.

Por isso, acredita ele, a continuação da avenida de R$ 41,3 milhões que por enquanto liga as Moreninhas a “lugar nenhum” não vai sair do papel tão cedo. 

A Agesul chegou a abrir licitação para a segunda etapa, estimada em R$ 32 milhões, em janeiro do ano passado, mesmo período em que a prefeitura desapropriou os imóveis.

O certame, porém, não evoluiu e nesta terça-feira (23) a assessoria da Agesul informou que o projeto foi dividido em duas etapas e que a continuidade das obras ainda depende da conclusão de licitações. 

Obra estruturante

A nova via de ligação da região sul das Moreninhas com a região central tem o objetivo principal de desafogar o tráfego em vias com Eduardo Elias Zahran, Costa e Silva, Guri Marques, Guaicurus e outras. 

Conforme o projeto, a nova avenida dará sequência à Avenida Rita Vieira, que atualmente acaba na Guaicurus. Ela seguirá pelo traçado onde hoje está a Rua Abdala Salomão, vai cortar uma região ainda desabitada e encontrar a Avenida Alto da Serra, nas Moreninhas. 

As obras nas Moreninhas começaram ainda em dezembro de 2022 e estão praticamente concluídas. O problema é que a nova via acaba no meio de uma pastagem, próximo ao Córrego Lageado, sobre o qual foi construída uma ponte que demandou aterros de cerca de seis metros de altura em cada margem. 

O Correio do Estado espera desde segunda-feira (22) explicações da prefeitura sobre o andamento dos processos de desapropriação e indenização, mas até a publicação desta reportagem não havia obtido retorno. 

 

* Atualizado às 15h16min
 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).